Vai ser oficialmente inaugurado em Aljezur o novo Gabinete de Apoio À Vítima, no dia 20 de janeiro, pelas 16h, com a presença da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino. O GAVA insere-se na estratégia de Combate à Violência Doméstica e de Género, apresentando-se como uma resposta territorializada na área da violência, em harmonia com o V Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género (2014-2017).
No âmbito da estratégia nacional foi assinado entre a Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e 16 outras entidades, entre as quais os Municípios de Aljezur e de Odemira e a TAIPA, um Protocolo para a implementação de uma Estratégia de Combate à Violência Doméstica e de Género, nos concelhos de Aljezur e Odemira. Este novo espaço irá funcionar em instalações municipais e era há muito uma vontade do Município de Aljezur, não só pela ausência de uma resposta de proximidade às vítimas, mas também pela necessidade de intervir articuladamente no âmbito da formação, sensibilização e aprofundamento do conhecimento com todas as entidades governamentais com competência em matéria de proteção social, educação e segurança, envolvendo ainda outros parceiros locais de carater não-governamental, mas que no terreno estão também envolvidas com esse desígnio.
O GAVA, que já existia no concelho de Odemira, passa a estar disponível também em Aljezur com uma equipa técnica adequada, de apoio às vítimas de violência doméstica e de género, com pessoal técnico e administrativo necessário ao seu funcionamento, da responsabilidade da TAIPA. As vítimas terão apoio técnico, psicológico e de advocacia, que estará disponível pelo menos uma vez por semana e também em situação de emergência. O Protocolo assinado com a SECI, além de prever a criação e funcionamento dos Gabinetes de Apoio à Vítima nos dois concelhos, prevê ainda a realização de campanhas de sensibilização para a comunidade e as escolas e de um Plano Intermunicipal para a Igualdade, que envolverá o Município de Odemira e o Município de Aljezur.

Com o objetivo de prevenir e controlar o desenvolvimento da «Lagarta do Pinheiro ou Processionária» nos pinheiros existentes no concelho, a Câmara Municipal de Portimão efetuou, em novembro do ano transato, uma campanha de prevenção à formação de ninhos com uma nova técnica de combate a esta espécie. Tendo em conta que a Lagarta do Pinheiro pode afetar a saúde pública, a autarquia realizou uma campanha de combate a essa praga, que consistiu numa injeção de um inseticida em todos os pinheiros localizados nas Escolas de Portimão (Quatro Estradas, Vendas, Coca Maravilhas, Chão das Donas, Major David Neto, Jardim de Infância Portimão N.º 4 do Fojo e Centro Escolar do Pontal), pretendendo, assim, contribuir para o controlo da Processionária-do-Pinheiro.
A técnica implementada revelou-se altamente eficaz e pode-se dizer que a «Lagarta do Pinheiro ou Processionária» foi erradicada das escolas e das árvores onde foi aplicada. Este procedimento foi realizado por técnicos da autarquia que se encontravam certificados pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve e pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária.
A Lagarta do Pinheiro é um inseto desfolhador que ataca pinheiros e cedros. Embora não cause diretamente a morte das árvores, os seus sucessivos ataques e desfolhas muito severas levam ao enfraquecimento das mesmas e à sua predisposição a outros agentes secundários.

A Câmara Municipal de Vila do Bispo apresenta, no dia 21 de janeiro, pelas 14h45, no Auditório do Centro Cultural, um filme promocional do concelho com as suas diferentes potencialidades turísticas. A iniciativa insere-se na estratégia para a promoção turística do concelho e, mais que contar uma história, o filme pretende transmitir a tranquilidade e a harmonia que o visitante pode sentir ao percorrer este território.
Um local perfeito para descansar, desfrutar de uma boa gastronomia, praticar desportos náuticos ou simplesmente admirar as suas belas paisagens são sensações captadas nesta produção conjunta da Câmara Municipal de Vila do Bispo com a «Antigravity», num filme que apela às emoções que as pessoas podem sentir neste concelho. Na produção participam os atores Diogo Vargem, Filipe dos Santos Magalhães, José António Rodrigues, Leonor Silva Viana, Maria Albertina Rodrigues, Ricardo Batista, Rita Rio, Rosa Alexandra Gonçalves, Sandra Nunes e Soraia Oliveira; os figurantes António José Bravo, Francisco Pinheiro, José Gonçalves, José Manuel Rosado Nascimento, Roberto Bento e Válter Mateus; as empresas «Bar do Tonel», «Burgau Beach Bar», «Cape Cruiser», «Diverscape», «Equivicentinos», «Good Feeling», «Mar Ilimitado», «Vítor Cintra Furtado - Banca do Vítor», «Wind4All». Destaque ainda para o apoio da Aldeia da Pedralva, Manuel Oliveira, Mónica Correia, Pizza Pazza, Pizzaria D´Itália, Restaurante A Sagres, Restaurante do Sebastião, Restaurante Mexilhão e Restaurante Zavial e ainda a colaboração da Carmen Silva, Paulo Vieira e Tânia Lucas.

Os Prima Matéria Quarteto são os próximos convidados do programa «Jazz nas Adegas», atuando no dia 21 de janeiro, na Quinta da Vinha (Sitio da Vala – Silves), pelas 21h, numa parceria com o Programa Algarve 365.
Os Prima Matéria interpretam um repertório que pretende ser contemplativo, mutável, desconcertante e energético, composto essencialmente por originais conjugando a tradição do jazz com a contemporaneidade. São compostos por Luís Domingos Miguel (saxofone Tenor e Alto), David Fournier (Guitarra), Hugo Santos (Contrabaixo) e Filipe Sequeira (Bateria).
Este programa, dinamizado e pensado pela Câmara Municipal de Silves através dos seus sectores de Turismo e Cultura, pretende dinamizar culturalmente os locais onde se produzem os «Vinhos de Silves» (marca própria do Município), numa simbiose entre o vinho, o seu produtor e a música, proporcionando uma experiência única ao público, em locais pouco usuais para a apresentação de um concerto de Jazz. Deste modo, os participantes têm direito, com a compra do ingresso (que tem um custo 7,50 euros), a realizar uma prova de um dos vinhos produzidos na quinta onde decorre o evento. Para além disso, receberão uma garrafa de vinho de oferta, bem como dois vouchers que permitirão a visita gratuita ao Castelo de Silves e ao Museu Municipal de Arqueologia de Silves ao longo do ano de 2017.

A tarde de 28 de janeiro no Auditório Municipal de Olhão é dedicada, a partir das 16h, ao público infantil, com a subida à cena do musical «Os 3 Porquinhos», um espetáculo cheio de cor e fantasia. Francisco Santos e a equipa da Vivonstage apresentam, desta vez, uma adaptação musical de uma das fábulas preferidas de crianças de todas as idades.
Ao longo de cerca de uma hora, o público irá acompanhar com interesse as aventuras e descobertas dos três irmãos que decidem viver sozinhos na floresta. Não irá faltar o famoso Lobo Mau, que tudo fará para enganar os porquinhos e complicar a sua vida. No final, porém, tudo acabará bem. Os 3 Porquinhos é um espetáculo pleno de músicas alegres, com cenários e figurinos muito coloridos que farão as delícias dos mais pequenos, sendo indicado para crianças até aos oito anos.



