Constança Urbano de Sousa, Ministra da Administração Interna, deslocou-se ao Algarve, no dia 5 de dezembro, para assinar os Contratos Locais de Segurança com os 16 municípios algarvios. Durante a sessão, que aconteceu em Loulé, Isabel Oneto, Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, voltou a explicar as diferenças e mais-valias destes contratos de segunda geração, cujos resultados deverão ser visíveis no médio e longo prazo.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé
A Sala da Assembleia Municipal de Loulé foi palco, na manhã no dia 5 de dezembro, da assinatura dos Contratos Locais de Segurança com os 16 concelhos algarvios, numa cerimónia que contou com a presença da Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e da Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto. A sessão iniciou-se com a intervenção de Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, que considerou que as autarquias podem ter uma palavra importante a dizer nesta matéria, muito embora ela seja de caráter nacional e da responsabilidade direta do poder central. “Várias experiências europeias têm vindo a apontar que a segurança, quando pensada e intervencionada a nível local, pode acrescentar mais valor à segurança nacional porque as autarquias, por estarem mais próximas, podem atuar preventivamente em relação aos acontecimentos e fatores que podem ser geradores ou constituir maiores ameaças à segurança”, justificou o edil louletano.
Sendo a segurança um dos pilares da democracia, da sociedade e do país, esta exige adaptações e investimentos constantes, e isso mais importante se torna no Algarve, uma região aberta ao mundo e permanentemente visitada por turistas provenientes de todos os pontos do globo. “É imprescindível que a segurança seja efetiva, concreta e visível no Algarve. Sem ela, o nosso turismo não poderia alcançar os padrões de qualidade de que nos orgulhamos, nem o valor para a economia regional e nacional que as estatísticas bem comprovam”, frisou Vítor Aleixo, lembrando que uma parte substancial do orçamento municipal de Loulé é precisamente destinada a esta matéria. “Estamos a investir 2,3 milhões de euros, num esforço conjunto entre a autarquia e o Ministério da Administração Interna, nas várias instalações da GNR de Loulé, Almancil, Quarteira e Salir”.   
Para apresentar os Contratos Locais de Segurança falou Isabel Oneto, que já anteriormente tinha andado num périplo por todos os concelhos da Região para preparar os CLS com os vários presidentes de câmara. “Todos aderiram de braços abertos a este projeto e numa perspetiva de podermos olhar para o Algarve como uma região que, em termos de segurança e de desenvolvimento, se está a consolidar e que está a criar o seu próprio caminho. Temos um conjunto de investimentos em andamento para que, a par das políticas públicas de segurança, haja a componente de infraestruturas, de equipamentos e viaturas, de modo a que as forças e serviços possam cumprir a sua missão”, adiantou a Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna.
A Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto
Sobre os Contratos Locais de Segurança, existem três moldes nesta segunda geração, sendo que, na presente sessão, se iam assinar os contratos respeitantes ao «MAI Município». A esta tipologia acrescem os «MAI Bairro» e o «MAI Cidadão». “A segurança das pessoas e dos territórios faz-se numa articulação entre a administração central e a local, o Estado é uno em matéria de segurança e a segurança faz parte do papel de todos aqueles que exercem funções políticas e que podem desenvolver políticas locais de segurança ou políticas locais de desenvolvimento preventivas dos comportamentos desviantes”, explicou Isabel Oneto, entendendo que um dos grandes eixos de intervenção destes CLS é a prevenção da delinquência juvenil. “Há que quebrar o ciclo do rejuvenescimento dos gangues juvenis e defender as nossas crianças de um conjunto de situações a que muitas vezes acabam por sucumbir. Temos instrumentos e meios com capacidade para que as nossas crianças possam ter o seu projeto de vida”, defendeu.
Isabel Oneto recordou ainda que a gestão do espaço urbano pertence às autarquias, daí a importância da articulação com o poder central para se identificar e eliminar fatores criminosos nos espaços público, escolar, organizacional e familiar. “Obviamente que o reforço da visibilidade policial é também uma componente, com a integração dos programas de proximidade que já estão em curso pelas forças de segurança. Precisamos proteger aqueles que podem ser vítimas da prática de crimes e promover a cidadania e a igualdade do género e isso passa por adaptar os comportamentos aos valores da igualdade, da vivência democrática e da justiça social”, reforçou.

