O Centro Cultural de Lagos assinala 25 anos desde a sua abertura ao público, no dia 24 de outubro de 1992, tendo-se tornado um equipamento de referência e parte integrante da cultura lacobrigense e da rota de grande parte dos visitantes de Lagos.
Lagos e o Centro Cultural têm vindo a afirmar-se ao longo do último quarto de século como polos dinâmicos de criação e circulação artística regional e nacional, projetando e apoiando novos olhares e leituras sobre a vida e a realidade, numa ótica de proporcionar diferentes experiências e emoções através de formas artísticas plurais e acessíveis a todos, do teatro à dança, da música à sétima arte, entre conferências especializadas ou outras atividades ligadas à pintura, escultura e cerâmica, desempenhando uma continuada função educativa no exercício de estratégias apelativas e mobilizadoras de diversos tipos de públicos. Para isso muito têm contribuído as sinergias estabelecidas a nível local com as associações recreativas e culturais e instituições várias, bem como parcerias dinamizadas com diversas entidades de referência a nível nacional e internacional, tais como a Companhia Nacional de Bailado, o Teatro Nacional de São Carlos, a Companhia de Dança de Almada, a Companhia de Teatro «A Barraca» ou o «Chapitô» para além de outras a nível regional como a ACTA ou a Orquestra Clássica do Sul.
A integração recente do Centro Cultural em projetos como o «365 Algarve» e na própria Rede de Teatros Azul tem permitido criar oportunidades sinergéticas e economias de escala ao nível da programação, para que esta aposta na área da cultura constitua uma alternativa e um complemento importante aos produtos turísticos tradicionais, condições essenciais para a valorização da identidade histórica do município de Lagos, enquanto cidade dos descobrimentos, mas também de novas descobertas, contribuindo para a projeção da sua imagem a nível regional e nacional. Nos últimos três anos, este equipamento sofreu várias obras de renovação e reabilitação (que visaram a manutenção e conservação geral do edifício, a adequação às novas exigências em matéria de segurança e evacuação, o reapetrechamento técnico do Auditório, a melhoria de condições para os agentes culturais que habitualmente se apresentam nesta sala de espetáculos), sempre com a finalidade de proporcionar maior conforto e segurança a todos os que o utilizam e visitam, num investimento global de cerca de meio milhão de euros.
Para assinalar os 25 anos de existência deste importante equipamento cultural, foi preparado, para o dia 24 de outubro, um conjunto de iniciativas que integram uma tertúlia, a inauguração de uma exposição e um concerto com a Orquestra de Jazz do Algarve & Selvis Prestley.

A Noite das Bruxas volta a ser festejada no Centro Ciência Viva de Tavira, com mais um arrepiante show de ciência e atividades inesquecíveis a animarem o dia 31 de outubro a partir das 18h. A organização desafia os pais a participarem com os filhos na construção de morcegos voadores e porta-chaves medonhos e a participarem igualmente nas atividades de robótica e jogos de programação.
O evento começa pelas 18h30, com o primeiro show de ciência a ter lugar às 19h30, repetindo-se novamente às 22h. Ao longo do serão decorrem várias atividades vocacionadas para crianças a partir dos cinco anos, com a construção de Porta-chaves medonhos, Morcegos voadores (Dòing), Robenstein & Draculabot (robótica) e Abóboras Gritantes (jogos de programação). O custo de entrada é de cinco euros para os adultos e quatro euros para as crianças entre os 3 e os 17 anos. 
O município de Vila Real de Santo António iniciou uma campanha de sensibilização que apela a todos os portadores de animais de estimação para a recolha dos respetivos dejetos. A ação incide, em especial, nos jardins e espaços verdes do concelho, locais onde se têm registado mais reclamações.
Simultaneamente, a autarquia irá apostar na limpeza mais eficiente dos dejetos caninos em todas as freguesias, apelando, em simultâneo, à colaboração de todos os munícipes no sentido de manter as ruas e espaços verdes mais limpos. Com estas medidas, a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António pretende aumentar os níveis de higiene urbana do concelho, tornando-o mais sustentável e com melhor qualidade de vida.
A Biblioteca Municipal de Loulé recebe duas sessões do Espetáculo Infantil «Dos Pés à Cabeça» e «Quem dá Asas às Palavras», no dia 21 de novembro, às 10h e 11h, dinamizadas por Luísa Ducla Soares e Daniel Completo.
«Dos Pés à Cabeça» pretende sensibilizar as crianças para o conhecimento do corpo humano, de uma forma lúdica e divertida como é habitual nos poemas de Luísa Ducla Soares. «Quem dá Asas às Palavras» é um livro CD, dedicado a Luísa Ducla Soares, que reúne algumas das suas canções. No conjunto, trata-se de um instrumento de trabalho original, divertido e com muitas potencialidades didáticas, dirigido a turmas do 1.º e 2.º ciclos. A entrada é gratuita mas é necessária inscrição prévia (vagas limitadas), através do telefone 289 400850 ou email biblioteca@cm-loule.pt.

Desde 2010 que, a 24 de outubro, autarquias locais e organizações de todo o país comemoram o Dia Municipal para a Igualdade, que realça a ideia de que «Igualdade é Desenvolvimento». A Câmara Municipal de Lagoa tem desenvolvido um trabalho contínuo no combate às desigualdades e à discriminação com base no género, dirigido a diferentes públicos, com estratégias de sensibilização adequadas aos mesmos. Nesse quadro de intervenção, a autarquia apresenta o projeto pedagógico de combate à violência no namoro, «Amar-te e Respeitar-te», com sessões para estudantes do 3.º ciclo e ensino secundário da rede pública, no dia 24 de outubro, pelas 10h30 e 15h, no Auditório Municipal de Lagoa, bem como com a distribuição de livros por toda a Rede de Bibliotecas Escolares do concelho de Lagoa.
O projeto é desenvolvido pela «Betweien», em coautoria com o músico Jimmy P e o apoio da Câmara Municipal de Lagoa e visa dotar os/as jovens de ferramentas de diagnóstico e de prevenção de comportamentos agressivos nas relações de namoro, dos próprios e/ou dos seus pares, de forma a contrariar os dados que indicam um crescendo deste fenómeno na sociedade portuguesa. Inclui temas originais, musicados por Jimmy P, e uma peça de teatro baseada nas histórias reunidas num livro e adaptada ao teatro.
As três histórias ficcionadas sobre casos de violência no namoro mostram três realidades distintas: a que é percecionada pela vítima masculina, com a história «Os homens não choram!»; a sentida pela vítima feminina, com o caso «Quanto mais me bates…»; e a de uma relação de namoro vivida nos planos real e virtual, com a história «Todos os dias da nossa vida real e virtual!». O livro inclui as letras das músicas que Jimmy P compôs para o projeto: «Ficar bem», «Quando dá errado» e «Como tu». Identifica também os vários passos para o desenvolvimento de uma campanha de combate à Violência no Namoro na Escola, com o objetivo de orientar os/as alunos/as motivados/as para este tipo de trabalho. 

A Associação Turismo do Algarve, agência responsável pela promoção turística externa do Algarve, marcou presença, pela primeira vez, na Adventure Travel World Summit, um dos principais eventos internacionais dedicado exclusivamente ao turismo ativo, que este ano decorreu na Argentina, de 15 a 19 de outubro, com a participação de mais de 850 profissionais vindos de todo o mundo. Esta participação reflete a crescente aposta que o Algarve tem vindo a fazer na promoção deste segmento e após a ATA se ter tornado, em 2016, membro da Adventure Travel Trade Association – a maior organização mundial dedicada à promoção desta indústria turística.
O objetivo passa por posicionar o Algarve como um destino de eleição para a prática de turismo ativo e, durante o evento, a ATA teve a oportunidade de reunir com diversos operadores turísticos internacionais da especialidade, bem como de assistir a vários seminários dedicados à temática, onde foram abordadas, entre outras, questões como o atual perfil e as motivações do turista de turismo ativo; as principais tendências que se verificam neste mercado (com destaque para a importância de desenvolvimento de um turismo sustentável); a apresentação de estratégias e de posicionamentos desejáveis para as empresas de animação turística que se dedicam a este nicho.
Neste contexto, a participação neste evento permitiu à ATA fortalecer o seu know-how em relação a este produto e ao visitante que o procura. Dado o elevado potencial de crescimento deste segmento na região, a aposta no turismo ativo por parte da ATA tem vindo a crescer nos últimos anos, como forma estratégica de aumentar o número de turistas nas épocas intermédias e baixa, uma vez que este tipo de turista evita a época alta. “Se queremos captar mais turistas durante a época baixa, temos de continuar a trabalhar na promoção da região junto destes nichos de mercado e deste tipo de turista off season”, entende Dora Coelho, diretora executiva da ATA. “O feedback que obtivemos foi muito positivo e com alguma surpresa à mistura por parte de alguns operadores que ainda viam o Algarve apenas como um destino de férias de Verão”, acrescentou.
Para além do Algarve, representado pela ATA e pela Associação Rota Vicentina, a presença nacional fez-se notar também neste World Travel Adventure Summit através da participação de outros destinos como os Açores e de algumas empresas dedicadas a este tipo de turismo. “É importante que haja uma presença cada vez mais forte e representativa de Portugal neste tipo de ações dedicadas ao turismo ativo, uma vez que são muitas e diversificadas (mas ainda desconhecidas) as valências e as potencialidades que o nosso país tem para oferecer nesta área, de norte a sul e também nas ilhas”, afirma Dora Coelho, defendendo uma concertação de esforços, de forma a que todas as regiões pudessem estar representadas numa próxima edição deste evento e em outras iniciativas semelhantes.