Está feito o balanço dos apoios financeiros concedidos a clubes e associações desportivas do concelho de Albufeira durante o ano de 2016. No total, a autarquia investiu cerca de 170 mil euros na celebração de Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo. A verba, que contemplou 16 clubes e coletividades do Concelho, destinou-se a apoiar um total de 2894 desportistas - dos quais 1790 são atletas federados - e 32 modalidades.
O investimento representou um acréscimo de aproximadamente 20 por cento em relação a 2015, sendo que os valores são atribuídos em função de critérios definidos previamente pela Câmara Municipal com base nos seguintes indicadores: número de atletas federados, número total de praticantes, modalidades desportivas praticadas, escalões e nível competitivo, número de treinadores e respetivo grau de formação e, ainda, os resultados desportivos alcançados durante o último ano. Este ano, para além do aumento do número de atletas (na época de 2015 foram apoiados 2300 desportistas), verificou-se, igualmente, o crescimento do número de modalidades promovidas pelos diversos clubes e coletividades, que criaram as condições necessárias à prática de Futebol, Futsal, Basquetebol, Atletismo, Voleibol, Andebol, Patinagem Artística, Karaté, Kung Fu, Tae Kwon Do, Defesa Pessoal, Tai Chi, Boxe, Muay Thai, Jiu Jitsu, Ciclismo, Cicloturismo, BTT, Ténis, Squash, Ténis de Mesa, Danças de Salão, Natação, Triatlo, Ginástica Rítmica e Acrobática, Hip Hop, Judo, Vela, Wind Surf, Stand Up Padle, Boady Board, bem como diversas atividades de Fitness dirigidas a crianças, adultos e idosos.
A somar à verba atribuída a cada clube individualmente, a Autarquia presta ainda apoio a nível logístico, promocional, disponibilização de transporte e de combustível, bem como a cedência gratuita de instalações para realização de treinos e jogos. A realização dos Contratos-Programa insere-se no âmbito do Plano de Apoio ao Associativismo Desportivo (PAAD) no concelho, medida que tem por objetivo apoiar e valorizar o trabalho dos clubes na promoção do acesso ao desporto, quer ao nível da formação e ocupação dos tempos livres dos jovens, fomentando hábitos de vida saudáveis, quer na vertente da competição. “Graças à recuperação financeira do Município foi possível, este ano, aumentar a verba em cerca de 20 por cento, o que evidencia um esforço significativo e que é revelador das preocupações do atual executivo, que considera o desporto uma área prioritária”, destacou Carlos Silva e Sousa.
Recorde-se que para além do investimento disponibilizado no apoio aos clubes e associações desportivas, a Autarquia tem vindo a apostar na criação de mais e melhores infraestruturas, bem como na organização de eventos a nível nacional e internacional. Assim, no primeiro fim de semana de fevereiro estão previstos dois dos grandes acontecimentos do calendário desportivo municipal: no dia 3, está de regresso mais uma edição da Gala do Desporto, que se realiza novamente no Pavilhão Desportivo de Albufeira e, mais tarde, no dia 5 de Fevereiro, o Cross Internacional das Amendoeiras em Flor, na pista das Açoteias, e que este ano inclui a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato.

Considerando a aposta na educação como uma das suas prioridades, o executivo municipal de Lagoa pretende continuar a garantir o direito a uma justa e efetiva igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolar no Concelho de Lagoa, promovendo e criando medidas de democratização do ensino. Nesse sentido, no dia 16 de janeiro, o Presidente da Câmara Municipal, Francisco Martins e o Vereador da Educação, Luís Encarnação, visitaram os jardins-de-infância e as escolas básicas do 1.º ciclo da rede pública, entregando um Kit Escolar a todos os alunos que as frequentam.
Os 953 alunos do 1.º ciclo receberam um conjunto composto por mochila, caderno A4 de capa dura e argolas, caixa de 12 lápis de cor e caixa de canetas de feltro. Os 301 alunos do pré-escolar foram presenteados com uma lancheira, um conjunto de pasta de modelagem, caixa de lápis de cera e caixa de aguarela com pincel, para as suas atividades diárias.
Ao longo de 2017 Lagoa celebra o seu Património sob o lema «Olhar o passado, rumo ao futuro!» com a realização de diversas iniciativas no sentido de incentivar todos os lagoenses para a defesa e valorização do património histórico-cultural e ambiental. Esta ação junto dos jardins-de-infância e escolas é a primeira no âmbito da ação e coesão social em Lagoa, contemplando aqueles que são os futuros agentes da preservação e regeneração dos recursos de um Município cuja história vai muito para além da atribuição da carta régia, por D. José, no ano de 1773.
Estreia, no dia 22 de Janeiro, a edição de 2017 dos «Concertos Promenade Orquestra Clássica do Sul | Caixa Geral de Depósitos», um ciclo de eventos informais destinados às famílias, especialmente vocacionados para os mais novos. Este ano sob o tema «Os Grandes Clássicos», apresenta quatro obras da literatura infantil, musicadas por célebres compositores. O ciclo, patrocinado pela Caixa Geral de Depósitos, é produzido pelo Teatro Municipal de Faro e pela Câmara Municipal de Lagoa.  
A série de concertos arranca no dia 22 de janeiro, às 12h, no Teatro das Figuras em Faro e às 16h30 no Auditório Municipal de Lagoa, com «A Menina do Mar», de Sophia de Mello Breyner Andresen e música de Fernando Lopes-Graça. A praia é o cenário para esta história de amizade entre um rapaz e a Menina do Mar, unidos pela descoberta e pela partilha das diferenças do mundo em que cada um vive. O programa contempla ainda obras de Haendel e Sterndale-Bennett, sob a direção do maestro titular da Orquestra Clássica do Sul, Rui Pinheiro.  
A 12 de fevereiro, «A História do Pequeno Alfaiate», clássico dos Irmãos Grimm musicado por Harsányi, apresenta a história do valente Alfaiate que se torna um herói «improvável» ao enfrentar o terrível gigante que amedrontou a sua região. Esta e outras obras de Bucalossi, Curzon e Avery são apresentadas pela Orquestra Clássica do Sul sob a direção do seu maestro associado, John Avery.  
Também da autoria dos Irmãos Grimm e igualmente dirigido por John Avery, a 12 de março, a fábula infantil «Os Músicos de Bremen» retrata a história de um burro, um cão, um gato e um galo que, maltratados pelos seus donos, decidem fugir para a cidade de Bremen, onde conhecerão a liberdade. A música de Rogers junta-se a esta história e obras de Ross, Coates e Williams completam o reportório destas sessões.  
«Pedro e o Lobo», composto por Sergei Prokofiev a pensar nos mais novos com o propósito de ilustrar as diferentes sonoridades dos instrumentos de orquestra, conta a história de amizade e coragem de um rapaz que consegue capturar um terrível lobo. É com este conto e com um reportório adicional composto por obras de Respighi, Haydn e Rossini que desce o pano desta série, a 14 de maio, sob a direção de Rui Pinheiro. A narração e apresentação do ciclo está a cargo da atriz e encenadora Linda Valadas.  
«Lemos em Família» é a nova oficina de Literacia Familiar que a Biblioteca Municipal de Silves inicia no dia 28 de janeiro, das 10h30 às 12h30. Dirigida a pais e aberta a outros familiares de crianças dos zero aos 10 anos, esta oficina centra-se nas questões da literacia emergente, da narração oral e do contacto atempado da criança com o livro e a leitura.
Nela, as técnicas Ana Paiva e Maria José Mackaaij e os participantes refletirão e partilharão experiências enriquecedoras onde se enquadra quer a seleção de material de qualidade e adequado à etapa de maturação de cada criança, quer a promoção de práticas que possam ser facilmente utilizadas no quotidiano das famílias, com o objetivo de despertar a motivação e o amor das crianças pela leitura, um caminho seguro para observar o mundo e desenvolver a sua inteligência, para além da imaginação, da curiosidade, do reforço dos laços afetivos, do enriquecimento da linguagem e do aumento da capacidade de atenção e a memória. Por sessão poderão participar no máximo 20 pessoas, devendo os interessados efetuar inscrição prévia até dia 26 de janeiro, usando os contatos da Biblioteca Municipal de Silves para o efeito: telefone 282 440 899 e email biblioteca@cm-silves.pt.

O município de Vila Real de Santo António deu início à obra de requalificação da ciclovia da Estrada da Mata, no troço entre Monte Gordo e Vila Real de Santo António (Av. das Comunidades Portuguesas). A obra inclui a pintura e sinalização integral da via, assim como a eliminação do lancil existente entre a estrada e a ciclovia, proporcionando o seu rampeamento contínuo.
A intervenção visa aumentar as condições de segurança dos utentes e tem a duração de duas semanas e representa um investimento de 25 mil euros, incidindo numa área com aproximadamente quatro quilómetros. Atualmente, o município de Vila Real de Santo António possui mais de 30 quilómetros de ciclovia, nomeadamente em toda a área da antiga EN 125, já requalificada pela autarquia.