Algarve aderiu em peso aos novos Contratos Locais de Segurança

Neste novo formato pretende-se, então, não se estabelecer apenas um contrato entre o Ministério da Administração Interna e as Autarquias, mas procurar-se, previamente, um compromisso entre vários departamentos governamentais com responsabilidade em políticas locais, de maneira a melhor estarem articulados no terreno. “Procuramos também criar contratos locais de acordo com a especificidade do território a intervir, porque o país não é igual, nem as situações são todas idênticas. Por isso, há modelos para situações onde as taxas de criminalidade são baixas, como é o caso do Algarve, e outros modelos para zonas urbanas sensíveis onde as situações que se colocam são manifestamente distintas”, apontou a Secretária de Estado.
Jorge Botelho, presidente da AMAL - Comunidade Intermunicipal do Algarve
Após a assinatura do Contrato Local de Segurança, os passos que se seguem serão a elaboração de um diagnóstico de segurança, a formulação do plano de intervenção, a implementação das medidas e a sua monotorização e avaliação, porque cada caso é um caso e há que se ir adaptando a metodologia à medida que os resultados forem sendo alcançados. “Espero que, a partir de hoje, entremos numa nova etapa nesta matéria e agradeço a todos os autarcas e forças de segurança a confiança que depositaram neste projeto”, finalizou Isabel Oneto. 
Concluída a assinatura dos Contratos Locais de Segurança com os 16 municípios algarvios, usou da palavra Jorge Botelho, presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, que indicou que o compromisso dos autarcas algarvios agora colocado no papel é baseado na necessidade da região possuir forças de segurança que articulem com as câmaras municipais, e vice-versa. “O Algarve tem uma baixa criminalidade num contexto muito difícil porque há um trabalho enorme de parceria no litoral, no barrocal e na serra. Um trabalho miudinho, feito no dia-a-dia, ao nível das freguesias e dos municípios, para que os nossos cidadãos se sintam seguros, mas também para que os milhões de turistas que aqui se deslocam também sintam que esta é uma região segura”, enfatizou o presidente da Câmara Municipal de Tavira.  
Os municípios algarvios estão, assim, fortemente empenhados em trabalhar lado a lado com as forças de segurança, que também sentem as suas próprias dificuldades, com Jorge Botelho a confirmar a escassez de alguns equipamentos, nomeadamente no plano das viaturas. “Reforçar a questão deste compromisso institucional com as várias entidades que estão representadas no Algarve, no setor da segurança social, da educação, com o instituto do emprego, também permitirá identificar, de uma forma precoce, um conjunto de situações de risco ao nível da delinquência juvenil para inibir casos futuros. Obviamente que também devemos estar atentos à criminalidade em geral, é um trabalho que nunca acaba e, se hoje estamos bem, amanhã podemos não estar bem como pensamos”, alertou o autarca.
A Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa
A terminar a cerimónia, a Ministra da Administração Interna destacou a importância destas parcerias com os autarcas algarvios para o sucesso da segunda geração dos Contratos Locais de Segurança. “É um novo desafio em prol da segurança, não só dos seus munícipes, mas de todos os que aqui trabalham e estudam, e daqueles que desfrutam dos encantos desta região nos seus momentos de lazer. Estes contratos partem do pressuposto que a prevenção criminal não é uma ação exclusiva das forças de segurança, devendo ser concertada com vários departamentos governamentais e contar com o envolvimento decisivo de diversas áreas governativas, desde a Educação à Segurança Social, passando igualmente pelo Trabalho”, frisou Constança Urbano de Sousa.
De acordo com a governante, o poder central não pode ignorar que o Algarve é um destino turístico de excelência e que, no Verão, deve haver um maior cuidado face aos picos de concentração populacional. “Hoje, enfrentamos um conjunto muito complexo de desafios. A paz pública, a prevenção, a repressão da criminalidade em geral e da delinquência juvenil em particular, e a construção de uma visão muito integrada de segurança são missões que devemos todos encarar como prioritárias”, apontou a Ministra da Administração Interna, acrescentando que os resultados desta política só deverão surgir no médio e longo prazo.  
A Biblioteca Municipal Lídia Jorge e o Gabinete da Juventude de Albufeira (localizado nas Piscinas Municipais) planearam um conjunto de atividades de modo a dar resposta aos tempos livres dos seus utilizadores. Crianças e jovens podem, durante as suas férias de natal, usufruir de diversas iniciativas às quais não falta, nem diversão, nem criatividade. 
Através do Gabinete da Juventude, os jovens entre os 11 e 18 anos de idade podem usufruir do programa de 19 a 30 de dezembro. As inscrições, sujeitas a um limite de 20 vagas, deverão ser feitas online até ao dia 14, sendo que cada atividade tem um custo parcial associado. O Município de Albufeira comparticipa na maioria das despesas, para além do transporte, monitorização e materiais necessários à realização das mesmas atividades.
Para quem desejar todas as atividades, o programa fica em 37,20 euros, sem alimentação, e oferece uma visita à Quinta Eventos, em Tavira, atividade de hipismo no Real Picadeiro, bowling e karting, uma visita Turística e Cultural a Beja, cinema no Fórum Algarve e ainda a inesquecível experiência de uma pista de gelo no Fórum Algarve. Os interessados deverão contactar o GAJ por email: gaj@cm-albufeira.pt, ou pelo número 961 624 528.
Na Biblioteca Municipal Lídia Jorge, já começaram também as inscrições para o programa «Férias escolares + Diversão = Biblioteca», destinado a crianças e jovens entre os 6 e os 14 anos de idade que pretendam frequentar oficinas durante a manhã (10h-13h) ou à tarde (15h-18h). As oficinas da manhã constam de «Decorações de Natal Recicladas» (dias 20 e 21) e de «Lembranças de Natal Recicladas» (dias 22 e 23). À tarde, haverá entre os dias 19 e 23 uma oficina para a construção de fantoches a partir de uma História de Natal.
A Comissão de Acompanhamento do Programa Operacional Regional do ALGARVE 2020, integrado no Acordo de Parceria do Portugal 2020, reuniu pela sétima vez a 30 de novembro, nas instalações da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), em Faro, para apresentar os resultados atualizados aos responsáveis comunitários e nacionais. “As aprovações de candidaturas já atingem, em termos de compromissos, cerca de 24,6 por cento da dotação total do ALGARVE 2020 (319 milhões de euros) no final de outubro”, sublinha Francisco Serra, presidente da CCDR Algarve e da autoridade de gestão, acrescentando ainda que: “Especificamente no contexto do Sistema de Incentivos a Empresas, as aprovações registadas representam perto de metade da dotação programada e encontram-se aprovados 268 projetos de empresas, num total de 302 projetos aprovados”.
Esta Comissão é responsável pelo acompanhamento do desempenho do ALGARVE 2020, integrando a Agência de Desenvolvimento e Coesão (AD&C), e é composta por um conjunto alargado de atores relevantes para a região, dos quais se destacam representantes dos municípios, de instituições de ensino superior, dos parceiros económicos e sociais e da sociedade civil, incluindo do setor ambiental. Como habitualmente, antes deste encontro, Rosaline Bernon, Desktop Officer da EU, efetuou visitas a projetos cofinanciados. Em Santa Catarina da Fonte do Bispo deslocou-se ao Hotel Rural Quinta do Marco e em Faro inteirou-se do Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU).
No Algarve, estão aprovados 11 Planos de Ação de Reabilitação Urbana, onde estão previstas um conjunto de operações públicas e privadas a desenvolver nas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) identificadas como prioritárias pelos Municípios.

Devida à elevada procura, a Câmara Municipal de Loulé vai promover uma segunda sessão do Novo Espetáculo de Natal do Ruca, no próximo dia 18 de dezembro, pelas 11h30, no Pavilhão Desportivo Municipal de Loulé. Recorde-se que a sessão das 16h30 encontra-se esgotada há já alguns dias.
Depois dos dois espetáculos com casa cheia em 2015, o Ruca está de volta a Loulé, também com um espetáculo duplo. O menino de t-shirt amarela e calções azuis traz novas aventuras ao lado da irmã Rosita, dos amigos Clementina e Luís, do gato Riscas, do Pai Natal e ainda de um enorme Boneco de Neve. O concerto vai contar ainda com um momento para tirar uma selfie com o público e uma parada improvisada.
Os bilhetes para a segunda sessão do Novo Espetáculo de Natal do Ruca estarão disponíveis, a partir desta terça-feira, dia 6 de dezembro, nas lojas aderentes do comércio tradicional, com os seguintes preços: 1 pessoa - 3€ e 2 pessoas – 5€. Esta é mais uma iniciativa inserida no Programa de Animação de Natal do Concelho de Loulé, promovido pela Autarquia de Loulé, com o objetivo de apoiar a dinamização do comércio local e, simultaneamente, levar o espírito natalício às localidades.