Em novembro, o programa «365 Algarve» intensifica o calendário cultural da região com várias novidades: o Festival LUZA invadir Loulé com um jogo de luzes e sons; o VIDEO LUCEM une a arte do cinema à música ao vivo; e ainda uma grande diversidade de espetáculos musicais, gastronómicos e de teatro.
De 24 a 26 de novembro, o Algarve recebe o Festival Internacional de Luz do Algarve – LUZA, um projeto artístico inovador que contará com dezenas de artistas nacionais e internacionais que irão transformar Loulé numa cidade de luz. Durante três dias, estão previstas várias sessões de video mapping, conferências e exposições para iluminar as noites algarvias. Em novembro inicia-se também o «Video Lucem», com uma sessão mensal até maio, uma experiência única para o espectador que assiste a uma sessão de cinema, com música ao vivo, num local algo inusitado: uma igreja algarvia. A primeira sessão está marcada para 9 de novembro, na igreja de São Francisco, em Faro, onde será possível assistir ao filme «A woman in Paris», o mais atípico filme de Chaplin, ao som do jazz da cantora Maria João e de Zé Eduardo & João Farinha.
O Festival AlGharb.Come, que valoriza e envolve três patrimónios imateriais da humanidade – o fado, o flamenco e a dieta mediterrânica –, organiza quatro Showcookings Gastronómicos, acompanhados de Tempero Musical, em mercados municipais do sotavento algarvio (4, 11, 18 e 25 de novembro). No Algarve, as tradições gastronómicas são seculares e convidam a participar no «Pasta e Basta um Mambo italiano – versão algarvia», na sede do Rancho Folclórico do Rogil, em Aljezur (de 16 a 18 de novembro), um laboratório culinário que aborda a ligação dos alimentos com o dia-a-dia e a cultura da região, onde o público põe literalmente as mãos na massa, para no final provar a sua obra culinária.
Aljezur e Monchique recebem «Conciorto», entre 22 e 25 de novembro, os músicos Biagio Biagini e Luigi Carlone que transformam o placo numa horta onde courgettes, beringelas e cenouras dão vida a um concerto que mistura vários géneros musicais. Em Faro vai-se prestar tributo a um importante ativo cultural do Algarve, o acordeão. Assim, na Grande Gala Acordeão (a 18 de novembro), dezenas de compositores irão homenagear Hermenegildo Guerreiro, um dos artistas que mais tem contribuído para o ensino da arte de tocar acordeão.
O Algarve sempre foi uma região multicultural e o espetáculo «Por sons nunca dantes navegados» explora os timbres e sonoridades de vários instrumentos do mundo (dia 11 novembro, em Lagos), enquanto «A Voz do Mundo» homenageia as culturas do mundo através do canto, despertando os sentidos e a mente do público para o folclore português, europeu, mas também dos Pigmeus de África e os ritmos da América do Sul (2 e 4 de novembro, na Biblioteca Dr. Júlio Dantas). Para os mais novos, o «365 Algarve» sugere o espetáculo «A volta ao mundo a escutar», uma sessão de música para bebés que explora o som através de diversas linguagens musicais (1 de novembro, em Lagos). A Biblioteca Municipal de Lagos recebe ainda no dia 1 de novembro o workshop «Histórias do nariz», onde os participantes são desafiados a transformar recordações olfativas em histórias escritas.
A Galeria Lar, em Lagos, acolhe, até 11 de novembro, a exposição «De uma natureza híbrida», de Sara Feio, artista plástica cujas ilustrações se inspiram no imaginário científico e fantástico, através de técnicas únicas como o stippling. Os espetáculos de Animação de Património continuam com grande destaque este outono, com «Faro Desvendado», uma viagem às origens e à diversidade cultural da cidade e de toda a região. Como início na Sé e passando por vários pontos de interesse histórico, um ator guia os participantes por uma viagem pela história, pontuada pela atuação de diversas personagens, e que se finaliza com uma prova de vinhos regionais (a 23 de novembro). Em Lagos, será possível fazer uma viagem pela identidade portuguesa através dos contos e de um percurso que leva os visitantes pelos principais monumentos da cidade, pontuado por momentos musicais, teatrais e de exploração sensorial (11 de novembro).


As comemorações do aniversário de Álvaro de Campos continuam ao longo do mês de novembro. Será possível visitar a exposição de pintura «Sonhos Incompletos», de Kinga Subicka, no restaurante Gilão; a Exposição de Pintura de Fonseca Martins, que teve a oportunidade de conhecer alguns membros da família tavirense de Fernando Pessoa, na Tavira D’Artes; a Exposição Pessoa(s) de Tavira, no Clube de Tavira, que apresenta ao público um conjunto de documentos encontrados num cofre de um descendente da família de Fernando Pessoa; e a Exposição fotográfica d´A|NAFA, onde fotografias ilustram excertos de poemas de Álvaro de Campos. Será ainda possível assistir à Exposição Do meu Álvaro de Campos, que reúne trabalhos desenvolvidos em classes por professores de português e artes e uma oficina de gravura ministrada pela Oficina Bartolomeu dos Santos, patente na Casa das Artes em Tavira; e ao recital de poesia por alunos de escolas de Tavira (3 e 13 de novembro). Todas estas iniciativas são de entrada livre.
As comemorações propõem outras experiências únicas, como «As Noites de Vinhos e Poesia», em que, ao som de poemas de Álvaro de Campos, declamados em português e inglês, será servido um jantar vínico. Estes jantares decorrerão no Restaurante Álvaro de Campos, nos dias 4, 11, 18, 25 de novembro. Pode ainda assistir a «Poemas cantados por Ana Pi», em que a cantora e o músico Stelmo Barbosa e os seus convidados interpretam versos dos grandes poetas portugueses, (10, 11, 12 novembro no Clube de Tavira).
Os versos de Álvaro de Campos podem ser vivenciados de várias formas, e a prova disso são a Oficina de Dança Desdobrável pela Corpodehoje, que interpreta frases do poeta pela dança (4 e 5 de novembro, na Fundação Irene Rolo) e o espetáculo «Fernando Pessoa – O Fado e a Alma Portuguesa», onde são interpretados fados tradicionais adaptados a poemas de Fernando Pessoa (de 24 a 26 de novembro). Por sua vez, a Casa Álvaro de Campos recebe, a 24 de novembro, «A Voz da Sereia», um encontro filosófico dirigido por Maria João Neves; e a Academia de Música de Tavira tem encontro marcado com a música contemporânea e o modernismo da poesia de Fernando Pessoa, no recital «Lopes Graça e Pessoa», marcado para os dias 17, 18 e 19 de novembro.