A Casa do Sal, em Castro Marim, inaugurou, no dia 13 de janeiro, a exposição «Documentar Algarve Interior», que estará patente até 31 do corrente mês. A nova mostra reúne um conjunto de fotografias, da autoria de Eduardo Pinto, e uma sequência de filmes, legendados em inglês, que nos dão a conhecer as tradicionais artes e ofícios do interior algarvio e nos apresentam alguns dos rostos cujos talentos preenchem a memória e a identidade cultural do Algarve.
A Corda de Pita, a Cantaria Tradicional e a Pastorícia, são alguns dos temas apresentados. Esta é uma iniciativa integrada no programa 365 Algarve e desenvolvida pela Algarve Film Comission em oito concelhos algarvios – Albufeira, Alcoutim, Castro Marim, Faro, Loulé, São Brás de Alportel, Tavira e Vila Real de Santo António. O projeto teve o apoio financeiro do PRODER.
Marcaram presença no momento inaugural a vice-presidente e vereadora da Cultura, Filomena Sintra, a comissária do Programa 365 Algarve, Dália Paulo, e a equipa da Algarve Film Comission, o presidente Jacques Mer, Laura Carlos e Eduardo Pinto. Nas suas intervenções foi unânime a mais-valia que este projeto traz, não apenas na consagração do património dos saberes do interior algarvio, mas também, e sobretudo, na reinvenção e reconstrução desses recursos, numa ótica de empreendedorismo e aproveitamento turístico. “O documentar é importante, não só para reforço da nossa identidade local, mas convertendo-se em instrumento pedagógico para as gerações mais novas, que baseados em técnicas ancestrais, reinventam formas e utilizações, contribuindo assim para a continuidade desses saberes. É o exemplo, da Vilma André, designer de produto, hoje a desenhar e fazer candeeiros de forma diversa com cana da ribeira, tradicionalmente usada nos cestos. A Casa do Sal, assumindo-se como espaço de cultura, aproveita cada bom projeto, para se projetar também a si, levar o nome de Castro Marim, à região e ao país, aportando o distinto sal, nessa promoção”, realçou a vice-presidente Filomena Sintra.
Como forma de valorizar a exposição, o Município de Castro Marim convidou artesãos e músicos que integram os filmes para estarem presentes na Casa do Sal, patenteando ainda esta mostra algumas peças artesanais feitas pelos mesmos. Presentes estiveram também interessados diversos, entre os quais alguns operadores turísticos, como é o caso do Boutique Hotel Praia Verde, que desenvolve neste momento um programa de dinamização dessas próprias artes e ofícios para os seus próprios clientes, com o apoio do Município. 

A CCDR Algarve acolhe, no dia 26 de janeiro, uma sessão sobre o «Europa para os Cidadãos, 2014-202» da União Europeia, dinamizada pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors, em colaboração com o Centro de Informação Europe Direct Algarve, e com o objetivo de dinamizar novas candidaturas ao programa abertas até 1 de março. Na sessão haverá um espaço reservado ao networking e serão apresentados casos práticos de projetos financiados no Quadro Comunitário de Apoio 2007- 2013.
Encorajar a criação de redes de cidades, a geminação de cidades e a cooperação entre parceiros para explorar temas específicos, partilhar recursos e ultrapassar os desafios comuns, são alguns dos motivos de interesse a explorar pelos proponentes das candidaturas. O «Europa para os Cidadãos» é a referência comunitária em termos de programas na área da cidadania, tendo na sua base a participação dos cidadãos na construção europeia e a formação de uma identidade europeia baseada em valores comuns.
O Programa está aberto à participação dos 28 Estados-Membros e os candidatos e parceiros devem ser organismos públicos ou organizações sem fins lucrativos, dotados de personalidade jurídica e devem estar estabelecidos num dos países que participa no programa. 
No âmbito do programa «Dieta Mediterrânica Todo o Ano» acontece, no dia 21 de janeiro, pelas 15h, uma visita à oficina do mestre José Domingos Horta, construtor de acordeões, na companhia do Presidente do Mito Algarvio – Associação de Acordeonistas do Algarve, João Pereira.
O «som do Algarve», o corridinho, talhado à sombra do regime estado-novista, baseia-se nas sonoridades deste instrumento. No entanto, o seu alcance vai muito mais além que o estereótipo forjado institucionalmente. O acordeão foi, e continua a ser, o mote para escolas, formações musicais, desde ranchos a bandas de jazz. Mestrias e saberes que, correndo ao sabor dos dedos, transmitem-se de geração em geração. Também a população se afeiçoou ao seu som no terreiro de baile, integrando desta feita a memória social da comunidade.
O acordeão, pela sua capacidade musical, é o acompanhamento preferencial de várias formações musicais, entre elas os grupos de Charolas que percorrem as ruas da cidade e aldeias de Tavira, e restante Algarve, durante as festividades do Ano Novo. Sonoridades e festividades cíclicas entranhadas nas vidas mediterrânicas.
«Dieta Mediterrânica Todo o Ano» é um programa de atividades de salvaguarda da Dieta Mediterrânica que tem como objetivo divulgar as múltiplas dimensões do estilo de vida e da paisagem cultural mediterrânica. Pretende-se, na perspetiva da sustentabilidade (social, ambiental e económica), dar a conhecer as paisagens produtivas, os alimentos, os saberes-fazeres e as ameaças à sua continuidade, assim como explorar, experimentar e saborear. O programa integra passeios de interpretação do território, demonstrações culinárias e nutricionais (as cozinhas mediterrânicas), mostras fílmicas, oficinas de arte e artesanato, entre outras atividades em torno dos saberes-fazeres mediterrânicos. 
As atividades, promovidas pelo Município de Tavira, contam com a colaboração dos habitantes locais e a parceria de outras instituições, integrando o saber empírico e o saber científico. A coordenação do programa é de Luísa Ricardo, antropóloga do Município de Tavira.

Seis jovens são-brasenses prosseguem estudos no Ensino Superior com o apoio da Câmara Municipal, uma valiosa ajuda para a concretização de um sonho. A atribuição de bolsas para jovens que ingressem no Ensino Superior e a renovação de bolsas concedidas em anos anteriores são uma medida de apoio social implementada pelo Município de São Brás de Alportel desde 2012.
Dos seis jovens bolseiros, três ingressam pela primeira vez neste ano letivo 2016/2017 no Ensino Superior, iniciando uma importante caminhada na construção de um futuro mais promissor - Catarina Rosa Martins, aluna de Música na Universidade de Évora e Cristina Oliveira Coruche, estudante de Arquitetura na Universidade de Lisboa e Paulo Guerreiro Martins, aluno da Universidade de Évora no curso de Medicina Veterinária. Simultaneamente três bolsas concedidas em anos anteriores são renovadas, nomeadamente a Andreia Filipa Martins Adriano, estudante de Educação Social na Universidade do Algarve, Laura Cunha Sancho, aluna de Gestão da Universidade do Algarve e a Marília Guerreiro Martins, a frequentar o curso de Medicina da Universidade de Lisboa.
A atribuição de bolsas de apoio a alunos do Ensino Superior envolve uma análise criteriosa das candidaturas apresentadas, considerando a situação social e financeira da família do jovem e os resultados escolares alcançados nos anos precedentes, como prova da dedicação e empenho em prosseguir os seus estudos. Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de São Brás de Alportel pretende valorizar a aposta na educação e no ensino, enquanto ferramentas cruciais para a formação de cidadãos conscientes e devidamente informados para enfrentar os desafios profissionais que surgirão no futuro.

Decorreu, no dia 13 de janeiro, na Biblioteca Municipal de Castro Marim, a atividade «Da Ideia ao Livro», conduzida pelo prestigiado autor de banda desenhada, João Mascarenhas, conhecido sobretudo pelas aventuras d’O Menino Triste e pela série manga Butterfly Chronicles, e pelo seu editor, Marc Parchow. A sessão interativa, que envolveu cerca de 30 alunos do 4.º ano da Escola de Altura, culminou na criação do livro «Leo e o Medo do Dentista», uma edição única, impressa na biblioteca e distribuída por todos os intervenientes.
Com esta iniciativa pretendeu-se promover e estimular a leitura entre a comunidade, trabalhando sobretudo nas vertentes da criatividade e da imaginação, e também demonstrar como se processa a criação de um livro, desde a ideia até ao produto final. «Da Ideia ao Livro» foi uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Castro Marim, Biblioteca Municipal de Castro Marim e pela editora «Qual Albatroz».


No âmbito do projeto «Música nas Igrejas» realiza-se, no dia 21 de janeiro, pelas 18h, na Igreja da Misericórdia, um concerto de Isobel Reis (canto) e Raquel Correia (piano).
A mezzo soprano Isobel Barton Reis é licenciada em canto pela universidade de Southampton, Inglaterra. Em 2000, regressou a Portugal, onde tem desenvolvido uma intensa atividade artística e pedagógica. Apresenta-se regularmente no ciclo «Música nas Igrejas», exercendo em simultâneo com a sua atividade de cantora a componente pedagógica em diversas escolas de música da região, nomeadamente, em Albufeira, Olhão e Tavira. Todavia, é na performance lírica que a sua paixão musical atinge o apogeu, sendo o veículo privilegiado para a comunicação com o público.
Raquel Correia iniciou os estudos musicais aos cinco anos, tendo concluído com distinção o Curso Geral de Piano no Conservatório de Lisboa. Diplomou-se, igualmente, no Conservatório de Música do Porto, com a nota de 20 valores. Frequentou cursos no Monzarteum de Salzburg. Foi bolseira do Governo Austríaco e da Secretaria de Estado da Cultura e obteve o diploma da Escola Superior de Música de Viena. Em 1992, terminou o mestrado em interpretação da Universidade de Montreal e, em 1995, na mesma universidade, alcança o diploma de Estudos Superiores Especializados como bolseira das Universidades de Montreal e do Algarve.
Atuou como solista nas Orquestras Metropolitana de Lisboa e do Algarve, tendo tocado também na Filarmónica Nacional de Hamburgo, assim como no Centro Cultural de São Lourenço. Integra o Trio de Vissi D. Arte e o Trio de Música de Câmara. Gravou, em Hamburgo, um trabalho com obras de Chopin, Beethoven, Schubert e Mendelssohn. Foi diretora pedagógica das Academias de Música de Lagos e Portimão e professora no Conservatório Regional do Algarve. Leciona, desde 1986, na Universidade do Algarve.
«Música nas Igrejas» é uma iniciativa da Academia de Música de Tavira que conta com o apoio da Câmara Municipal, da Direção Regional de Cultura do Algarve e da Rádio Gilão. Os concertos ocorrem todos os sábados e destinam-se ao público em geral.