Cerca de um terço dos alimentos que são produzidos em todo o mundo são desperdiçados, enquanto milhões vivem com fome. Neste urgente combate, o Município de São Brás de Alportel integra o projeto europeu «Não desperdices o nosso futuro», em parceria com a Associação IN LOCO e os Agrupamentos de Escolas de Faro e São Brás de Alportel.
No âmbito deste trabalho, teve lugar no Mercado Municipal, no dia 30 de novembro, o workshop «Zero Desperdício Alimentar na Cozinha», dirigido a famílias acompanhadas pelos serviços sociais, numa parceria entre a Câmara Municipal, a Associação In Loco, a Associação de Defesa do Consumidor (DECO), o Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas e apoio do Intermarché de São Brás. O local ideal para sensibilizar a comunidade são-brasense para a urgência em controlar o desperdício alimentar é, sem dúvida, o local onde se inicia o processo do consumo e são feitas as compras – o Mercado Municipal. Aqui, técnicos da autarquia e de entidades parceiras divulgaram conteúdos sobre o tema em discussão, na tentativa de sensibilizar os participantes para um problema que afeta todo o mundo. 
No workshop, Sandra Rodrigues, da DECO, desvendou alguns conselhos sobre como reduzir o desperdício alimentar nas nossas casas. A sessão culminou com uma demonstração gastronómica de aproveitamento de alimentos seguida pela prova, que contou com a participação do Chefe Ricardo Bernardo, acompanhado pelos alunos do curso profissional de Cozinha e Pastelaria do Agrupamento José Belchior Viegas. Esta sessão foi concretizada no âmbito do projeto europeu «Não Desperdices o Nosso futuro», um programa de combate ao desperdício alimentar com quase dois anos de trabalho de avaliação, diagnóstico e de sensibilização junto da comunidade.
Direcionado para agregados familiares que são acompanhados pelos Serviços Sociais do município, o workshop foi mais uma das inúmeras atividades realizadas com o objetivo de alertar consciências e reeducar a nossa população para a urgente necessidade de aproveitar todos os alimentos produzidos de modo a reduzir o desperdício alimentar no mundo. O Município de São Brás de Alportel continua a abraçar esta nobre missão e tem desenvolvido, junto de diversas entidades, preciosas parcerias como aconteceu recentemente com protocolos de colaboração entre o Agrupamento de Escolas, o Exército de Salvação, a Santa Casa da Misericórdia e o supermercado Intermarché de São Brás, que permite dar um destino solidário aos excedentes de alimentos, distribuídos junto das famílias mais carenciadas do concelho.

O Conrad Algarve foi distinguido com o prémio «World’s Leading Luxury Leisure Resort», pelo quarto ano consecutivo, na final mundial dos World Travel Awards (WTA). A cerimónia de entrega de prémios, considerados os óscares do turismo, decorreu no dia 2 de dezembro no Olhuveli Beach & Spa Resort, nas Maldivas.
O ambiente luxuoso e contemporâneo do Conrad Algarve, conjugado com a oferta de experiências exclusivas e diferenciadoras como o Conrad 1,3,5, o serviço personalizado e a alta gastronomia que destaca o melhor da cozinha portuguesa e internacional fizeram com que o Conrad Algarve tivesse sido novamente distinguido. “É o merecido reconhecimento para toda a equipa que, diariamente, dá o seu melhor para que a estadia dos nossos hóspedes seja inesquecível. É um desafio cada vez maior continuar a surpreender os nossos hóspedes e sabemos que esse é um dos elementos diferenciadores do Conrad Algarve”, afirmou Joachim Hartl, diretor geral do Conrad Algarve.
Os prestigiados prémios World Travel Awards reconhecem as organizações que prestam serviços de excelência aos clientes, no sector de viagens e turismo, há mais de 20 anos. Estes prémios tornaram-se uma instituição chave dentro do sector, ao estimular a concorrência e a inovação entre os operadores, sendo um testemunho bastante útil para viajantes de todo o mundo.

As obras de conservação e restauro dos estuques localizados na cúpula do edifício dos Paços do Concelho de Silves terminaram no dia 30 de novembro, devolvendo ao espaço a sua beleza e singularidade. A intervenção visou consolidar todas as zonas do conjunto decorativo da cúpula de inspiração mudéjar/mourisca e, simultaneamente, preservar um trabalho executado aquando da construção do espaço, em finais do século XIX (a partir de 1884), início do século XX, segundo projeto de Gregório Nunes Mascarenhas, executado pelo Mestre João Vitorino Mealha.
Esta intervenção, fruto de procedimentos minuciosos, delicados e demorados, foi executada por técnicas do Sector de Conservação e Restauro da Câmara Municipal de Silves que, com o seu trabalho fizeram, assim, perdurar um momento da história para que as gerações atuais e vindouras possam admirar.
Para sinalizar a quadra natalícia, o Município de Tavira oferece a cerca de 1500 alunos do pré-escolar e 1.º ciclo, do ensino público e privado, uma ida ao cinema, entre os dias 9 e 19 de dezembro, a fim de assistirem à estreia do filme «Cantar».
Neste filme de animação, um coala chamado Buster decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos da cidade. Surgem, desde logo, cinco candidatos de peso: um rato, uma elefanta adolescente, uma mãe sobrecarregada com uma ninhada de 25 leitões, um jovem gorila meio gangster e um porco-espinho rockeiro.
Com esta iniciativa, a autarquia pretende promover um agradável momento de convívio e lazer, num ambiente de diversão e alegria, tão próprios deste tempo de Natal.