A Feira de Todos os Santos em Silves acontece, este ano, entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, no Sítio do Encalhe (parque de estacionamento atrás do Castelo). A festa faz parte da memória coletiva da população, que aproveita para ali adquirir produtos a um preço mais acessível, naquele que já é um ponto de encontro e convívio anual obrigatório.
Do tradicional ao moderno, são inúmeros os artigos e produtos à venda nesta feira: desde o calçado e vestuário aos utensílios domésticos e brinquedos, passando pelas barracas das farturas e pelas bancas das castanhas ou do polvo assado, sem esquecer a vertente de lazer e diversão. O evento já se realiza desde o ano de 1492, ocasião em que Silves foi agraciada com a «Carta de Feira» pelo rei D. João II. 
Decorre, de 3 a 12 de novembro, o III Encontro Internacional Poesia a Sul – Olhão 2017, iniciativa da Câmara Municipal de Olhão comissariada pelo poeta olhanense de projeção internacional Fernando Cabrita. A sessão inaugural está marcada para as 18h do dia 3 de novembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, ocasião onde o presidente da Autarquia, António Miguel Pina, apresentará o Encontro a jornalistas e convidados.
Depois do sucesso das duas primeiras edições, o evento assume, em 2017, um caráter ainda mais internacional, com a presença de convidados de Marrocos, Cuba, Espanha, Brasil, República Dominicana, França, Irlanda, México, Porto Rico, Holanda, Vietname, Turquia, Argentina, Chile, Venezuela e, naturalmente, Portugal. A lista de participantes, mais de meia centena de poetas, músicos, professores, conferencistas e tradutores, vindos de 16 países, representa uma oportunidade de divulgação da poesia contemporânea internacional e de contacto direto do público com os escritores que a criam e produzem, num cenário privilegiado como é a cidade de Olhão.
O Encontro Internacional Poesia a Sul, que desde de 2015 vem congregando poetas de vários países do mundo, surge, na terceira edição, consolidado como um dos importantes festivais literários da atualidade, projeção refletida nas parcerias entretanto estabelecidas com o Festival Internacional de Poesia de Marraquexe, Marrocos, e o Encontro Literário Internacional Verso Adentro, de Aracena, Espanha. Constitui, assim, uma oportunidade para que poetas das mais diversas origens e linguagens se encontrem para 10 dias de intercâmbio, partilha, palestras, debates, mesas redondas, apresentações de livros, leituras, homenagens, exposições e convívio, numa iniciativa que a organização pretende aberta à participação do público em geral.
O Encontro conta com um programa paralelo de animação diversificado e atrativo, a começar pelo espetáculo poético «Impro-vérsatilis», de Alexis Diaz Pimienta e Charo Martin, marcado para o dia de arranque, às 22h30, no Auditório Municipal, e cuja receita reverte a favor da ADAPO – Associação de Defesa dos Animais e Plantas de Olhão. A animação paralela volta a passar pelo Auditório Municipal no sábado, dia 11 de novembro, pelas 22h, com o espetáculo «Poesia Homónima», de Júlio Resende e Júlio Machado Vaz. Também este ano o Poesia a Sul tem encontro marcado com as escolas do concelho, com a iniciativa «Poetas e poemas do mundo».



No dia 26 de outubro, pelas 21h, no âmbito da rubrica «Conversas à Quinta», António Clareza, uma das figuras mais respeitadas e emblemáticas da cultura louletana, vai ao Cine-Teatro falar sobre o seu percurso, nomeadamente nas áreas associativa, teatral e musical, num ambiente informal de partilha de afetos, saberes e sabores.
António José da Palma Clareza é natural de Loulé e cedo aprendeu na antiga barbearia de seu pai, na Rua das Lojas, a gostar de ouvir contar histórias de gente sofrida mas também alegre. O pai era um músico autodidata e tocava bandolim, guitarra e viola. Foi ali, onde muitas vezes se sentou António Aleixo (que não conheceu), que aprendeu os primeiros acordes, assim como outros seus amigos fundadores do primeiro grupo de música Ye-Ye de Loulé, na década de 60, os «Caveiras Negras».
Mais tarde, junto com alguns amigos, rumou a Faro para aprender os primeiros segredos da arte de alma, integrando a companhia Teatro Laboratório de Faro, então única no Algarve, por lá permanecendo três anos. Depois voltaram a Loulé, onde fundaram o Teatro Análise de Loulé (companhia não profissional) na Casa da Cultura de Loulé e onde estão até aos dias de hoje. Entretanto, na música, sempre como amador, foram surgindo oportunidades várias para fazer o melhor que sabe, à sua maneira. A sessão tem a duração aproximada de 90 minutos, com entrada gratuita, e dirige-se a maiores de 12 anos. 

Nos dias 27 e 28 de outubro, Silves contará com a presença de diversos artistas que animarão a zona de implementação do Plano de Ação de Regeneração Urbana de Silves (PARU). A ação tem como objetivo, para além de animar e promover a presença de visitantes, prevenir e combater a desertificação social.
Para tal contará com trabalhos artísticos cujas temáticas e personagens estão presentes no quotidiano dos residentes, reservando vários momentos de animação durante o dia e cruzando figuras como os estrangeiros, a consumidora (supostamente) chic, músicos de rua e oferecendo performances inspiradas nos monumentos mais representativos do concelho. A animação estará a cargo de Anexim Produções (do artista circense Diogo Duro) e inclui trabalhos das companhias e artistas «Oli and Mary», Eva Ribeiro, «Encerrado para Obras» e Diogo Duro.

O início dos trabalhos da segunda fase da empreitada de pavimentação e drenagem da Rua da Pedra, em Portimão, está marcado para dia 24 de outubro, estando prevista a construção de um coletor pluvial e sumidouros para recolha da água superficial, entre os cruzamentos da Rua da Pedra com a Rua José Veríssimo da Silva Júnior e Rua do Clube da Pedra Mourinha, e a colocação de um novo tapete betuminoso.
As alterações à circulação automóvel decorrem do facto do troço da Rua da Pedra (principal artéria da Pedra Mourinha) se encontrar interrompido entre o cruzamento com a Rua José Veríssimo da Silva Júnior (a nascente) e o cruzamento com a Rua Vale de Lagar (a poente). Com esta intervenção, que ficará finalizada em dezembro, termina uma empreitada que teve um custo global (1.ª e 2.ª fases) de cerca de 215 mil euros. 
No passado mês de junho, Karin Holmström Forster, especialista em comportamento canino e treinadora de cães de assistência, deu a conhecer o novo projeto da «Pawsitive Dogs Algarve» de treinar dois cães-guia que, no início de 2018, serão entregues a dois jovens deficientes visuais residentes no Algarve, região onde habita há 18 anos. Para tal, Karin e os seus dois cães começaram o treino a 21 de agosto, em Devon, na Inglaterra, com Alan Brooks, um dos mais experientes treinadores britânicos de cães-guia, já com vários artigos e livros editados. Neste período de treino, que terá a duração de 12 semanas, cada cão tem duas sessões de treino diárias. Para além desta componente prática, Karin tem de realizar um intenso trabalho teórico, composto por leitura de artigos e visualização de vídeos sobre treino de cães-guia e bem-estar animal.
Na sua estadia em Inglaterra, Karin constatou a diferença na integração dos deficientes visuais em Portugal e naquele país, onde teve a oportunidade de ver deficientes visuais a circular nas ruas com o apoio da sua bengala, cães-guia ou guias humanos. “Nas cidades há passadeiras com aviso sonoro e passadeiras com textura que ajudam os deficientes visuais a saber onde têm de atravessar e o sistema nacional de saúde suporta os custos de tratamento e equipamento necessários”, revela, acrescentando que “ser cego não é sinónimo de ficar confinado a casa”.


Com as competências e experiência obtida no treino com Alan Brooks, a «Pawsitive Dogs Algarve» pretende iniciar um projeto de treino de cães-guia no Algarve. “Tendo trabalhado toda a minha vida com pessoas, nas áreas da saúde e reabilitação e, mais recentemente, com cães e os seus donos, sinto que o meu maior contributo para a sociedade será dando independência e um amigo a alguém que, de outra forma, poderá não conseguir sair de sua casa", indica a especialista em comportamento canino. “Ao invés de criar cães de uma raça específica, pretendo treinar cães que se encontrem para adoção e que possuem as características necessárias, dando-lhes uma função e um papel que lhes permita ajudar os deficientes motores a conseguirem uma melhor integração na sociedade”, adianta, revelando que a sua ideia é treinar seis a oito cães por ano.