Querença acolhe, no próximo fim de semana, dias 21 e 22 de janeiro, a tradicional Festa em Honra de S. Luís, vulgarmente designada por Festa das Chouriças, um dos maiores cartazes gastronómicos do Algarve. Numa iniciativa promovida pela Comissão de Festas da Paróquia, com o apoio da União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim, da Câmara Municipal de Loulé e da Casa do Povo de Querença, a Festa terá início no sábado com uma grandiosa Noite de Fados, que decorrerá na Casa do Povo de Querença, pelas 21h.
No domingo, dia 22, a partir das 11h e durante a tarde, os visitantes poderão degustar a chouriça assada nos vários estabelecimentos de Querença, alguns localizados no Largo da Igreja. A celebração religiosa terá início às 14h30, com a Missa na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, presidida pelo Padre Carlos Matos, à qual se seguirá a Procissão Solene com a imagem de S. Luís pelas ruas da aldeia. Pelas 16h terá início o habitual e sempre animado leilão de chouriças, onde o público poderá participar e adquirir a rainha da festa, a chouriça. Haverá, das 10h às 18h, um Mercadinho com exposição e venda de artesanato e produtos locais, representativos da região e, a partir das 19h, no Salão de Festas da Casa do Povo, realiza-se um baile animado pela acordeonista Telma Santos.
Esta festa tradicional em louvor de S. Luís, Santo Protetor dos animais, é uma das principais atrações turísticas do Concelho de Loulé, que alia a gastronomia a uma forte componente religiosa, em que as tradições do Algarve rural estão bem presentes. As raízes deste evento remontam a uma época em que, no interior algarvio, as famílias tinham o hábito de criar o seu porco para sustento ao longo do ano. Era igualmente tradição pedir a São Luís, patrono dos animais, que conservasse em boas condições o porco, para garantir a alimentação do agregado familiar. Em forma de gratidão as famílias ofereciam ao Santo Protetor as melhores chouriças caseiras.



Na próxima sexta-feira, dia 20 de janeiro, pelas 21h30, o Cine-Teatro Louletano apresenta o espetáculo «O Nome da Rosa», com a participação especial de Rosa Mota que, junto com talentosos atores, presenteia o público com uma maratona teatral em que se celebra, com paixão, originalidade e humor, o espírito desportivo vencedor e em que se revisita o percurso da reconhecida atleta, nomeadamente um momento-chave da sua carreira, que é também um marco do desporto mundial: a Maratona Feminina de Atenas de 1982. “A Rosa Mota é uma figura que acompanha toda a minha infância e adolescência. Lembro-me claramente de ver, pela televisão, as suas participações medalhadas nas Maratonas Olímpicas de Los Angeles e Seul, e de sentir, através das reações eufóricas dos adultos, o entusiasmo patriótico «pela Rosa». Acredito que o patriotismo no pós-25 de Abril começa a reconstruir-se e a regenerar-se à volta de figuras com projeção internacional como a Rosa Mota”, explicou o criador do espetáculo, o consagrado Pedro Penim (do Teatro Praga).
O espetáculo também pretende olhar para o passado da Rosa, para a sua vitória quase iniciática em Atenas, mas fazer desse momento e desse passado glorioso um caminho para a abertura de significados no presente, no momento do espetáculo. Nunca se trata de uma biografia narrativa e linear. É uma Rosa dentro de uma Rosa dentro de uma Rosa, que no fim corta a Meta. «O Nome da Rosa» é uma coprodução do Rivoli – Teatro Municipal do Porto e do Teatro Praga e é uma estreia absoluta no Algarve, depois das apresentações no Porto e em Lisboa. Com a duração de 50 minutos e um custo associado por pessoa de cinco euros, dirige-se a maiores de 12 anos. 

Carlos Silva e Sousa, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, visitou o quartel dos Bombeiros Voluntários de Albufeira no dia 12 de janeiro, onde foi recebido pelo presidente da AHBVA, José Carlos Rolo, e pelo comandante Abel Zua, para entregar à associação humanitária uma motobomba de elevado caudal para utilização em operações de proteção e socorro, que impliquem uma grande capacidade de bombagem.
O equipamento, designado de «Super Betsy», tem capacidade de bombagem de 1800 litros por minuto, autonomia de 65 horas e aspira resíduos sólidos até 100 mm de espessura, o que permite atuar em caso de acidente grave relacionado com cheias e inundações, mas também no abastecimento de água a veículos e outros equipamentos de combate a incêndio a partir de fonte natural ou artificial. “Este equipamento possui caraterísticas especiais, é único no país, e vem permitir-nos dar uma resposta efetiva em situações que resultem de quadros meteorológicos adversos, como são as cheias e inundações”, refere José Carlos Rolo, presidente da Associação Humanitária do Bombeiros Voluntários.
Além desta motobomba, a autarquia encontra-se a adquirir mais cinco equipamentos semelhantes, num investimento superior a 240 mil euros, que irão ser utilizados no sistema de manutenção preventivo e corretivo da rede geral de águas residuais domésticas e pluviais, na limpeza da estacada- cais da praia dos Pescadores e do emissário da praia do Peneco. “Este investimento surge no âmbito dos objetivos estratégicos de Proteção Civil, que abrangem o reforço da capacidade dos serviços municipais e dos Bombeiros Voluntários para intervenção em situações de intempérie”, destaca Carlos Silva e Sousa, explicando que está também a avançar o projeto de construção de uma Estação Elevatória na praia dos Pescadores, bem como o Plano de Drenagem da cidade. “Estamos a fazer todos os esforços possíveis para que os trágicos acontecimentos de novembro de 2015 não se voltem a repetir neste momento, aproveitando e repondo ao máximo a capacidade das infraestruturas existentes”, assegurou.


Decorreu, no dia 10 de janeiro, na Sala Polivalente da Alcaidaria do Castelo, em Loulé, a cerimónia de entrega de prémios referente ao IV Concurso de Presépios do Concelho de Loulé. A iniciativa foi promovida pela autarquia louletana e pretendeu estimular a criatividade dos participantes, ao mesmo tempo que procurou relembrar e encorajar uma das mais tradicionais expressões da cultura popular associada à quadra natalícia – a construção do presépio.
O concurso contou com a participação de 14 presépios nas categorias de «Presépio Tradicional Português» e de um na modalidade de «Presépio Tradicional Algarvio». Na categoria «Presépio Tradicional Algarvio», a grande vencedora foi Sónia Mendez Nunes, obtendo a pontuação mais elevada do total de presépios a concurso. A Associação Amigos do Alentejo / Universidade Sénior de Loulé foi a vencedora na categoria «Presépio Tradicional Português», seguida de Matilde Ricardo (segunda classificada) e de Lia Borges (terceira classificada). Foram ainda atribuídas Menções Honrosas aos presépios apresentados por Fernando Martins e pela Casa da Primeira Infância.
O júri foi constituído pelo Padre Carlos Aquino (em representação da Paróquia), por Anabela Guerreiro (colecionadora), Andreia Pintassilgo e Susana Melro (designers) e Luísa Martins (coordenadora da Equipa de Projeto da Cidade Educadora e da Promoção da Cidadania da Câmara Municipal de Loulé). Os premiados receberam entradas duplas em eventos e espetáculos organizados pela Autarquia, publicações e lembranças do Concelho: 1.º prémio – um bilhete duplo para os três dias do Festival MED 2017 e publicações da Câmara; 2.º prémio – dois bilhetes duplos para dois espetáculos no Cine-Teatro Louletano e publicações da Câmara; 3.º prémio – um bilhete duplo para dois espetáculos no Cine-Teatro Louletano e publicações da Câmara. Todos os concorrentes receberam Certificados de Participação e lembranças da Autarquia.