A Região de Turismo do Algarve promove, no dia 6 de dezembro, mais uma Fam Trip do projeto «Redescobrir os Segredos dos Algarve», desta vez em Vila do Bispo, para dar a conhecer mais alguns dos segredos do principal destino turístico do país e, ao mesmo tempo, revelar a herança árabe na região. Com um programa intenso que se desenrola durante todo o dia, a visita a Vila do Bispo irá revelar algumas das maravilhas menos conhecidas deste concelho algarvio. Os jornalistas, operadores turísticos e entidades regionais terão a oportunidade de descobrir várias facetas da oferta turística do concelho, desde as artes, o património histórico e arqueológico e ainda a cultura gastronómica.
A Fam Trip em Vila do Bispo será um desafio dois-em-um, já que a viagem de familiarização também integra a descoberta da Rota dos Omíadas no Algarve, o itinerário turístico-cultural dedicado à dinastia árabe que há mil anos dominava o Mediterrâneo. Na ação, será então dado a conhecer o património legado pela dinastia dos Omíadas no território do município, um dos 11 municípios algarvios que aderiram à Rota Omíada, a qual integra o itinerário internacional Umayyad Route que faz parte do conjunto de Rotas Culturais do Conselho da Europa. “Com esta iniciativa, pretendemos continuar a dar a conhecer o outro lado do Algarve: o seu rico património cultural e histórico, presente nas artes, nos monumentos, e também na gastronomia local. Vamos apresentar alguns dos atrativos turísticos de Vila do Bispo, que têm grandes potencialidades para cativar mais turistas e visitantes em época baixa”, explica Desidério Silva, presidente da RTA.
A fam trip «Redescobrir os Segredos do Algarve» teve início em 2013 e já passou por Alcoutim, São Brás de Alportel, Monchique, Lagos, Lagoa, Aljezur, Tavira e Silves. Esta iniciativa conta com o apoio do Município de Vila do Bispo, da Direção Regional da Cultura do Algarve e do Projeto Umayyad – Rota Omíada.
O CAE – Centro de Acolhimento Empresarial de Albufeira, a funcionar junto da Escola Secundária, já tem abertas as candidaturas para quem ali desejar instalar a sua jovem empresa. O júri do procedimento será constituído por elementos da Câmara Municipal de Albufeira e do CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da Universidade do Algarve.
O CAE destina-se a acolher e a apoiar projetos inovadores e com potencial empresarial que se pretendam estabelecer em Albufeira. Os utilizadores podem ser pessoas singulares e coletivas, formalmente constituídas há menos de dois anos, bem como aquelas cujo processo de constituição esteja a decorrer. Será dada prioridade a quem apresente projetos que tenham por objeto o desenvolvimento de atividades ligadas a áreas criativas como as artes, o design, tecnologias, turismo, ambiente, arquitetura e urbanismo. Os critérios de ordenação terão em conta razões de interesse público, nomeadamente a conjuntura económica, a empregabilidade e a sustentabilidade dos projetos. 
O CAE dispõe de dois tipos de espaços: quatro gabinetes individuais (com áreas de 16,30 metros quadrados, 12,50 metros quadrados, 12,70 metros quadrados e 12,80 metros quadrados) e uma sala de trabalho comum de 60,60 metros quadrados, com capacidade para 24 Postos Individuais de Trabalho. Estes espaços estão equipados com mobiliário e infraestruturas essenciais. Para utilização comum, o CAE disponibilizará serviços administrativos de apoio, fornecimento de eletricidade, instalações sanitárias, manutenção geral e limpeza, endereço comercial, sala de reuniões e acesso à rede telefónica e internet. Todas as empresas terão apoio e acompanhamento por parte do AGE – Gabinete de Empreendedorismo de Albufeira.
No próximo sábado, 10 de dezembro, vai ser lançado, pelas 15h, no Arquivo Municipal de Loulé, o «Caderno do Arquivo 11 – Fundo dos Órfãos de Loulé – Séculos XV e XVI», de Maria de Fátima Machado. Neste trabalho são trazidos a público dez documentos dos séculos XV e XVI do Arquivo Municipal de Loulé, que revelam procedimentos e modos de agir dos Juízes dos Órfãos em prol dos menores que tutelavam.
Mais do que os órfãos, muitas vezes anónimos, são os seus bens que estão em evidência na documentação. Nela podemos acompanhar a inventariação feita após a morte dos pais, a realização das partilhas, os litígios associados ao processo de transmissão patrimonial, as almoedas (leilões), as contas prestadas pelos tutores e os depósitos de dinheiro na arca dos órfãos. Outros olhares e outras leituras permitem assim novas e diferentes perspetivas sobre este período, mas também sobre esta terra e as suas gentes.
Doutora em História e mestre em História Medieval, Maria de Fátima Machado é investigadora do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória) e professora de História no Agrupamento de Escolas Professor Carlos Teixeira e na Escola Superior de Educação / Instituto Politécnico do Porto. Os trabalhos que tem desenvolvido e publicado privilegiam a história económica e social, nomeadamente a assistência, e incidem especialmente sobre os séculos XV e XVI.
A região algarvia é constituída por 16 Municípios, nove deles classificados como de Média Dimensão, ou seja, com mais de 20 mil habitantes, e sete abaixo dessa dimensão populacional, isto de acordo com os critérios do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, que apresenta a análise económica e financeira dos 308 municípios portugueses. Em 2014, o Concelho de Lagoa já se posicionava como líder na eficiência e independência financeira com um rácio de 85,6 por cento e, em 2.º lugar, com o maior grau de execução de receita cobrada, com 107 por cento.
Em 2015, Lagoa subiu a percentagem da sua independência para 88,2 por cento, só sendo ultrapassada por Albufeira, com 89,5 por cento. No capítulo da execução, em termos de receitas e despesas com maior relevância na estrutura orçamental, Lagoa posiciona-se em 3.º lugar, atrás de Albufeira e Loulé, apesar de ter passado para um rácio de 110,3 por cento. Na cobrança do Imposto Municipal sobre Transações, Lagoa – com os seus 24,5% – ocupa o 11.º lugar no ranking nacional, mas o 4.º lugar no conjunto dos municípios algarvios.
Lagoa encontra-se ainda no 30.º lugar (21,5%) dos municípios que apresentam menor peso de despesa com pessoal, nas despesas gerais, no 10.º lugar a nível nacional e no 3.º a nível do Algarve no que toca ao equilíbrio orçamental, no 11.º lugar nacional e no 1.º do Algarve no melhor índice de dívida total (0,15%), com pagamentos de serviços no prazo de três dias. É na análise do posicionamento dos Municípios Portugueses nos diversos quadros setoriais que o Anuário Financeiro se baseia para elaboração da classificação do Ranking Global, num leque de 10 critérios pontuados num total de dois mil pontos, com o Concelho de Lagoa a obter o 1.º lugar, com 1803 pontos, entre todos os Municípios de Média Dimensão, mantendo a posição que já tinha alcançado em 2014.