Prosseguir com a mesma linha de atuação, visando uma gestão autárquica mais eficaz, positiva e transparente, feita com o contributo fundamental dos cidadãos e a colaboração das restantes forças políticas representadas na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, é a intensão de Rosa Palma, reeleita Presidente da Câmara Municipal de Silves. “Queremos um concelho solidário, um lugar de oportunidades, um concelho dinâmico onde todos sejam capazes de trabalhar em conjunto para nos realizarmos enquanto território e enquanto pessoas”, referiu a edil durante o discurso de tomada de posse.
Descentralizar, reforçar o apoio ao movimento associativo e instituições do concelho e investir em novas obras serão algumas das prioridades deste executivo, em que a CDU tem a maioria dos vereadores (quatro, sendo os restantes distribuídos da seguinte forma: dois do PSD e um do PS).
Pretende-se concluir e iniciar obras importantes nas freguesias, “aproveitando ao máximo as oportunidades dos fundos comunitários”, com Rosa Palma a salientar que o Município tem 30 candidaturas aprovadas, num total de 6,5 milhões de euros, verba decisiva para a concretização de “obras estruturantes que, com certeza, irão contribuir decisivamente para a qualidade de vida das populações”.
Algumas dessas obras que estão em preparação são a reabilitação do Centro Histórico de Silves (3.ª fase); a construção da sede da Junta de Freguesia de Armação de Pêra e do do Parque de Feiras de São Bartolomeu de Messines; do arruamento entre o Jardim de Infância e o Centro de Saúde do Algoz; do Espaço Multiusos em São Marcos da Serra; do Parque de Feiras de Alcantarilha e do Polidesportivo de Tunes; a pavimentação e requalificação de ruas de Pêra e Alcantarilha; a Reabilitação do Jardim do Largo da República e da Rua Atrás dos Muros; a execução do ambicioso plano geral de drenagem de águas pluviais em Armação de Pêra; a pavimentação de caminhos e estradas e a requalificação de outros espaços urbanos; a extensão das redes de abastecimento de água ao Benaciate e a vários outros locais; a requalificação gradual das redes de abastecimento de água e saneamento; e a melhoria permanente do sistema de limpeza e higiene pública. A cultura e a saúde também serão apostas para este novo mandato, com a “recuperação do património, em que destacamos a ponte velha de Silves e as muralhas do castelo” e a a aquisição de uma unidade móvel de saúde, através de uma candidatura já aprovada e da manutenção da pressão sobre “o Governo no sentido de dotar os Centros de Saúde do pessoal médico necessário e de horários de funcionamento decentes com vista a assegurar o Direito à Saúde de todos os cidadãos”. A reabilitação e reabertura da Fábrica do Inglês e o desassoreamento do Rio Arade serão outros dos temas do qual o novo executivo não desistirá, bem como a implementação do Plano Diretor Municipal.
Rosa Palma recordou ainda os mais importantes passos, nomeadamente o «arrumar a casa», com o reequilíbrio financeiro da autarquia a ser uma das grande preocupações e sucessos, bem como o investimento em infraestruturas básicas como a pavimentação de estradas e de caminhos e o alargamento e modernização da rede de abastecimento de água e saneamento, a construção de equipamentos e a requalificação urbana; a intervenção em todas as escolas do concelho; a promoção do património conjugado com atividades culturais, ambientais e lúdicas; a criação de programas de apoio social; a forte aposta na cultura e nas atividades juvenis, as medidas de modernização dos serviços autárquicos e a valorização dos seus trabalhadores. A autarca referiu que inicia este novo período de governação com “um sentimento de gratidão e de responsabilidade e com uma equipa mais completa e renovada pela confiança que nos foi concedida” e que pretende que este concelho seja, para todos um lar, onde a população «da serra ao mar», sinta que se pode perspetivar “um presente digno para os idosos e uma perspetiva de futuro para os filhos”.

O Maestro Associado da Orquestra Clássica do Sul, John Avery, vai dirigir o seu último concerto no âmbito desta parceria no dia 28 de outubro, no Grande Auditório de Gambelas, em Faro. O concerto será apresentado pelo reconhecido comediante, escritor e contador de histórias Jorge Serafim.
Quando foi convidado para dirigir ocasionalmente a Orquestra Clássica do Sul, John Avery rapidamente aceitou e, ao longo dos últimos 13 anos, compôs ou fez arranjos a cerca de 300 obras, algumas das quais vão ser apresentadas no concerto. O repertório será decididamente “light”, nas palavras do Maestro, e incluirá temas de célebres musicais ou bandas sonoras de filmes, entre outros temas populares.

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Pessoa Idosa, instituído pela Organização das Nações Unidas, o Município de Loulé organiza, no dia 28 de outubro, pelas 15h, no Pavilhão do Nera, em Loulé, um momento de lazer e descontração para os seniores do Concelho, com a apresentação da Revista à Portuguesa «Allgarve ainda é Portugal», pela Sociedade Recreativa Bordeirense. Os munícipes que pretendam assistir ao espetáculo terão de inscrever-se até dia 25 de outubro, através dos telefones 289 400 882 ou 289 400 862 (das 9h às 12h30 e das 14h às 17h).
As inscrições são gratuitas e a autarquia assegura transporte a todos os participantes. O evento integra-se no programa anual direcionado para a população idosa do Concelho, do qual se destacam iniciativas como os Bailes Seniores ou a atividade desportiva Seniores em Movimento. Combater a solidão que muitas vezes afeta esta faixa etária da população e promover o convívio são os principais objetivos deste programa.

O Agrupamento de Escolas de Albufeira deu as boas-vindas a um grupo de educadores/professores oriundos da Bélgica, Estónia e Roménia, num total de 11 elementos, que visitaram Albufeira no âmbito do Projeto Erasmus + «From the Forest to the Sea». O 3.º encontro decorreu até 21 de outubro, com o objetivo de partilhar experiências e as metodologias de trabalho desenvolvidas em cada um dos países.
Os participantes visitaram as diferentes escolas que constituem o agrupamento e testemunharam in loco a linha de ação particular de cada estabelecimento escolar, bem como a organização global do Agrupamento de Escolas de Albufeira que abrange desde o pré-escolar até ao secundário, incluindo cursos profissionais. O evento contou ainda com uma atividade de saída de maré e observação de espécimes marinhos, dirigida pela bióloga marinha, Ana Simões, do Clube de Pesca e Náutica Desportiva de Albufeira e uma atividade de campo, por terras de Alte, o que permitiu a todos os elementos observar as diferenças entre o litoral, o barrocal e a serra algarvia e participar em atividades exploratórias usualmente vivenciadas pelas diversas turmas do agrupamento. Para que as atividades se realizassem na sua plenitude, os participantes tiveram a colaboração da Câmara Municipal de Albufeira, que contribuiu com a cedência de transporte para a deslocação dos intervenientes.


Este projeto decorre, ao longo de dois anos letivos, nas escolas de ensino pré-escolar e 1.º ciclo, estimulando a criança a ter um papel ativo na sua aprendizagem, sendo esta o sujeito principal da mesma. A aquisição de conhecimentos e competências essenciais ao desenvolvimento da criança é promovida através da resolução de problemas (Inquery-based teaching) e da participação em atividades de contacto com a natureza (metodologia outdoor education). Como fio condutor, são utilizadas histórias tradicionais que permitem às crianças adquirir conhecimentos e particularidades da cultura dos países envolvidos, levando-as a sentirem-se cidadãos europeus.
A comunidade educativa do Colégio Internacional de Vilamoura (CIV) está a iniciar uma campanha solidária de recolha de bens de primeira necessidade para as vítimas dos incêndios. Diariamente, crianças, jovens, adultos e idosos procuram sobreviver à dor da perda e às dificuldades de retomar a vida quando tudo despareceu. “Movidos pela certeza de que cada gesto individual se traduzirá nos outros, colaboradores e famílias do CIV mobilizam-se para de levar às famílias das zonas afetadas muito carinho, coragem e bens que os ajudem a retomar as suas vidas”, adiantou a diretora pedagógica do CIV, Cidália Ferreira Bicho.
Atualmente com dois pontos de recolha, a comunidade convida todos quantos queiram participar neste movimento solidário a comparecer num dos seguintes locais, já a partir de segunda-feira e durante a próxima semana:
- Colégio Internacional de Vilamoura (Sítio das Quintinhas, Vilamoura, tel.: 289 303 280): roupa e calçado de criança e adulto, pijamas e roupa interior de criança, toalhas, lençóis, material escolar, brinquedos, utensílios de cozinha;
- Atelier dos Tecidos, Lda. (Estrada Nacional 125, km 86, Bacelada, tel.: 289 328 922): móveis, colchões, cobertores, equipamentos de cozinha, etc.;
Em articulação com os municípios de Oliveira do Hospital, com o Corpo Nacional de Escutas de Santa Comba Dão e a Fundação Aurélio Amaro Diniz, todos os bens recolhidos serão, com a brevidade possível, distribuídos no terreno. 