O Município de Lagos vai comemorar o 444.º Aniversário de Elevação a Cidade, nos dias 27 e 28 de janeiro, com um programa que contempla uma palestra, uma visita comentada, a inauguração de exposições e um concerto na Igreja de Santo António.
A Elevação de Lagos a Cidade, que se assinala a 27 de janeiro, representa um dos momentos mais significativos da história local, constituindo o reconhecimento claro da importância e do trajeto percorrido desde a atribuição do Foral, por D. Manuel I em 1504 até à sua elevação em 1573, por D. Sebastião. Este facto levou à instalação na cidade dos governadores do Reino do Algarve, tornando-a numa das mais importantes localidades que se destacaram na história de Portugal. Daqui partiram igualmente as primeiras caravelas, abrindo caminho às grandes navegações dos Descobrimentos, e com as mesmas a abertura da Europa e da Cristandade a todo o mundo então desconhecido.

PROGRAMA:
Dia 27, 15h30
Palestra «Alcácer Quibir e a arquitetura do campo de batalha», pelo Prof. Doutor Luís Costa e Silva. Salão Nobre dos Antigos Paços do Concelho (Praça Gil Eanes)
Dia 27, 16h30
Visita comentada sobre a Estátua de D. Sebastião, da autoria de João Cutileiro,  pelo Mestre Roberto Miquelino. Praça Gil Eanes
Dia 28, 17h
Inauguração de Exposições no Centro Cultural de Lagos:
D de Desenho, de Jorge Leal (integrada na iniciativa 365 Algarve)
Memórias de Cidades do Mundo, na cidade de Lagos, de Carlos Pé-Leve
Patentes até 1 de abril
Dia 28, 18h
Ciclo Barroco em Talha Dourada - Ensemble Clepsidra. Igreja de Santo António. Organização da Academia de Música de Lagos.

Está patente ao público, até 26 de março, no Centro de Interpretação de Vila do Bispo, a «Mostra de Artistas do Concelho de Vila do Bispo», cuja cerimónia de inauguração decorreu no dia 14 de janeiro, presidida pelo autarca Adelino Soares e com a presença dos artistas participantes e convidados.
Tratou-se de mais uma ação inserida nas comemorações do Feriado Municipal e que este ano conta com a participação de 82 artistas, que apresentam trabalhos realizados em áreas como as artes decorativas, linhas e pontos tradicionais, pintura, escultura, e fotografia. Contribuir para a divulgação e promoção dos trabalhos criativos realizados pelos artistas do município são alguns dos objetivos da Câmara Municipal de Vila do Bispo ao organizar esta exposição.
A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h30, com entrada livre.

Na sequência da moção «Balsa, uma herança comum dos europeus» apresentada pelo Grupo
Municipal do PS de Tavira, que evidenciava as preocupações de inúmeros cidadãos tavirenses sobre a situação da Estação Arqueológica Romana da Luz de Tavira, preservação e valorização do seu património e fiscalização de eventuais intervenções na Zona Especial de Proteção, o Ministro da Cultura destacou o contributo dos serviços municipais e da administração pública, clarificando o papel do Museu Municipal de Tavira no processo, enquanto destino final dos espólios atualmente dispersos. Deste modo, o Ministro da Cultura afirmou que a Direção Regional de Cultura do Algarve irá propor à Direção Geral do Património Cultural a abertura de um procedimento de ampliação da classificação da Estação Arqueológica Romana da Luz como Sítio de Interesse Público, abrangendo a totalidade das áreas onde se localizam vestígios efetivamente documentados pelos trabalhos arqueológicos, especificando os conteúdos e as restrições a que o uso do solo deverá ser sujeito e, simultaneamente, proceder à delimitação de nova ZEP.  
O Partido Socialista de Tavira congratulou-se com esta decisão e manifestou o seu total empenhamento na defesa do património cultural do concelho de Tavira, apelando a todos os intervenientes no processo que concretizem a sua valorização numa perspetiva de desenvolvimento sustentável, integrada numa rede de museus e espaços públicos que preservem o património arqueológico e histórico da região do Algarve.   

Sensivelmente a meio do programa CRESC ALGARVE 2020, Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, faz o ponto de situação deste instrumento financeiro que dispõe de 319 milhões de euros de fundos europeus para aplicar no horizonte 2014-2020.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

O CRESC ALGARVE 2020 está integrado na parceria PORTUGAL 2020 e pretende contribuir para uma região competitiva, resiliente, empreendedora e sustentável com base na valorização do conhecimento. Para tal disponibiliza, no horizonte temporal de 2014 a 2020, 319 milhões de euros de fundos da União Europeia, entre Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Fundo Social Europeu (FSE), dos quais 140 milhões se destinam às empresas. Quanto às candidaturas, são avaliadas de acordo com nove eixos prioritários: promover a inovação e a investigação regional; apoiar a internacionalização, competitividade empresarial e o empreendedorismo qualificado; promover a sustentabilidade e eficiência do uso dos recursos; reforçar a competitividade do território; investir no emprego; afirmar a coesão social e territorial; reforçar as competências; modernizar e capacitar a administração; assistência técnica.
Sabendo-se que os fundos comunitários têm sido cruciais para que muitas autarquias e entidades do Algarve consigam concretizar os projetos que implicam maior investimento financeiro, rumámos à sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve para fazermos um ponto de situação com o presidente Francisco Serra. “O Algarve não é uma região favorecida como o Alentejo, o Centro ou o Norte, que são ditas em convergência, mas temos à disposição uma verba significativa que será aplicada de acordo com as prioridades estabelecidas pela estratégia de especialização inteligente do Algarve negociada com a União Europeia. Privilegia-se o investimento produtivo, ou seja, o sistema de incentivos às empresas sobre diversas formas, e favorece o investimento em investigação e desenvolvimento”, aponta o dirigente em início de conversa.
O financiamento para a sustentabilidade engloba projetos de valorização natural, culturais, de regeneração urbana, de eficiência energética, entre outros, sendo que os PARU do Algarve já foram aprovados no final do ano transato e estão em fase de candidatura de operações. “Paralelamente, existem instrumentos financeiros aos quais os privados podem aceder para complementar os projetos de regeneração urbana financiados pelo setor público. São planos mistos em que as autarquias previam um investimento público, mas também apresentaram uma lista de intenções de investimento privado”, explica Francisco Serra. “As entidades de gestão regionais, programas nacionais e o Banco Europeu de Investimento providenciam, a nível nacional, cerca de 700 milhões de euros para investimento privado, que é um esforço bastante significativo para melhorar as condições de vida nas cidades, nomeadamente dos seus centros históricos urbanos”.
Francisco Serra lembra que existem ainda fundos mistos para colmatar deficiências identificadas ao nível do ritmo de desenvolvimento das regiões, como acontece, por exemplo, nas zonas de baixa densidade populacional, onde o investimento público pretende potenciar o investimento dos privados. “Há também um conjunto de instrumentos que permitem combater situações de desigualdade social, de fragilidade, de descriminação ou violência, e que estão a cargo de entidades como a Comissão Para a Igualdade do Género, o Instituto da Segurança Social, o Instituto do Emprego e Formação Profissional, as Escolas de Hotelaria do Turismo de Portugal, os Agrupamentos Escolares. A modernização administrativa também foi contemplada com fundos neste pacote e estes instrumentos estão praticamente todos em condições de operacionalizar candidaturas e financiamento, sendo que os incentivos às empresas são os que apresentam maior volume de disponibilidade financeira e exigem menos trabalhos preparatórios”, explica o entrevistado, falando em taxas de compromisso na ordem dos 53 por cento.

O Teatro das Figuras, em Faro, iniciou a sua programação de 2017 com a peça «O Terrorista Elegante», levada a cena, no dia 5 de janeiro, pelo «Comuna Teatro de Pesquisa». Ao longo de sensivelmente hora meia assistimos à história de um homem que está preso acusado de ligações a uma organização terrorista, depois de ter saltado para a pista do Aeroporto de Lisboa.
A Polícia Judiciária e a CIA, serviços secretos norte-americanos, investigam, pois há indícios inquietantes da sua filiação ao famigerado Estado Islâmico. Um livro chamado «Minas e Armadilhas» e uma mulher irmã de um dirigente do ISIS estão no centro da apreensão.
Charles Poitier Bentinho, angolano de 45 anos, é o suspeito, permanecendo sempre a dúvida se será culpado ou inocente. As polícias competem entre si pela custódia do preso, ambas pressionadas por poderes superiores para uma rápida resolução do caso. Enquanto isso, o homem fala com os pássaros da janela da sua cela, consciente de que em toda a terra há céu e que em todo o céu há pássaros.
O drama adensa-se, há histórias antigas a envolver os próprios agentes portugueses, metem-se os assuntos do coração no enredo e Charles Poitier Bentinho é finalmente deportado para os Estados Unidos para ser julgado.