De repente, André Guerreiro ficou «mais conhecido que o burro do cigano», com direito até a participação num programa da tarde da SIC, tudo por causa de uns vídeos publicados na internet onde recupera algumas das tradições orais do Algarve. Mas esta paixão pelas raízes culturais do antigamente fazem parte da vida do jovem de São Bartolomeu de Messines desde tenra idade, não fosse ele também membro do rancho folclórico local e conselheiro técnico da Federação do Folclore Português.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Natural de São Bartolomeu de Messines, André Guerreiro, acabado de completar 20 anos, passa a maior parte do tempo em Beja, onde está a tirar o curso de «Culturas Regadas» na Escola Superior Agrária de Beja. A agenda do jovem tornou-se, contudo, bem mais agitada nos últimos tempos por causa de uns vídeos colocados na plataforma online vimeo, do projeto «A Música Portuguesa a gostar dela própria», onde interpreta lengalengas e outras tradições orais e da música popular algarvia. “Desde os 15 anos que faço gravações com as pessoas mais idosas do concelho, por pensar que seria uma pena perder-se todos os saberes que elas possuem, as recordações das coisas que faziam antigamente. Comecei a pedir-lhes também peças de roupa que usavam na sua juventude”, conta em início de conversa.
Entretanto, a entrevista, que decorria numa esplanada de café perto da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines, é interrompida por breves minutos para André cumprimentar a senhora Noémia, uma interrupção que viria a repetir-se porque, de facto, toda a gente parece conhecer o jovem e o jovem também é rápido em dar o «boa tarde» a toda a gente. “Como eu não tinha muita experiência com estas coisas de gravações de vídeo, falei com o Tiago Pereira, do projeto «A Música Portuguesa a gostar dela própria», e desde ai nunca mais parámos. As lengalengas já sabia, as pessoas gostaram imenso daquilo, até fui à televisão”, retoma a conversa, garantindo que sempre foi muito ligado aos mais idosos. “Há pessoas que ninguém lhes chega ao pé, nem os filhos. Vou visitar muita gente ao lar, dá-me dó elas estarem lá sozinhas”, revela, com tristeza na voz.
Membro do Rancho Folclórico de Messines, André Guerreiro toca, canta, dança, ao mesmo tempo que é conselheiro técnico na Federação de Folclore Português, e cedo constatou que a sua geração só se preocupa com os computadores, telemóveis e internet. Talvez por isso, muitas tradições se tenham perdido no passado recente, precisamente porque os mais novos não se interessam por elas. “Por isso é que digo sempre às pessoas aqui da freguesia que, se conhecerem alguém com esses conhecimentos antigos, me digam. Nunca fiz diferenciação entre jovens e velhos, sempre me dei com toda a gente e sempre fui acarinhado por todos”, garante o «André do Acordeão» ou o «André do Carnaval», como também é conhecido na zona.
De repente, mais uma interrupção, desta vez é o senhor Sebastião que quer saber das novidades. Retomada a conversa, André Guerreiro afiança que ainda persistem muitas destas tradições antigas em Messines, basta procurar por elas. “Ainda há dias fomos gravar uma senhora de 94 anos. Vou descobrindo mais pessoas porque ando muito no terreno”, indica, lembrando que, no princípio, eram os bailes de roda que o cativavam. Depois, foi decorando as lengalengas que lhe ensinavam e tem um verdadeiro manancial na sua memória. Espólio que inclui igualmente formas de dançar de outros tempos, andamentos de música que estavam perdidos no esquecimento. “Eu e o Tiago gravamos, por exemplo, um cantar de saias que as senhoras faziam quando iam para o Alto Alentejo. Ando frequentemente por Messines, São Marcos da Serra, Azilheira e alguns desses senhores viram-se na internet e já me pediram para voltar, querem-me apresentar outras pessoas. É gratificante saber que os mais antigos dão valor a esta recolha, que contam aquilo que sabem sem qualquer problema”, destaca o entrevistado.

A Associação de Atletismo do Algarve vai a votos, no dia 18 de dezembro, para eleger uma nova direção para os próximos quatro anos, num momento que marca a saída de presidente de Artur Lara Ramos. Aos 69 anos de idade, com mais de meio século dedicado à modalidade, o antigo professor de educação física desempenhou praticamente todos os cargos dirigentes ligados ao atletismo, deu o pontapé de saída para o mítico Cross das Amendoeiras e viu crescer os grandes atletas e treinadores da atualidade. Agora, porém, chegou a hora de dar lugar aos mais novos, com a confiança de que o seu sucessor, seja ele qual for, terá capacidade para levar o barco por adiante, assim haja coragem para lutar pelas mudanças que são necessárias implementar.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

É no quinto andar do número 119 da Rua Ataíde de Oliveira, em Faro, que está localizada a sede da Associação de Atletismo do Algarve, Entidade de Utilidade Pública criada há 53 anos e da qual é indissociável o nome de Artur Lara Ramos. Enquanto atleta, foi campeão em diversas modalidades, do atletismo ao ténis de mesa, rugby, futebol e hóquei em patins. Depois, terminada a carreira desportiva, foi professor de educação física, treinador, Diretor Técnico Regional do Algarve, Diretor Técnico Nacional, Relações Públicas da Federação Portuguesa de Atletismo, Selecionador Nacional e presidente da Associação de Atletismo do Algarve durante vários mandatos, uma caminhada ao alcance de muito poucos e que chegará ao fim, no dia 18 de dezembro, quando transmitir o testemunho ao seu sucessor.
O percurso no Algarve iniciou-se em 1975, depois de concluir a vida militar, em Tancos, numa altura em que era coordenador das pistas de atletismo do Distrito de Santarém da então Direção Geral dos Desportos. Veio dar aulas para a Escola Secundária de Olhão, depois, no Liceu João de Deus e na Escola EB 2,3 D. Afonso III, em Faro, e novamente em Olhão, na Escola EB 2,3 Prof. Paula Nogueira. Em simultâneo, estava ligado à Associação de Atletismo do Algarve como Diretor Técnico Regional e deu aulas de Educação Física na Universidade do Algarve e no INUAF, em Loulé. “Estavam na Associação grandes senhores como o António Noronha, o Fortes Rodrigues, o Franquelim Marques e outros e, em 1977, deu-se, na minha opinião, o ponto mais alto da nossa história, com a criação do Cross Internacional das Amendoeiras que, no dia 5 de fevereiro de 2017, vai completar 40 anos de existência”, recorda.
Enquanto folheia o álbum de memórias, Artur Lara Ramos considera que as pessoas devem sair dos seus cargos nos momentos oportunos e admite que muito mais poderia ter feito nos seus mandatos, mas os fundos e meios sempre foram escassos na Associação de Atletismo do Algarve. “Na época, fui treinar o Liceu Nacional de Faro e fomos várias vezes campeões nacionais, tínhamos uma equipa fabulosa. Na Farauto também fomos campeões nacionais da terceira e segunda divisão e, no Imortal, passaram por lá o Carlos Lopes, Ezequiel Canário, Rafael Marques, José Frias e Aldino Viegas, ou seja, tivemos sempre equipas bastante fortes no corta-mato. O Benfica e o Sporting eram esteios inultrapassáveis e nós ficamos duas vezes em terceiro lugar”, conta, lembrando alguns dos seus triunfos enquanto treinador.
Para o desenvolvimento do atletismo no Algarve muito contribuiu o Cross das Amendoeiras, nas Açoteias, em Albufeira, nomeado em três ocasiões como a melhor prova do género do mundo, o que levou mesmo a pista a receber uma edição do Campeonato do Mundo de Cross, em 2000. “A nossa associação possui, sem sombra de dúvidas, o melhor currículo no plano nacional, pois organizamos um Campeonato do Mundo de Cross, um Campeonato do Mundo de Estrada, um Campeonato do Mundo Militar, um Campeonato do Mundo Trabalhador, um Campeonato do Mundo Universitário, dois Campeonatos do Mundo Federado, um Campeonato do Mundo para Deficientes, um Campeonato da Europa de Cross, mais de uma vintena de Taças da Europa de Cross. Isto ajudou a crescer o atletismo, mas também outras modalidades”, garante Artur Lara Ramos, recordando como tudo começou, em 1977. “Fez-se um protocolo entre a Direção Geral de Desportos e a Aldeia das Açoteias para reservar, durante cinco meses, 40 camas para atletas e o futebol depressa seguiu o exemplo e ali começaram a realizar os seus estágios. Foi ali que os juniores que ganharam os Campeonatos do Mundo de Futebol de Riade e Lisboa treinaram, a par de grandes equipas do norte da Europa”.