A Região de Turismo do Algarve acaba de aderir ao projeto «Atlantic On Bike – Um destino de cicloturismo ímpar para um crescimento sustentável», que visa desenvolver a sustentabilidade turística do destino baseada na rota ciclável transnacional EuroVelo 1 – Rota da Costa Atlântica. Seguindo a fronteira ocidental da Europa, a rota EuroVelo 1 combina ao longo de mais de nove mil e 100 quilómetros os majestosos fiordes da Noruega, a costa selvagem da Irlanda e as praias banhadas pelo sol de Portugal.
De leste para oeste, da fronteira espanhola até Sagres, a EuroVelo 1 cruza o Algarve num percurso de mais de 200 quilómetros de extensão designado por Ecovia do Litoral, conduzindo os cicloturistas às paisagens magníficas da costa algarvia e oferecendo encantos para todos os gostos. No sítio da Internet euroveloportugal.com/pt é disponibilizada toda a informação sobre a rota EuroVelo 1 em Portugal, dividida em secções, com a descrição da rota, informações sobre transporte público, sinalização, código da estrada, percursos GPS e aluguer de bicicletas. Ao todo são 18 as secções nacionais, das quais cinco atravessam o Algarve, incluindo a Ecovia do Litoral Sudoeste, mais recente, com início em Sagres.
O projeto «Atlantic On Bike» é liderado pelo departamento francês dos Pirenéus Atlânticos e envolve um total de 18 parceiros de sete países, incluindo a Comunidade intermunicipal do Algarve (AMAL) e a Região de Turismo do Algarve, que assumirá sobretudo as ações de comunicação e de promoção. Os dois parceiros portugueses vão gerir um orçamento total de 350 mil euros ao longo de 36 meses e a taxa de cofinanciamento poderá atingir 75 por cento dos custos elegíveis do projeto.´
Os objetivos específicos desta iniciativa passam por estimular, estruturar, promover e monitorizar a oferta turística ciclável do Algarve; aumentar a procura turística impulsionando a economia local e gerando emprego; e proporcionar condições aos turistas e população residente para usufruir do ciclismo como atividade de lazer. A rede EuroVelo compreende atualmente 15 rotas cicláveis de longa distância que unem todo o continente europeu, podendo ser utilizadas tanto por cicloturistas durante as férias como por residentes nas suas deslocações diárias. Muitas destas rotas encontram-se concluídas, mas outras estão ainda em desenvolvimento, estimando-se que, até 2020, a rede esteja completa.
Este projeto é cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa INTERREG Espaço Atlântico.

Foi assinada, no dia 17 de outubro, a adjudicação da empreitada de recuperação das fachadas dos quatro blocos habitacionais sitos na Rua Monsenhor Henrique Ferreira da Silva, na confluência com a Av. Cidade Hayward, que albergam 96 fogos de habitação social. A obra implicada um investimento global de 90 mil e 267,50 euros, acrescidos de IVA à taxa legal em vigor, e será levada a cabo pela sociedade «A. M. Barriga – Engenharia e Construção, Lda».
Com esta empreitada pretende-se melhorar as condições urbanísticas e de habitabilidade dos farenses que ali residem e, simultaneamente, conferir mais dignidade e estética à entrada a nascente da cidade. Também a pensar nisso já tinha sido adjudicada, no dia 21 de setembro, a intervenção de repavimentação de toda a Av. Cidade Hayward, pelo valor de 178 mil e 466,86 euros, acrescidos de IVA. 

O Centro Hospitalar e Universitário do Algarve foi aprovado em Conselho de Ministros no dia 20 de julho, passando a agregar os Hospitais de Faro, Portimão e Lagos, bem como o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul e um centro de investigação ligado à Universidade do Algarve. Sensivelmente um mês e meio após a tomada de posse, Ana Paula Gonçalves, presidente do Conselho de Administração do CHUA, explicou ao Algarve Informativo o que este novo formato implica na gestão do dia-a-dia e, acima de tudo, que benefícios traz para os utentes.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Foi a 20 de julho do corrente ano que o Governo deu a luz verde para o nascimento do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA), que será composto por quatro polos: duas unidades hospitalares, uma em Portimão/Lagos e outra em Faro; o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul, situado em São Brás de Alportel; e um polo de investigação e de ligação com a Universidade do Algarve. O objetivo é aumentar a atratividade do CHUA para que possa receber mais médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde e, em simultâneo, reforçar a ligação à Universidade do Algarve, fortalecendo e potencializando o seu Mestrado de Medicina para poder oferecer aos profissionais de saúde uma oportunidade de crescer também no plano de investigação e, dessa maneira, criar uma estrutura hospitalar forte, atrativa e dinâmica. O Decreto-Lei publicado em Diário da República a 23 de agosto estipula igualmente a colaboração com o Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve, criado pela Portaria n.º 75/2016 de 8 de abril, visando atingir a excelência de cuidados através do desenvolvimento da investigação, da formação e a melhoria contínua dos cuidados de saúde.
Para presidir ao Conselho de Administração da nova estrutura foi nomeada pela tutela, a 1 de setembro, Ana Paula Gonçalves, que terá a seu lado, como vogais executivos, o médico-cirurgião Mahomede Americano, a médica Helena Leitão, a enfermeira Filomena Martins e o economista e antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Loulé, Hugo Nunes. E, respondendo ao que o «U» de «Universitário» traz de novo em relação ao anterior Centro Hospitalar do Algarve (CHA), Ana Paula Gonçalves lembra que o Hospital e a Universidade do Algarve já vinham colaborando em diversas áreas há vários anos. “Este novo modelo permite a consolidação dessa experiência e dar uma maior visibilidade pública a uma ligação que já existia, mas que se pretende que atinja uma maior dimensão. É simplesmente o culminar de um processo que se iniciou quando foi criado o Mestrado Integrado em Medicina na Universidade do Algarve, pois, a partir desse momento, sempre demos apoio, não só no ensino médico, mas também no ensino de enfermagem e de técnicos de diagnóstico e terapêutica”, explica a entrevistada.

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Foi a 11 de outubro de 2010 que nove amigos criaram o Laboratório de Artes e Media do Algarve, ou LAMA, como é mais conhecido, com o objetivo de criar produções culturais na sua região. Sete anos depois, João de Brito é um dos poucos resistentes do grupo de fundadores, mas o LAMA continua bastante ativo e com diversas produções a ir a cena de norte a sul do país, com o farense a reunir os profissionais mais indicados para que cada projeto tenha sucesso.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Farense de nascença, mas a residir em Lisboa há vários anos, João de Brito nunca cortou o cordão umbilical com a região onde cresceu e se tornou ator e onde continua a desenvolver diversos projetos artísticos. Aliás, nesta semana em concreto, deu aulas de «Movimento, Improviso e Voz» nos polos de Faro e Portimão da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, realizou duas sessões do «Pangeia», em Lagos e fez ensaios, em Faro, para uma peça no âmbito do «365 Algarve», antes de regressar a Lisboa para gravar cenas para uma novela. No meio de toda esta azáfama está, desde há sete anos, o LAMA – Laboratório de Artes e Media do Algarve, uma associação cultural que acaba por ser, na hora da verdade, uma companhia de teatro, com sede em Faro. “Normalmente o catalisador é aquele que tem vontade de fazer tudo e, por vezes, consegue transmitir essa energia e euforia para outras pessoas, que ajudaram bastante no arranque do LAMA. Depois, como é natural, alguns foram saindo porque têm as suas vidas pessoais e profissionais, enquanto a minha vida é mesmo esta, as artes. Crio os projetos de espetáculos e oficinas e eles acabam por aceitar as minhas propostas”, explica João de Brito, à conversa no Jardim da Alameda, em Faro.
A decisão de rumar a Lisboa acabou por ser natural para quem pretendia viver apenas da cultura, nomeadamente da representação, mas isso não significa, como se referiu, que tenha voltado costas ao Algarve. “Sou um bocado nómada porque há muitos assuntos que tenho que tratar presencialmente, mas Lisboa possui uma oferta que Faro, ou o Algarve, dificilmente consegue ter. Há poucas estruturas profissionais, não há uma produção televisiva, faz-se pouca coisa na área da publicidade. Ou criamos espetáculos, ou damos aulas de Expressão Dramática ou Corporal. A animação em hotéis direcionada para turistas foge um pouco à minha estética. Falta massa crítica no Algarve”, analisa João de Brito, embora reconheça que o cenário está bem melhor do que há sete anos, aquando do nascimento do LAMA. “Na altura falamos com todos os nossos amigos para se tornarem sócios anuais, o que nos facultou o orçamento de arranque, depois organizávamos oficinas e tirávamos uma percentagem das receitas para os projetos seguintes. Mais tarde, conseguimos umas coproduções com algumas estruturas mais consolidadas e o Teatro das Figuras também nos adquiriu um espetáculo”, recorda.
Os anos foram avançando a um ritmo acelerado e, mais recentemente, o LAMA venceu um apoio criativo da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve para conceber e levar a cena a peça «Leôncio e Lena», bem como outro apoio do «365 Algarve» para o espetáculo «Carripana», mas o entrevistado destacou igualmente os apoios financeiros que a Câmara Municipal de Faro recomeçou a dar às associações do concelho em 2015. “Fazemos tudo de forma profissional e só avançamos para espetáculos quando há orçamento para os concretizar”, frisa, confirmando que, nos tempos modernos, é normal as associações criarem projetos não apenas com a «prata da casa», mas recorrendo a freelancers que reúnam as características pretendidas. “Não estamos num sistema ditatorial. Delegamos funções mas, inevitavelmente, as coisas começam a não aparecer feitas e assumimos nós as tarefas porque temos vontade que os projetos arranquem rapidamente. Contudo, preciso sempre de pessoas para a cenografia e o desenho de luz e de atores para me acompanharem em palco, noutras situações apenas trato da encenação. Já não é, de facto, aquele grupo de amigos que começou com esta brincadeira que, entretanto, se tornou algo bastante sério”.  