Leia a reportagem completa em:
https://issuu.com/danielpina1975/docs/algarve_informativo__91

Foi inaugurada, no dia 13 de janeiro, na Casa do Sal, em Castro Marim, a exposição «Documentar Algarve Interior», uma mostra de artes e ofícios regionais composta por 30 fotografias e por uma sequência de nove filmes legendados em inglês. Desenvolvido pela Algarve Film Comission, o projeto conta com o apoio do «365 Algarve» e vai estar patente até 31 de janeiro.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Eduardo Pinto

O projeto «Documentar Algarve Interior» foi desenvolvido pela Algarve Film Comission em oito concelhos algarvios – Albufeira, Alcoutim, Castro Marim, Faro, Loulé, São Brás de Alportel, Tavira e Vila Real de Santo António, com o apoio financeiro do PRODER. Na sua essência, eram nove curtas-metragens que nos davam a conhecer as tradicionais artes e ofícios do interior algarvio e nos apresentavam alguns dos rostos cujos talentos preenchem a memória e a identidade cultural do Algarve. Mais recentemente, houve a possibilidade de se legendar o filme em inglês e incluir 30 fotografias, com o apoio do programa «365 Algarve» e o produto final pode agora ser visto na Casa do Sal, em Castro Marim, até final de janeiro.
Uns dias antes da inauguração, Eduardo Pinto e Laura Carlos contaram que esta recolha decorreu entre 2011 e 2015 e que a escolha dos oito concelhos se deveu aos próprios requisitos do PRODER, por se focar em territórios de baixa densidade populacional. “Na altura, decidimos não contratar uma produtora para realizar as curtas-metragens e demos preferência a profissionais da região ou aqui radicados há vários anos e que constavam da base de dados da Algarve Film Comission”, explica Eduardo Pinto, assim surgindo os nomes de Ana Medeira, Bruno Boto Cruz, Pinar Hakverdi, Vico Ughetto, Filipe Correia, Pedro Matos, João Viegas, Sara Pereira e José Chaves, Cláudia Correia e Merco Vilela, Eric Jaspers, para além dos próprios Eduardo Pinto e Laura Carlos.
Deste trabalho no terreno resultaram 72 curtas-metragens e mais de duas centenas de fotografias e, mal se soube da existência do «365 Algarve», houve logo a vontade de se criar um filme de maior duração, com as curtas em sequência e legendados em inglês. “Mas a exposição não é só composta pelo filme e pelas 30 fotografias de 60 centímetros de dimensão, incluindo peças de artesanato concebidas por algumas das pessoas que surgem no documentário”, revela Eduardo Pinto. “No final do projeto original tivemos oportunidade para o apresentar em determinados eventos e foi gratificante ver, no público, algumas pessoas que tinham contribuído para a sua realização. É importante que elas estejam satisfeitas e que se revejam no trabalho”, destaca Laura Carlos.
A primeira versão do «Documentar Algarve Interior» foi projetada em Cacela Velha, Faro, Loulé e São Brás de Alportel, antes de ter recebido o apoio do «365 Algarve» para a inclusão de legendas e das fotografias originais. “Havia pessoas que não queriam ser filmadas mas não colocavam nenhum problema em serem fotografadas”, recorda Eduardo Pinto, que andou numa roda-viva pelo Algarve interior durante este período. E arranjar realizadores da região nem foi muito difícil, ao contrário do que se possa imaginar. “Desde 2007/2008 que andamos a descobrir talentos na Algarve Film Comission e sabíamos bem que pessoas tinham capacidade profissional para embarcar neste projeto. É verdade que ainda não se fazem muitas longas-metragens no Algarve mas, no campo dos documentários e curtas-metragens, há bastante gente com talento”, garante.

A Casa do Povo de Messines comemorou, a 15 de dezembro, os 82 anos de existência, uma vida repleta de atividades desportivas, culturais, educativas e de apoio social ao serviço desta freguesia do barrocal do concelho de Silves.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Casa do Povo de Messines

Fundada em 1934, a Casa do Povo de Messines é uma das principais Instituições Particulares de Solidariedade Social do Algarve e é liderada, desde junho de 2009, por José Carlos Araújo, uma tarefa nada fácil devido às suas variadíssimas respostas, que vão desde a educação ao lazer, passando pelo desporto, pela cultura e pela área social. Os recursos, como é costume neste género de entidades, são escassos, pelo que o grande objetivo passa, invariavelmente, pela garantia da sustentabilidade no curto, médio e longo prazo. “Temos mais de 120 funcionários e custos mensais muito elevados, de modo que angariar receitas suficientes para equilibrar as contas é um trabalho diário bastante árduo”, garante o presidente da Direção, falando de um orçamento anual na ordem do milhão de euros. “No século XXI é preciso olhar de maneira diferente para estas instituições, porque os dirigentes deixaram de ser a componente mais importante do dia-a-dia. A Direção é um órgão que ajuda, ajusta, dá conselhos, mas tem que funcionar intimamente com o quadro técnico e os recursos humanos são muito caros, o que não é o mesmo que dizer que eles são muito bem pagos”, aponta José Carlos Araújo.
O presidente da Casa do Povo de Messines queixa-se, assim, da elevada componente fiscal que incide sobre os ordenados destes homens e mulheres que servem a causa pública, que ajudam os mais carenciados no terreno, e que condicionam, como é natural, a gestão do orçamento das IPSS. “O terceiro setor emprega, a nível nacional, mais de meio milhão de pessoas e tem um impacto no Produto Interno Bruto na ordem do 1,5%. No nosso caso, por exemplo, temos a creche, o jardim-de-infância e o ATL praticamente com lotações esgotadas e, numa freguesia como São Bartolomeu de Messines, com 10 mil habitantes, se não existisse esta resposta, a população sentiria muito mais dificuldades e teria mais despesas. Com toda a ousadia, mas também com humildade, provavelmente seremos das Casas do Povo de Portugal com maior dinâmica”, salienta José Carlos Araújo.
Face ao exposto, percebe-se que uma Casa do Povo desta dimensão não pode ser gerida à moda antiga, pelos tais carolas que dedicavam apenas algumas horas por semana à instituição porque as exigências, e as atividades desenvolvidas no quotidiano, eram bem menores. Hoje, estas IPSS são verdadeiras empresas e com um impacto enorme na vida das localidades, freguesias e concelhos onde estão inseridas. “Os dirigentes são, atualmente, uma mais-valia positiva, somos uma parte pró-ativa, mas é essencial que todo o quadro de pessoal seja capaz de vestir a camisola da instituição. Aqui, «vendemos» ação social, educação, aprendizagem, não vendemos um produto tradicional. Quando os pais optam por deixar os seus filhos na creche de uma Casa do Povo, eles precisam de ter confiança total de que eles ficam bem entregues. Esta responsabilidade tem que ser partilhada por todos os trabalhadores do terceiro setor”, defende o entrevistado, reconhecendo que nem todas as pessoas têm perfil para trabalhar numa Instituição Particular de Solidariedade Social.

O Teatro Lethes apresentou, no dia 7 de janeiro, a sua programação para 2017, e muitos motivos existem para rumar a Faro e visitar um dos palcos mais emblemáticos do sul do país. Partindo para o quarto ano de direção artística da ACTA, o objetivo da equipa liderada por Luís Vicente é convocar as memórias do passado e ultrapassar a fasquia dos 10 mil espetadores.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