A ASMAL – Associação de Saúde Mental do Algarve assinala, em 2016, as suas bodas de prata, completando 25 anos a promover o apoio e a integração social da pessoa com problemas de saúde mental. Uma tarefa que não tem sido fácil, porque a saúde mental continua a ser encarada como o parente pobre dos cuidados de saúde, com respostas manifestamente insuficientes face às necessidades da população e com poucos financiamentos disponíveis para se avançar com novos projetos. Apesar disso, os responsáveis por esta IPSS mantêm a esperança num futuro melhor, até porque, segundo dados recentes, 1/3 dos portugueses sofre de algum tipo de doença mental.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: ASMAL

É no Loteamento Industrial de Loulé que se encontra a sede da ASMAL – Associação de Saúde Mental do Algarve, uma estrutura, de facto, imponente, com amplo espaço para a prossecução de várias valências, com particular destaque para o Centro de Educação, Formação e Integração Profissional do Algarve e para o Centro de Reabilitação Profissional. Contudo, embora tenha sido inaugurada em 2009, a colocação da primeira pedra data de 1997, seguindo-se um longo período à espera de financiamento para se avançar com a obra. A esta instalação juntaram-se, mais recentemente, dois Fórum Sócio Ocupacionais, um em Faro e outro em Almancil, e a Unidade de Vida Apoiada de Almancil.
Em todas as valências, o objetivo é o mesmo, apoiar e integrar socialmente as pessoas que sofram de problemas de saúde mental, mas isso implica uma batalha diária, com poucos meios, travada por técnicos e dirigentes com verdadeiro amor à camisola, garante Leonarda Silva, vice-presidente da Direção e Diretora Técnica da ASMAL, que dá como exemplo o doloroso processo até ficar concluída a obra do local onde decorria esta conversa. “Tínhamos projetado inicialmente dois edifícios, este da reabilitação profissional e, ao lado, um fórum sócio ocupacional, mas só conseguimos financiamento para um deles”, relata, acrescentando que a associação começou a sua atividade efetiva em 1991, ou seja, há precisamente um quarto de século.
Na génese da ASMAL esteve a consciência, por parte de um conjunto de técnicos e profissionais de saúde, da necessidade de se intervir na reabilitação pessoal e social de cidadãos com doenças mental, por falta de respostas adequadas na região. “As pessoas eram internadas no Centro de Saúde Mental e compensadas do ponto de vista clínico mas, depois, não havia uma estrutura de retaguarda que facultasse a componente da sua reabilitação e integração. O departamento respondia durante a fase aguda da doença mental, de evolução prolongada e tendencialmente crónica, as pessoas regressavam a casa e depois não existia um seguimento”, recorda Leonarda Silva, confirmando que a ASMAL foi fundada por um grupo multidisciplinar com psicólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e assistentes sociais.
Doença de foro mental que é bem diferente de deficiência mental, cognitiva ou psicomotora, mas esta Instituição Particular de Solidariedade Social foi, no decorrer dos anos, alargando o âmbito da sua intervenção, de forma a abranger, também, pessoas com deficiências e incapacidades. “Convém lembrar que a doença mental pode surgir em qualquer idade e o mais comum é aparecer no final da adolescência e no início da idade adulta. Ninguém está livre de desenvolver uma doença mental e cada vez há mais casos em Portugal. Aliás, um estudo recente indica que um terço dos portugueses desenvolve, ao longo da sua vida, um tipo de doença mental”, indica, preocupada, falando em situações de esquizofrenia, psicoses maníaco-depressivas, depressões endógenas e outras. “Consegue-se uma compensação clínica através da psicofarmacologia e, depois, nós trabalhamos a parte da reabilitação pessoal, social e profissional, sempre que possível”, aponta a entrevistada.
Claro que, numa sociedade perfeita, esta responsabilidade recairia sobre o poder central mas, como se sabe, o Estado não tem capacidade de resposta para acudir a tantos necessitados e mesmo as IPSS existentes sentem tremendas dificuldades no terreno, sobretudo no que toca a estruturas residenciais. “No Algarve, há duas unidades de vida apoiada, duas residências para pessoas com doença mental de evolução prolongada, que não têm familiares ou cuja família não tem condições para cuidar delas, e estamos a falar de uma capacidade de internamento de 20 camas em cada uma. Temos uma lista de espera infindável para este tipo de resposta”, reconhece Leonarda Silva, adiantando que a ASMAL está a tentar implementar uma unidade residencial no barlavento algarvio, possuindo, inclusive, um terreno para esse efeito em Lagos. “O problema é que estas respostas convêm serem edificadas de raiz para cumprirem com todos os requisitos preconizados na lei e estamos a tentar obter fontes de financiamento para arrancar com a obra”.
Escassez de respostas que se notam também ao nível da infância e adolescência, não existindo nenhuma estrutura deste tipo no Algarve. Isto apesar de a ASMAL ter já construído, junto à sua sede, no Loteamento Industrial de Loulé, uma unidade socio ocupacional para jovens dos 13 aos 17 anos. “Obtivemos meios financeiros através do PRODER, edificamos, possui todo o equipamento necessário para iniciar o seu funcionamento, temos técnicos com formação específica para esse tipo de público e ainda não conseguimos estabelecer um apoio de colaboração para abrirmos as portas”, revela.