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Após a estreia com «Obsessão», Miguel Madeira tem um novo policial pronto a ser lançado no mercado, desta feita «Vingança», mais uma história cativante que nos prende às páginas e que volta a ter a cidade de Loulé como palco principal. E ideia para um terceiro livro já existe, bastando haver tempo para se sentar com calma para lhe dar corpo, mas isso é uma história para outra altura…

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Não é uma sequela pura, mas há pontes que unem «Obsessão» e «Vingança», o novo livro de Miguel Madeira que vai para o mercado no dia 3 de novembro, mais uma vez sob a chancela da Chiado Editora. De facto, o policial de estreia do venezuelano radicado em Loulé desde criança tinha um final aberto e que dava a possibilidade para um futuro seguimento da narrativa. “A «Vingança» encerra esta história que tem novamente a cidade de Loulé como pano de fundo e, mais uma vez, deixo a porta aberta para mais tarde retomar o tema, se assim o quiser. É criada uma nova personagem, o Inspetor Ângelo Simões, cujas aventuras poderei voltar a contar, caso tenha disponibilidade, arte e engenho para tal”, explica Miguel Madeira, à conversa durante um café matinal no centro de Loulé.
Sem querer desvendar o que vem por adiante, o autor conta que Ângelo Simões foi um antigo inspetor da INTERPOL com um passado vivido em França, mas há também uma personagem de «Obsessão» que se mantém em «Vingança» e que, sem ser um ator principal, colaborou em ambas as investigações, podendo dar origem a aventuras próprias. “A ideia é criar um conjunto de pessoas em torno das quais estes enredos se vão desenvolvendo e que, consoante o feedback que vou recebendo dos leitores, podem ganhar uma maior peso noutros livros. Eu não escrevo para mim, quero que os outros me leiam, sujeito-me às suas críticas, positivas ou negativas, e isso funciona como uma mola impulsionadora para que continue a escrever”, salienta, lembrando que, como praticamente ninguém vive da escrita em Portugal, só prossegue esta carreira quem realmente tirar prazer da caminhada.
Diz também uma velha máxima que só ficamos totalmente realizados quando tivermos um filho, plantarmos uma árvore e escrevermos um livro, mas escrever não é, de facto, um ato isolado para Miguel Madeira, é um bichinho que o acompanha deste pequeno e que vai ganhando forma à medida que a vida profissional o permite. “Ideia para um terceiro livro existe, mas o tempo é, realmente, uma condicionante para mim. Ao longo dos anos tenho ocupado determinados cargos públicos, uns por nomeação, outros por concurso, que me absorvem por completo o tempo quando os estou a desempenhar. Quando, por qualquer razão, cesso essas funções, regresso à Câmara Municipal de Loulé e há uma maior disponibilidade para retomar esta paixão que é a escrita”, descreve.

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O CIAC e a Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve organizaram, no dia 13 de outubro, um seminário sobre Política e Comunicação, a cargo de Álvaro Americano. A conversa incidiu sobretudo sobre a realidade brasileira, mas permitiu perceber, igualmente, que a comunicação e a política andam de mãos dadas há largos séculos como forma de influenciar a opinião e os atos das populações.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

O Anfiteatro Paulo Freire da Escola Superior de Educação e de Comunicação, no Campus da Penha da Universidade do Algarve, encheu por ocasião do Seminário «Política e Comunicação», da responsabilidade de Álvaro Americano e promovido em parceria com o CIAC – Centro de Investigação em Artes e Comunicação. Formado em Jornalismo e Mestre em Comunicação e Cultura, Álvaro Americano está atualmente a tirar o Doutoramento em Comunicação, Cultura e Artes, na Universidade do Algarve e do seu vasto currículo destacam-se a experiência como repórter cinematográfico da TV Globo e repórter do Jornal «Tribuna de Minas».
Desde 1990 que é professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Juiz de Fora, no Brasil, onde leciona as áreas de Radiojornalismo e Telejornalismo. É também docente e vice-coordenador da Pós-Graduação de TV, Cinema e Mídias Digitais e professor na Pós-Graduação de Jornalismo Multiplataforma. Nos últimos anos tem desenvolvido a sua investigação na área dos cinejornais  brasileiros, mas a palestra que proferiu perante uma plateia de futuros jornalistas abarcou o papel da comunicação desde tempos longínquos. “O poder sempre esteve ligado à comunicação através dos mitos e dos símbolos, bastando olhar para o exemplo das legiões romanas. Transmitiam a imagem de serem extremamente bem organizadas, uma verdadeira máquina de guerra, com uniformes brilhantes e estandartes. Quando venciam as batalhas, faziam grandes desfiles em que exibiam as riquezas que tinham conquistado, mas também os escravos e os generais que tinham derrotado”, apontou Álvaro Americano.
Depois das vitórias, os romanos implantavam o seu modo de vida nos territórios conquistados, de tal forma que as populações pensavam que a sua situação até tinha melhorado, outra forma do poder utilizar a comunicação para seu proveito. Este impacto visual do poderio militar e a forma como ele influenciava os mais fracos foi utilizado por outras nações e regimes políticos, nomeadamente pela Alemanha Nazi de Hitler, pela Itália Fascista de Mussolini, pela Rússia e pela Coreia do Norte. “Com o avançar dos tempos, os exércitos praticamente deixaram de se enfrentar nos campos de batalha, mas esta forma de dissuasão continua a ser utilizada pelos regimes totalitários. Funciona menos para o público externo, mas conserva o seu impacto no plano interno”, julga o professor.
Álvaro Americano lembrou, igualmente, que o poder da informação esteve, durante muito tempo, na posse da Igreja, porque eram os seus copistas que iam reproduzindo as grandes obras da época. “A desvantagem é que ela só deixava ler o que tinha a ver com a fé católica e, pior do que isso, quando os copistas não concordavam com o que estava escrito, alteravam os textos de acordo com o que era mais interessante para a Igreja”, referiu, adiantando que este cenário se alterou aquando da invenção da impressão por Gutenberg. “Claro que o primeiro livro que ele imprimiu foi a Bíblia Sagrada”, acrescentou, com um sorriso.

O Teatro das Figuras, em Faro, esgotou por completo, no dia 14 de outubro, para assistir à peça de teatro «Filho da Treta», protagonizada por José Pedro Gomes e António Machado. Com texto de Filipe Homem Fonseca e Rui Cardoso Martins e Encenação de Sónia Aragão, a música esteve a cargo de Bruno Vasconcelos e Nuno Rafael, o Desenho de Luz foi da responsabilidade de Luís Duarte e os Figurinos são uma criação de Fernanda Ramos.
Quanto à história, é simples: antigamente, a vida era uma selva; agora, a vida é uma selfie. De facto, toda a treta se dispersou e cresceu nas redes sociais e os especialistas na matéria têm tido alguma dificuldade em encontrar a genuína «Conversa da Treta». No entanto, quem é vivo sempre aparece, nada se perde e tudo se transforma e o código genético da Treta renasceu, em 2016, com o aguardado «Filho da Treta».
Em palco, Zezé (José Pedro Gomes) continua a sua luta contra o bom senso, a solidariedade, o trabalho e outros conceitos primeiro-mundistas, desta vez tendo por companhia o Júnior (António Machado), que interpreta o filho de Toni, imortalizado pelo já falecido António Feio. Numa comovente irritação entre duas gerações perdidas, discutem-se as tascas gourmet, os refugiados, os paus de selfie, as novas famílias e outras pragas que assolam o mundo moderno deste saudoso bairro em vias de extinção. E a reação, ao longo de quase hora e meia, foi um constante gargalhar. 