O Teatro Lethes vestiu-se de pompa e circunstância para dar a conhecer a sua programação para 2017, neste que será o quarto ano completo à responsabilidade da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve. Teatro, marionetas, música, dança, poesia, documentários, debates e exposições vão marcar a agenda da capital algarvia, com o propósito de responder à diversidade de públicos dentro de parâmetros de qualidade artística, mas também de ajudar ao enriquecimento geral da comunidade no que diz respeito às problemáticas dos tempos modernos. “Vivemos um tempo complexo e o sentido da nossa programação deste ano é o da convocação da memória. Procuramos contribuir, à nossa medida e no nosso âmbito, para um melhor entendimento do nosso tempo, a fim de transformá-lo, torná-lo aprazível, prazeroso e com dimensão de futuro. A 10 anos de Faro Capital Europeia da Cultura, não poderia ser outro o nosso direito e o nosso dever”, afirmou Luís Vicente.
Logo em janeiro, o Teatro Lethes recebe mais uma edição do «Palco Aberto», um convite a todos quanto queiram exprimir os seus talentos em palco, à capela ou ensamble, visível ou invisível, de pé ou sentado ou rastejando ou fazendo o pino. A liberdade é absoluta com dois constrangimentos: não são permitidas intervenções sobre temas religiosos e propaganda. E, diga-se de passagem, três dos participantes de 2016 constam da programação deste ano, graças à qualidade apresentada.
Em fevereiro destacam-se a peça «O Feio», da Companhia de Teatro de Almada, as visitas encenadas para a infância e as «Memórias» do Teatro de Montemuro, antes de se iniciar o Ciclo de Música Euterpe. “São espetáculos à quinta, sexta e sábado, durante quatro semanas, com três géneros musicais distintos, para se conquistar outro tipo de público”, explicou Luís Vicente, dando um particular ênfase à dupla que subirá ao palco no dia 3 de março, Rão Kyao e Custódio Castelo. “São dois génios”, resumiu simplesmente.
Março principia a rúbrica trimestral do «Conversas com vida dentro», que terá como convidados José Mário Branco, Camilo Mortágua, Bento Algarvio e o Bispo do Algarve D. Manuel Quintas. No âmbito do Dia Mundial do Teatro vão decorrer visitas guiadas ao Teatro Lethes entre 25 de março e 2 de abril. Nas mesmas datas vai a cena «Um Espetáculo (Bela e Abel)», da ACTA, com Glória Fernandes e Bruno Martins, com encenação a cargo de Elisabete Martins.
Abril começa com mais uma gala de fado e, depois, a peça «As Criadas», da Companhia de Teatro de Braga, seguindo-se o regresso aos palcos de Pedro Barroso. “Foi um cidadão, o Vítor Ferreira, que se disponibilizou para pagar o cachet ao Pedro Barroso, num ato muito bonito que há que realçar”, revelou Luís Vicente. E abril termina com «Allgarve ainda é Portugal», da Sociedade Recreativa Bordeirense e o «Re-Pouso», por ocasião do Dia Mundial da Dança e do Dia Mundial do Jazz, concebido pela coreógrafa Filipa Rodriguez, em parceria com o músico Luís Miguel e a Orquestra Visual do Algarve.

A Associação de Cozinheiros e Pasteleiros do Algarve inicia 2017 com a primeira edição do «Saberes e Sabores», no dia 15 de janeiro, e o objetivo é organizar diversos eventos ao longo do ano para promover uma maior união entre os profissionais e empresários deste ramo.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Augusto Lima e Paulo Runa encabeçam a direção da Associação de Cozinheiros e Pasteleiros do Algarve (ACPA), entidade legalmente constituída em 2004 e que teve o seu período áureo, seguindo-se quatro ou cinco anos de ausência de atividade. “A ideia sempre foi criar uma família de cozinheiros e pasteleiros, onde nos pudéssemos ajudar uns aos outros a crescer profissionalmente, aprendendo continuamente com cursos e ações de atualização”, explica o presidente Augusto Lima, que sucedeu na liderança a Henrique Leandro em 2015.  “Desde que esteja ligado a estas duas áreas, qualquer pessoa pode pertencer à associação, seja profissional ou ainda estudante. Temos uma sede nova no Business Center em Lagoa, estamos a arrumar a casa, como se diz, e já temos participado em algumas ações engraçadas de voluntariado”, acrescenta o vice-presidente Paulo Runa.
Sendo a única entidade representativa da classe existente no Algarve, a ACPA possui cerca de 400 sócios, grande parte deles não ativos, porque o associativismo implica voluntariado e esse conceito nem sempre é fácil de transpor do papel para a realidade. “Há pessoas que realmente gostam de se envolver no associativismo, mas falar mal é fácil e fazer alguma coisa por vezes é difícil. Estamos numa fase de nos reagruparmos, de voltarmos a contatar os sócios, para depois crescermos”, indica Augusto Lima, com a dupla a preferir não alongar-se mais sobre o que aconteceu no passado. “O importante é trabalharmos em prol da classe e, por exemplo, prestamos apoio jurídico a quem tiver problemas laborais. Vamos também recomeçar a dar apoio à formação nas áreas de pastelaria, padaria e cozinha”, prossegue Paulo Runa.    
Projetos não faltam, entre eles retomar os pequenos-almoços de confraternização, logo pelas sete da manhã, numa unidade hoteleira onde trabalhe um dos associados. “Serão pequenos diálogos, momentos participativos com pessoas que possam ser uma mais-valia para nós, desde juristas a nutricionistas. Existem igualmente os almoços ACPA, em restaurantes dos nossos associados, todos de jaleca branca, para convivermos”, descreve Augusto Lima. Mais formal é o «Saberes e Sabores», cuja primeira edição acontece, no dia 15 de janeiro, na Casa Modesta, em Olhão. “Pretende ser um momento de partilha para gerir e gerar diversas valências e oportunidades entre cozinheiros, pasteleiros, empresas, produtos e espaços de referência. Escolhemos, por isso, um hotel rural, em Quatrim do Sul, que acabou de ganhar o prémio de melhor hotel ecológico da Europa, e que está localizado em plena Ria Formosa”, adianta o dirigente. 
Saberes e sabores que estão novamente em evidência desde que a Dieta Mediterrânica se tornou Património Imaterial da Humanidade, reconhece Paulo Runa, um grande apologista deste regresso às origens e de se promover os produtos tradicionais da região. “A gastronomia não é só coisas bonitas e sofisticadas e há que voltar à nossa cozinha tradicional para, desse modo, potencializar produtos que já estão esquecidos ou que não são tão utilizados como deveriam”, frisa o empresário da restauração, garantindo que existem vários produtores locais a trilhar esse caminho. “Estes eventos servem igualmente para ajudar a divulgar o trabalho dessas pessoas que se sentem um pouco sozinhas neste querer fazer”, reforça.

A Associação de Saúde Mental do Algarve (ASMAL) promove, em parceria com a Câmara Municipal de Loulé, um espetáculo no âmbito das práticas artísticas para a inclusão social em Saúde Mental, no dia 21 de janeiro, às 21h, no Cine-Teatro Louletano. O espetáculo, intitulado «Signos do Fora», é levado a cabo pelo Teatro do Sótão – grupo inclusivo da ASMAL e inclui uma curta-metragem documental, com realização de Reem Al Mohtar e uma performance teatral, com coordenação artística de Nídia Marta Gonçalves.
Em palco estarão duas linguagens artísticas que compartilham subjetivamente o mesmo desígnio – questionar o conceito de normalidade e esbater o estigma que está associado às pessoas com problemas de saúde mental. Este evento insere-se num vasto programa de reabilitação psicossocial através de diversas práticas artísticas, que tem vindo a ser dinamizado pela ASMAL.

O livro «Paco de Lucía – El Hijo de la Portuguesa», uma biografia autorizada do eterno génio da guitarra e mestre absoluto do flamenco contemporâneo, vai ser apresentado na Biblioteca Municipal de Castro Marim, no dia 20 de janeiro, pelas 21h. O escritor, jornalista e autor desta biografia, Juan José Téllez, já viu o seu trabalho reconhecido em vários prémios jornalísticos e literários e entre as suas diversas obras literárias destacam-se «Medina y otras memórias» (Valência, 1981), o ensaio «Paco de Lucía, Retrato de familia con guitarra» (1994), «Transatlântico» (Madrid, 2000), «Las Causas Perdidas» (2005), «Las Grandes Superficies» (2010).
Paco de Lucía, reconhecido como um dos melhores compositores e guitarristas do mundo, tinha em Castro Marim as suas raízes, mais concretamente em Monte Francisco, terra que viu a sua mãe, Luzia, nascer. É nesta ligação que a autarquia de Castro Marim criou o «Festival de Lucía», amadrinhado pela fadista Mariza, e investe em promover outras iniciativas socioculturais ligadas ao grande nome de Paco de Lucía. A encerrar a apresentação do livro, o prestigiado acordeonista João Frade e o guitarrista Lukk Meulema, num magnífico momento musical.
A apresentação da biografia «Paco de Lucía – El Hijo de la Portuguesa» é uma iniciativa da Câmara Municipal de Castro Marim, integrada no Programa Algarve 365, da Região de Turismo do Algarve.