O Cine-Teatro assistiu, no dia 30 de novembro, a um espetáculo extraordinário onde as canções de Sérgio Godinho ganharam vida com uma sonoridade diferente, acompanhadas pelo piano de Filipe Raposo e pelo Ensemble de Flautas de Loulé dirigido por Ana Figueiras. As expetativas eram elevadas e foram correspondidas na íntegra, comprovando, mais uma vez, a plasticidade dos poemas de Sérgio Godinho, canções que atravessam as gerações, mensagens que se mantêm atuais.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Sérgio Godinho regressou ao Cine-Teatro Louletano, no dia 30 de novembro, desta vez para um espetáculo inédito em que diversos temas do seu repertório foram reinventados e interpretados pelo pianista Filipe Raposo e pelo Ensemble de Flautas de Loulé, dirigido por Ana Figueiras. Era a estreia absoluta de uma formação com estas características sonoras e os algarvios responderam à altura, para mais uma casa cheia da principal sala de espetáculos do concelho de Loulé.
A presença do Ensemble de Flautas de Loulé foi, efetivamente, uma estreia absoluta, mas Sérgio Godinho e Filipe Raposo já tinham tocado juntos em dois espetáculos no Teatro São Luís, somente com voz e piano, algo que o cantor e compositor ainda não tinha experimentado. “O Filipe é um excelente pianista, tem a linguagem clássica mas, ao mesmo tempo, a escola do jazz e da improvisação, e repetimos depois o concerto num festival literário em Óbidos. Entretanto, surgiu o convite para uma atuação no Cine-Teatro Louletano, com alunos do Conservatório de Música de Loulé, e aceitamos o desafio com toda a alegria. Apraz-me muito interagir com forças da cultura local”, referiu Sérgio Godinho, na véspera do espetáculo. 
Os arranjos para este concerto foram concebidos por Filipe Raposo, com a seleção de temas efetuada em conjunto com Sérgio Godinho, tendo havido, de facto, a preocupação de escolher as canções que melhor se adaptariam a um acompanhamento tão específico como este. E o resultado foi surpreendente e cativante, conforme constataram as centenas de algarvios nesta noite chuvosa, que vibraram intensamente com «O galo é o dono dos ovos», «O elixir da eterna juventude», «Fotos do fogo», «Dancemos no mundo» ou «Cuidado com as imitações», entre outros temas incontornáveis dos mais de 40 anos de carreira de Sérgio Godinho. “São 10 temas com o Ensemble e outros 10 só comigo e com o Filipe, dentro do repertório que temos praticado. O Filipe ficou bastante contente por abraçar um novo desafio e eu estou sempre a dar novas roupagens aos meus temas. Este ano já toquei também com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, na Casa da Música e na Avenida dos Aliados, e com a Orquestra Filarmónica de Águeda, com 70 elementos de sopro. As minhas canções são muito plásticas”, justifica o entrevistado.
Esta vontade constante de se reinventar não é sinónimo de não querer cair na rotina, mas sim o reflexo de ímpetos naturais de Sérgio Godinho em olhar para as canções de outra maneira. “Um quadro está pendurado numa parede e está assim feito para a eternidade, enquanto as artes performativas estão sempre a ser transformadas. Quantas encenações houve do Frei Luís de Sousa, do Hamlet, todas diferentes”, questiona este artista que é transversal a diversas gerações, cativando públicos de todas as idades. “Não é um fenómeno voluntário, penso que é uma consequência natural daquilo que faço. A vivacidade e noção de ritmo são bastante importantes para mim e isso atrai pessoas de vários quadrantes, embora as gerações mais recentes tenham outros interesses, e acho muito bem que assim seja”.
Satisfeito está, então, Sérgio Godinho com o facto da música estar em permanente renovação, ainda mais num país pequeno como Portugal. “É notável que existam tantos géneros e com tantos novos executantes e compositores. Desde o fado até ao jazz, pop, pop/rock e hip-hop, há pessoas a compor, a interpretar e a renovar os estilos”, observa, garantindo que o convívio entre os «dinossauros» da música popular e os novos valores é perfeitamente pacífico. “Não gosto muito da palavra «geração», porque há gente do meu tempo que envelheceu de uma maneira e outros que o fizeram de maneira distinta. Por isso, estou sempre recetivo a estes projetos, normalmente por iniciativa de outros. Foram os Clã, por exemplo, que vieram ter comigo e se propuseram fazer um espetáculo conjunto, que deu origem a um disco ao vivo chamado «Afinidades»”, recorda.
Entretanto, 2017 será um ano cheio de novidades, com o lançamento, em fevereiro, do primeiro romance de Sérgio Godinho, estando, inclusive, outro já escrito. Novo disco será também editado no próximo ano, com o artista muito dividido entre a música e a matéria literária.

Leia a entrevista completa em:
https://issuu.com/danielpina1975/docs/algarve_informativo__86

Vasco Célio é um dos mais reputados fotógrafos da atualidade nacional, especializado nas áreas do turismo e lifestyle, a par das exposições de autor, onde partilha o seu olhar sobre aquilo que o rodeia. Loulé é a casa-mãe, onde está sedeado o estúdio Stills, mas o dia-a-dia é passado um pouco por todo o país, mas também por Angola e Moçambique, onde é peça-chave em importantes revistas de economia e turismo.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Vasco Célio