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

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No seguimento do esforço que a Câmara Municipal de Faro tem vindo a realizar na reabilitação e manutenção do Parque Escolar Municipal, foi adjudicada, no dia 18 de outubro, a empreitada de «Substituição de Caixilharias na Escola E.B. 1 da Penha». Com um prazo de execução previsto de 60 dias, esta empreitada terá um custo total de 48 mil e 326,04 euros, acrescidos de IVA à taxa legal em vigor, e será realizada pela «Sociedade Rodrigues & Almeida, Lda».
A autarquia reitera, deste modo, o seu propósito de continuar a promover as mais variadas iniciativas e intervenções no sentido de dotar o parque escolar do concelho das melhores condições de acolhimento, em ambientes adequados e motivadores.

Assinala-se, a 24 de outubro, o Dia Municipal para a Igualdade e o Município de Olhão preparou, para esse efeito, várias atividades. A iniciativa «Alegria pela Igualdade», dirigida a munícipes que frequentam centros comunitários do concelho, vai dinamizar uma sessão de Yoga do Riso, que propicia um ambiente de grupo onde os participantes interagem, proporcionando benefícios ao nível do bem-estar físico e emocional, e criando um ambiente descontraído e promotor da igualdade.
Outra das atividades previstas para este dia é subordinada ao tema «Sou Livre para Escolher», sendo promovida em articulação com a Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes com o objetivo de combater os estereótipos associados às profissões. Participarão nesta iniciativa, relatando a sua experiência de vida, uma pescadora, uma engenheira civil, uma engenheira mecânica e um educador.
Para além disso, serão disponibilizados nos locais públicos do concelho folhetos e outros materiais, com o intuito de alertar a comunidade para as questões da violência doméstica, da violência no namoro, da violência decorrente da homofobia e do tráfico de seres humanos.



Os Agrupamentos de Escolas ESPAMOL e AERA e a Nobel International School Algarve, do concelho de Lagoa, foram distinguidos com o Selo «Escola SaudávelMente» – Boas Práticas em Saúde Psicológica e Sucesso Educativo, no âmbito da Campanha Escola SaudávelMente lançada este ano pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. As Escolas de Lagoa estão entre os 99 Agrupamentos e Escolas nacionais que receberam este reconhecimento público das suas práticas, no dia 4 de outubro, das mãos do Bastonário da Ordem dos Psicólogos, numa cerimónia que decorreu, em Lisboa, com a presença do Secretário de Estado da Educação.
As Escolas SaudávelMente foram reconhecidas pela sua orientação para o sucesso académico, apostadas em práticas para a igualdade de oportunidades, comprometidas com o desenvolvimento social e emocional dos alunos, sua aprendizagem e comportamento e com a prevenção e promoção da saúde psicológica de todos os intervenientes no espaço escolar. As dimensões avaliadas em cada escola para a atribuição desta distinção foram: a estrutura, organização e clima da Escola; a saúde psicológica e o sucesso educativo; a literacia em educação para a Saúde Psicológica; a saúde psicológica dos agentes educativos; e o envolvimento da família e da comunidade.
Tavira foi um dos 47 municípios distinguidos com o galardão ECOXXI 2017, atribuído pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), num reconhecimento do trabalho em prol do desenvolvimento sustentável, evidenciado na concretização de medidas, ações e políticas de sustentabilidade. A edilidade tem vindo a ser distinguida com este galardão, desde 2005, data do início do projeto, e voltou a superar os objetivos definidos, tendo conquistado a bandeira, a medalha e o diploma de boas práticas.
Entre os 21 critérios de ponderação, Tavira destacou-se nas áreas de implementação do Programa Bandeira Azul, informação disponível aos munícipes, cooperação com a sociedade civil, certificação em sistemas de gestão da qualidade, qualidade da água para consumo humano, qualidade dos serviços de águas prestados aos utilizadores, agricultura e desenvolvimento rural sustentável e turismo sustentável. A candidatura do Município de Tavira obteve um índice ECO XXI 2017 de 66 por cento, sendo que nos indicadores em destaque alcançou uma pontuação igual ou superior a 80 por cento. 

Abre, a 1 de novembro, o novo período de candidaturas para bolsas de estudo para acesso ao Ensino Superior atribuídas pela Câmara Municipal de São Brás de Alportel que, por considerar a educação como uma pedra basilar na edificação do futuro do concelho e da sua população, pretende proporcionar a todos os jovens iguais condições de acesso a um ensino de qualidade.
Esta medida foi implementada pela primeira vez no ano letivo 2011/2012 e já apoiou individualmente 10 jovens são-brasenses, o que corresponde, até ao momento, à atribuição de 21 bolsas de estudo, num investimento total que supera os 20 mil euros. Jovens que assim puderam frequentar cursos superiores tão diferentes como Medicina, Gestão, Educação Social, Design de Comunicação, Desporto, Sociologia, Relações Internacionais, Enfermagem, Biotecnologia ou Fisioterapia, em diversos estabelecimentos de ensino superior, nomeadamente a Universidade de Coimbra, a Universidade do Algarve, a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, o Instituto Politécnico de Portalegre e o Instituto Politécnico de Setúbal.
As bolsas de estudo atribuídas pelo Município consistem em apoios pecuniários concedidos a alunos que acedem, pela primeira vez, a um curso do Ensino Superior e que tenham obtido bom aproveitamento e mérito escolar e com comprovadas dificuldades económicas, mas que não sido contemplados com bolsas de estudo do Estado. É atribuída aos estudantes se maiores de 18 anos ou, caso contrário, aos respetivos encarregados de educação, de novembro a julho, num total de nove mensalidades. O apoio é concedido em prestações mensais cujo valor equivale a 1/5 do salário mínimo nacional, calculado com referência ao mês de novembro. Caso o estudante transite de ano, com bons resultados, a bolsa é renovada anualmente até ao final da obtenção do curso de licenciatura.
O período de candidatura decorre até 30 de novembro e os interessados devem entregar as suas candidaturas preenchidas, de acordo com o regulamento e formulários disponibilizados no site do município, nos Serviços Sociais da Câmara Municipal, sediados no Centro de Apoio à Comunidade.


A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve) acolhe, no dia 25 de outubro, pelas 14h30, a oitava edição do Encontro Regional de Voluntariado Ambiental para a Água, promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente, através da ARH do Algarve. Expoente máximo do projeto regional «Voluntariado Ambiental para a Água», no qual a CCDR Algarve participa através do Centro de Informação Europe Direct Algarve (CIED Algarve), o 8.º ERVAA é subordinado ao tema «Cidadania e Desenvolvimento – Estratégias para as Comunidades Escolares» e realiza-se no contexto da Semana da Educação e Iniciativas de Voluntariado Ambiental (SEIVA), que integra diversas iniciativas a decorrer, em simultâneo, em vários concelhos da região de 23 a 29 de outubro.
Para além do 8.º ERVAA, no programa do dia 25 de outubro destaca-se ainda o seminário «Voluntariado Ambiental - Partilha de experiências», a realizar pelas 9h30, no mesmo local, com a participação de representantes da Universidade do Algarve, Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Direção Geral de Educação, Agrupamento de Escolas João de Deus e Centro de Ciência Viva do Algarve. A SEIVA tem como destinatários principais as comunidades escolares, em particular os docentes do ensino básico e secundário, técnicos da administração pública regional e local, empresas, organizações não-governamentais de ambiente e associações empresariais, profissionais, culturais e recreativas, entre outros.
Com esta iniciativa pretende-se mobilizar a população do Algarve para a reflexão dos principais desafios do desenvolvimento sustentável e da importância da sua participação nos processos de tomada de decisão, por forma a contribuir para a gestão participada dos recursos e para o aprofundamento de conhecimentos científicos e didáticos dos docentes e de outros agentes de educação para a sustentabilidade. Neste âmbito, está patente, na sala de exposições da CCDR Algarve, até 31 de outubro (dias úteis entre as 9h e as 19h), a exposição «Semana Verde - Green Week», promovida pelo Município de Lagoa e dirigida ao público das escolas.