O Município de Albufeira aprovou os novos valores de abastecimento de água, águas residuais e resíduos sólidos a pagar pelos consumidores do concelho a partir de 2017. O novo tarifário, que entrará em vigor já no mês de fevereiro, irá beneficiar, essencialmente, os utilizadores domésticos, nas tarifas fixas de abastecimento de água e resíduos sólidos para contadores até 25 m3, que são a grande maioria de consumidores do concelho.
No que respeita à tarifa variável de resíduos sólidos, verifica-se uma uniformização de preços ao nível do 2.º, 3.º e 4.º escalão, com benefícios evidentes para os consumidores, uma vez que o valor a pagar atualmente irá ficar ao nível do praticado em 2016 para o 2.º escalão: 0,64 euros. Refira-se que este valor acaba por ser inferior ao aplicado anteriormente para o 3.º e 4.º escalão: 0,77 euros e 1,02 euros, respetivamente. Em termos práticos isto significa que uma família que consuma por mês 8 m3 pagava com o anterior tarifário 25,48 euros e, a partir de agora, irá desembolsar apenas 21,88 euros (IVA já incluído). 
Na categoria de consumidores não-domésticos, a grande preocupação da Autarquia foi no sentido de aliviar os pequenos comerciantes, que com o novo tarifário irão usufruir de uma redução na tarifa fixa de abastecimento de água (contadores até 20 m3), valor que passou de 9,9 euros para 7,5 euros. Também a tarifa fixa de resíduos urbanos desceu de 9,68 euros para 9 euros. O presidente da Câmara Municipal de Albufeira refere que esta é mais uma medida que surge na sequência do enorme esforço desenvolvido pela autarquia durante os últimos anos com vista a alcançar o equilíbrio das contas públicas. “A nossa prioridade agora é promover o desagravamento da carga fiscal das famílias e das em presas, medidas essenciais à recuperação económica do concelho", confirmou o edil.
Recorde-se que, em outubro de 2016, a Câmara Municipal de Albufeira decidiu reduzir a taxa de IMI para 0,30% (o mínimo admissível por lei), baixar o valor da derrama para as empresas com um volume de negócios superior a 150 mil euros e continuar a isentar as que faturem abaixo desse valor, bem como eliminar a Taxa Municipal de Direitos de Passagem. A autarquia decidiu, igualmente, isentar do pagamento de taxas de ocupação da via pública todos os estabelecimentos comerciais e de restauração e bebidas durante os meses de novembro e dezembro de 2016 e janeiro e fevereiro de 2017. 

A Câmara Municipal de Castro Marim inaugura, no dia 20 de janeiro, pelas 15h, uma iniciativa de promoção da leitura e aproximação à Biblioteca Municipal de Castro Marim com um fundo documental muito peculiar. De facto, «O livro Roubado» dá o mote para o surgimento de pequenas réplicas da majestosa Biblioteca Municipal de Castro Marim nas ruas, que disponibilizarão ao público livros integrantes de um fundo doado à biblioteca por alguém que hoje terá um percurso marcado à conta de um livro roubado por seu pai, nos anos 40, em Moçambique.
Estas minibibliotecas estarão em alguns pontos do concelho de forma que os leitores interessados possam levar consigo um livro sem data de devolução marcada, fazendo-o substituir por outro, numa tentativa de se criar uma rede de cultura e conhecimento de fácil acesso e interação. Podem ser policiais ou histórias de amor. Há quem prefira a poesia ou o fantástico, ou mesmo um simples guia de viagem, tendo todos eles em comum o facto de terem sido alvo de uma doação.
O objetivo é inspirar os futuros leitores a «roubarem» o livro sem ser necessário recorrer a empréstimo formal, à luz da história do doador do referido fundo documental, agora denominado «Um livro Roubado». Foram entregues à biblioteca aproximadamente 500 livros por Ivan Dias, realizador de cinema, que, num ato de desapego à sua biblioteca particular, a entregou a Castro Marim, para si, terra mítica, que o encantara desde a sua primeira visita, quase anónima, na descoberta das raízes do Paco de Lucia, num trabalho de produção para o CLAZZ LISBOA, Madrid e México.
Os livros disponíveis são sinalizados com um autocolante e um panfleto que contextualiza a iniciativa e que convida o leitor a conhecer a Biblioteca Municipal, onde se encontra todo o fundo documental residente. A Câmara Municipal e a Biblioteca Municipal de Castro Marim pretendem que o livro vá ao encontro das pessoas e se cruze com elas. Numa fase posterior, ambiciona-se ligar esta iniciativa à ação «Bookcrossing», um conceito mundialmente conhecido e que consta da prática de deixar um livro num local público, para que outros o encontrem e possam ler, libertando-o depois e assim sucessivamente. O lançamento da iniciativa será enriquecido com a presença do conhecido contador de histórias Jorge Serafim.



As conversas «Café com Letras», promovidas pela Direção Regional de Cultural do Algarve e pela Biblioteca da Universidade do Algarve e realizadas na FNAC de Faro, regressam renovadas para mais um ciclo de seis meses, marcando encontro para uma sexta-feira em cada mês, onde serão abordados temas diversos da cultura e atualidade. Este novo ciclo tem início no dia 20 de janeiro, às 21h30, como uma abordagem científica e académica ao património religioso e arte sacra da região do Algarve.
Com o título «Santa Ana de Tavira: estudo radiológico e a história do culto», a sessão propõe uma noite à conversa com o médico radiologista Jorge Justo Pereira, (RADIS) e o historiador Luís Filipe Oliveira (UAlg). Nos meses seguintes, as sessões voltam a acontecer às 18h30, sempre com temas para vários tipos de público com oradores interessantes, irreverentes e da comunidade em geral. Amor para o mês de fevereiro, «Literatura de Viagens» no mês de março, abril com «Literatura e Cidadania», «Literatura e Gastronomia» para maio e, a fechar o semestre, para o mês de junho, «Literatura e a Infância».

O executivo municipal de São Brás de Alportel aprovou por unanimidade, no dia 11 de janeiro, dar continuidade à execução do Vale «+ Natalidade», medida que apoia a natalidade mediante a entrega de vales no total de cem euros por cada nascimento ou adoção que seja registado no concelho. Em 2016, foram atribuídos 47 vales «+ Natalidade» para utilizar em quase duas dezenas de estabelecimentos de comércio local na aquisição de bens e produtos para os novos cidadãos.
O Plano de Apoio à Família «Vale +» abrange uma outra medida de apoio, os vales «+ Educação», destinados aos alunos do 1.º e 2.º ciclo do concelho, no valor de 20 euros para os alunos do 1.º ano e de 30 euros para os alunos dos restantes anos do 1.º ciclo e do 2.º ciclo. No ano de 2016 foram abrangidos cerca de 600 alunos. Neste momento, a autarquia encontra-se a preparar o lançamento de uma terceira medida deste plano, com a atribuição de apoios na área da saúde, nomeadamente na área da oftalmologia, de modo a ajudar as famílias a melhorar a sua qualidade de vida e o bem-estar de todos.



Na próxima quinta-feira, 19 de janeiro, pelas 21h, decorre, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Loulé, mais uma conferência integrada no Ciclo «Horizontes do Futuro», com Carolino Monteiro a apresentar o tema «Descodificar o genoma, compreender a sociedade».
Carolino Monteiro nasceu em 1957 na Sobreda de Caparica, concelho de Almada. Na Universidade de Lisboa, obteve o grau de Bacharelato em 1980, a Licenciatura em Biologia «Ramo Científico», em 1981, e a Licenciatura em Biologia «Ramo Educacional», em 1983. Doutorou-se em Genética Molecular na Universidade Nova de Lisboa, em 1991, após desenvolver linhas de investigação em Lisboa, Glasgow, Oxford e Londres. Em 2006, na Universidade de Lisboa, concluiu as provas de Habilitação ao Título de Agregado em Ciências Biológicas.
Em 2015, após avaliação, o European Board of Medical Genetics atribuiu-lhe o Certificado de European Clinical Laboratory Geneticist. É membro dos Centros de Investigação CENCIFOR, CIMAGO e Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa. No período entre 2010 e 2015, foi Conselheiro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), sob a tutela da presidência da Assembleia da República e, desde julho de 2012, é membro da Comissão de Ética para a Saúde do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP.
É membro de associações cívicas e de sociedades científicas, nomeadamente a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais (SPCN), a Human Genome Organisation (HUGO), a European Society of Human Genetics (ESHG), a Biochemical Society UK, a American Society of Human Genetics (ASHG) e a Sociedade Portuguesa de Genética Humana (SPGH), da qual foi elemento-fundador e presidente em 1999. Por convite, é membro-cooptado do Conselho-Geral do Agrupamento de Escolas Elias Garcia, na Sobreda de Caparica.
Orientou trabalhos de investigação conducentes a várias dissertações de licenciatura, mestrado e doutoramento. Internacionalmente, publicou mais de trinta artigos e três capítulos em livros. Organizou várias reuniões nacionais e internacionais. Atualmente, é Professor Associado com Agregação em regime de tenure na Universidade de Lisboa (Faculdade de Farmácia).