O Centro Autárquico de Quarteira acolheu, no dia 16 de outubro, a primeira sessão pública de apresentação do projeto «Quarteira EcoLab», uma iniciativa da Câmara Municipal de Loulé decorrente da sua Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC de Loulé), e enquadrada numa candidatura ao Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente, tendo em vista a implementação de um Laboratório Vivo para a Descarbonização nesta cidade.
O Quarteira EcoLab tem como objetivo promover a descarbonização de uma área delimitada na cidade de Quarteira, através da implantação de soluções tecnológicas que aumentem a eficácia e reduzam o consumo de energia, promovam a mobilidade sustentável e a utilização mais eficiente de recursos, contribuindo, assim, para criar um contexto urbano mais inovador, sustentável e inclusivo, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos. O Município de Loulé é um dos 12 do país escolhidos para desenvolver este projeto e definiu como área de intervenção para o «Quarteira EcoLab» a extensão urbana localizada entre a rotunda do Polvo da Avenida Doutor Carlos Mota Pinto e a rotunda do Terminal Rodoviário da Avenida Doutor Francisco Sá Carneiro. É aí que serão integradas soluções nos domínios dos transportes e mobilidade, eficiência energética em edifícios, serviços ambientais inovadores e promoção da economia circular, entre outros, numa lógica de interação entre o Município, os centros de conhecimento, as empresas, as indústrias e os cidadãos.


Esta sessão de apresentação, que contou com a participação de perto de meia centena de munícipes, foi realizada com o objetivo de dar a conhecer o projeto e os desafios do «Quarteira EcoLab» à comunidade, assim como promover o envolvimento e participação da população no mesmo. Foi ainda uma oportunidade para recolher contributos, já que os participantes puderam deixar as suas sugestões e ideias para o projeto. A Autarquia pretende, aliás, que todos os interessados possam acompanhar e participar neste processo, nomeadamente moradores, comerciantes, visitantes e demais utilizadores daquele espaço. Assim, como forma de caracterizar a situação de referência do «Quarteira EcoLab», a Câmara Municipal de Loulé concebeu dois questionários (um dirigido à população em geral e outro aos comerciantes), através dos quais se pretende ficar a conhecer melhor os hábitos e a opinião de quem reside, trabalha, estuda ou visita o espaço urbano do «Quarteira EcoLab», no que se refere às temáticas da mobilidade, energia e ambiente.
Os questionários podem ser respondidos em papel, na Junta de Freguesia de Quarteira, ou online, através dos links https://goo.gl/ix7gtF (para quem reside, trabalha ou estuda na área do Quarteira EcoLab) ou https://goo.gl/21ytah (para quem tem um estabelecimento de comércio ou serviços na área do Quarteira EcoLab). Para responder às perguntas sobre o consumo de eletricidade, água e gás, é necessário que os munícipes tenham consigo a sua fatura anual ou as faturas que incluam a primeira quinzena dos meses de janeiro, abril e agosto. É possível ainda enviar ideias e sugestões para loule.adapta@cm-loule.pt.
Arranca, no dia 22 de outubro, pelas 10h, no Largo da República (Luz de Tavira), com o projeto «Todos a caminhar», mais uma época do Programa de Promoção da Atividade Física, uma iniciativa da autarquia, dinamizada pela Casa do Povo de Santo Estêvão e que implica um investimento de sensivelmente 55 mil euros. «Infantários em movimento», «Escola ativa», «Todos a caminhar», «Tavira convida a pedalar», «Atividade física adaptada», «Põe-te a mexer» e «Viva mais» são as ofertas que integram o Programa, através de quadros profissionais na área da educação física e desporto.
«Infantários em movimento» destina-se a alunos do ensino pré-escolar, com idade compreendida entre os três e os cinco anos, e tem como intuito o desenvolvimento da psicomotricidade infantil. O «Escola Ativa» visa alunos, com idades entre os cinco e os dez anos, das escolas do 1.º Ciclo do concelho com obesidade ou sedentários, com o intuito de promover atividades desportivas no âmbito do programa do 1.º Ciclo.
«Todos a caminhar» está direcionado para cidadãos com mais de dez anos e visa a prática de caminhadas ou marchas-passeio concelhias (freguesias) e do calendário regional do Algarve. «Tavira convida a pedalar» dirige-se a pessoas com mais de 12 anos e consiste em passeios guiados em bicicleta de BTT pelas diferentes freguesias. Já o «Atividade física adaptada» tem como destinatários os utentes da Fundação Irene Rolo, portadores de algum tipo de deficiência. O público-alvo do «Põe-te a mexer» são os cidadãos com idade superior a 18 anos e tem como objetivo a prática de atividade física e desportiva regular. O «Viva mais» está orientado para cidadãos com mais de 55 anos e tem como finalidade a prática de atividade física e desportiva regular.
Os projetos são gratuitos e possibilitam uma oferta desportiva diversificada, de modo a sensibilizar a população para a adoção de um estilo de vida saudável, combatendo o sedentarismo e potenciando a qualidade de vida da população.

A sessão solene de instalação da Assembleia e da Câmara Municipal de Vila do Bispo, resultante das eleições de dia 1 de outubro, aconteceu no dia 19 de outubro, no Auditório do Centro Cultural. A cerimónia começou com a tomada de posse dos membros eleitos para a Assembleia Municipal: Ana Bela da Conceição Martins (PS), António José Furtado Batista (PS), Gilberto Marques Sousa Furtado (PS), David Miguel de Almeida Correia (BE), Anabela Dias Pereira (PS), Fernando António da Silva Gonçalves (coligação PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM), José Luís Barata Mateus (PS), Carlos Manuel Leal dos Santos (PS), Anabela de Sá Franco (PS), Rui Fernando Diogo Carriço (BE), Paulo Alexandre Esteves Silva Boto (PS), Maria José dos Santos Correia Lourenço (coligação PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM) e Emanuel dos Ramos Mariano (PS). A estes somam-se Nuno Miguel Drummond Borges Oliveira Amado e Rafaela Leal da Costa, eleitos pela coligação PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM, que não compareceram no ato. Por inerência dos seus cargos como presidentes de Juntas de Freguesia, tomaram também posse Alberto Jorge da Luz Encarnação (Freguesia de Barão de São Miguel), Fábio José Cerveira Mateus (Freguesia de Budens), Luís Miguel Gonçalves da Paixão (Freguesia de Sagres) e Dino Alves Lourenço (Freguesia de Vila do Bispo e Raposeira).
Seguiu-se a tomada de posse do novo executivo autárquico, constituído pelo presidente reeleito Adelino Soares, Rute Silva, Fernando Santana e Armindo Vicente (pelas listas do PS) e Afonso Nascimento (pela coligação PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM). No arranque do seu terceiro mandato, Adelino Soares reiterou a intenção de dar continuidade ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela autarquia. “Continuar a trabalhar para as pessoas; prosseguir com uma política de proximidade; apoiar todos os projetos que visem o desenvolvimento do concelho; e dar continuidade a uma estratégia de investigação, valorização e promoção das potencialidades do concelho, pensada para além dos ciclos eleitorais, com obras que garantem a afirmação do território como um destino turístico de excelência”, enumerou o edil. “Para mim, e para todos aqueles que me acompanham neste projeto, a política é séria e nobre, é dar o melhor de cada um de nós, todos os dias, em prol do bem-comum. São estas as garantias que vos dou”, reforçou.


Adelino Soares afirmou ainda que o novo mandato permitirá projetar, ainda mais, o concelho de Vila do Bispo para um futuro melhor e que continuará a implementar boas práticas municipais e empresariais, de modo a continuar a merecer um destaque a nível nacional e, se possível, a nível internacional. “Sem qualquer ironia, gostaria de agradecer a todos os que me criaram dificuldades ao longo dos últimos anos. Graças a cada um de vós tornei-me um político mais capaz, seguro e preparado para o futuro. Fizeram de mim um político conhecido e reconhecido em todo o País”, apontou, antes de deixar um agradecimento aos funcionários da autarquia. “Empenham-se diariamente para melhor servir a população e projetar o Município de Vila do Bispo como um dos melhores Municípios do País nas Boas Práticas Municipais”, justificou.
Realizou-se depois a primeira reunião da Assembleia Municipal deste mandato, onde decorreu a eleição da Mesa da Assembleia, constituída da seguinte forma: presidente da Assembleia Municipal – Ana Bela da Conceição Martins (PS); 1.º Secretário – António José Furtado Batista (PS); 2.º Secretário – Anabela de Sá Franco (PS). A encerrar a cerimónia, a nova presidente da Assembleia Municipal mencionou que “o calor e o despique da campanha eleitoral estão passados”, defendendo que “agora é tempo de esquecer os interesses pessoais e partidários, colocando em primeiro lugar e acima de tudo o Município de Vila do Bispo e os anseios da sua população”