Aos 41 anos, Vasco Célio é, sem dúvida, um dos mais talentosos e requisitados fotógrafos da sua geração, com os primeiros passos a serem dados no fotojornalismo, mas evoluindo rapidamente para outras áreas de interesse, nomeadamente o lifestyle, turismo, viagens, economia e gastronomia. Uma caminhada bem-sucedida que gerou, em 2013, uma daquelas oportunidades que se devem agarrar num ápice, sem pensar muito tempo, antes que elas desapareçam, e que o leva a passar algumas temporadas em Angola e Moçambique. “Um empresário angolano, o Nuno Fernandes, conheceu o meu trabalho e desafiou-me para colaborar numa revista nova que ia lançar sobre viagens e lifestyle – Rota e Sabores – um segmento onde a Stills está bem confortável dado o nosso trajeto no Algarve. Contudo, quando cheguei a Angola, deparei-me com umas necessidades muito maiores do que estava à espera na área da fotografia”, relata Vasco Célio.
Confrontado com essa carência, houve que dar formação e reestruturar a equipa de fotógrafos do grupo editorial e para isso muito contribuiu a experiência da própria Stills nas vertentes de edição e arquivo. “O nosso valor acrescentado é o facto de termos um grande arquivo fotográfico, essencialmente do Algarve, mas de muitas outras temáticas, e estamos em vias de criar um banco de imagens online. Claro que ninguém fica rico com isto e recorremos a alguns fundos europeus para fazermos essa transposição do papel, slide e negativos para o formato digital, mas temos uma parceria bastante próxima com estas revistas de Angola e Moçambique, que são revistas premium, de grande referência”, explica o entrevistado.
Uma parceria à distância que só é possível na era digital, confirma Vasco Célio, que só recentemente abandonou por completo a fotografia analógica. Contudo, a raiz de tudo continua a ser a gravação de fotografia por via da luz, antigamente através dos sais de prata numa película fotossensível, e nem sempre é fácil transmitir essas noções a quem já cresceu na era digital. “Controlávamos como a impressão era feita, como é que ia ser revelada a fotografia, a escolha do tipo de filme, pensávamos em tudo. Agora, carrega-se num botão, olha-se para o visor na traseira da máquina, espreita-se a fotografia e acha-se que está bom ou mau, há um acesso imediato ao resultado final”, observa.
Um acesso às novas ferramentas de captura de imagem que é ainda mais fácil quando falamos nos telemóveis de última geração e as suas potentes máquinas fotográficas e softwares de edição, mas Vasco Célio nada tem contra eles. “Tenho amigos que querem promover os seus produtos e serviços nas redes sociais e nos sítios de internet e não podem andar com um fotógrafo constantemente atrás deles. Ao invés de adquirirem uma máquina, digo-lhes sempre para comprarem um bom telemóvel e para aprenderem a lidar com as suas aplicações. Quando precisarem de um produto com mais qualidade, então, sim, contratem um fotógrafo”, aponta, e é nesse segmento que a Stills se posicionou, na fotografia de elevada qualidade para empresas de topo. “Há 20 anos, provavelmente estava eu e mais quatro ou cinco fotógrafos no mercado, hoje, somos nós e mais 30 ou 40 fotógrafos e a qualidade da concorrência é bastante superior. A nossa luta é estar num patamar superior e, para isso, temos um pacote tecnológico único no país, com conhecimentos e tecnologias de ponta”, reforça Vasco Célio.  
Neste cenário, o Algarve continua a representar uma fatia importante para o volume de negócios da Stills, mas deixou de ser o local que garante a sustentabilidade económica do estúdio, devido à reduzida dimensão e capacidade financeira do mercado. “Vou fazer um trabalho, com 30, 40 ou 50 mil euros de equipamento às costas. No estúdio tenho mais uns milhares de euros em equipamento de pós-produção digital e dois técnicos altamente especializados para garantir que o produto sai daqui nas melhores condições possíveis. Óbvio que não posso levar 200 euros por este género de serviço, nem quero, o que nos obriga a procurar clientes noutras zonas do país ou noutras partes do globo”, justifica.

Implementado pelo Município de Castro Marim no mês de setembro, o 1.º Programa Municipal de Combate à Obesidade já reúne 113 aderentes. Integrada nas políticas sociais e de saúde desta autarquia, a iniciativa visa combater aquele que é considerado um dos principais flagelos deste século, a obesidade, responsável pela diminuição da qualidade de vida e pela morte prematura da população mundial.
O Programa Municipal de Combate à Obesidade, desenvolvido em articulação com o Centro de Saúde local, reúne diferentes abordagens técnicas, que passam pela consulta médica, nutrição, psicologia e desporto. “Neste momento, um terço da população mundial é obesa e presume-se que dentro de 9 anos seja já metade da população mundial a padecer deste problema. A resposta dos serviços de saúde do Estado é lenta e falha muito porque é preciso agarrar a motivação das pessoas e daí termos tido esta iniciativa”, declara o médico e presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral.
Recorde-se que a autarquia de Castro Marim continua a promover o programa de cessação tabágica, com elevada percentagem de sucesso, sendo já duzentos o número de ex-fumadores daí consequentes.  



Na próxima quinta-feira, 8 de dezembro, celebra-se o Dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, e Quarteira e Loulé vão assinalar esta efeméride. As comemorações em Quarteira arrancam dia 7, pelas 21h, com a procissão de velas com a imagem de Nossa Senhora em direção à Igreja S. Pedro do Mar.
Já no dia 8, momento alto desta Festa, a manhã começa com uma alvorada, pelas 9h. Às 14h, terá lugar uma Eucaristia na Igreja de S. Pedro do Mar, seguindo-se, a partir das 15h, a procissão solene com a imagem de Nossa Senhora, em direção ao Porto de Abrigo.O ponto alto desta festa é a viagem de barco da Padroeira, acompanhada pela crença de muitos fiéis que aqui se deslocam, especialmente pelos pescadores que com as suas embarcações engalanadas demonstram toda a devoção e afeto pela sua Protetora.
À bênção do mar e das embarcações segue-se o regresso à Igreja de Nossa Senhora da Conceição. A imagem pequena do Porto de Abrigo regressa à sua capelinha. Entre as 18h e as 23h haverá um espaço de gastronomia em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, bem como um momento musical com José Pasadinhas e Rita Melo, venda de ramos e leilão de ofertas.
A Festa em honra de Nossa Senhora da Conceição em Quarteira é uma tradição com raízes culturais antigas, já que a imagem foi encontrada nas redes pelos pescadores há mais de 200 anos, e que está profundamente integrada na comunidade piscatória e em todos os quarteirenses. Para além das novenas e de outras celebrações religiosas, destaca-se o desfile das embarcações de pesca engalanadas que acompanham a procissão religiosa, seguido da Bênção do Mar que, desde o ano de 2000, é efetuada no novo Porto de Pesca de Quarteira onde foi erigida uma pequena capela para acolher a Santa.
Reza a curta história desta capela que recebe os pescadores no seu regresso do mar que, no mesmo ano em que foi erigida, protegeu as embarcações de um violento temporal que se abateu na costa do Algarve, apesar dos estragos materiais provocados. A Festa da Nossa Senhora da Conceição tornou-se, com o passar dos anos, não só uma importante manifestação religiosa mas também uma atração para muitos visitantes nacionais e estrangeiros que marcam presença neste feriado nacional na cidade de Quarteira.
Em Loulé, as celebrações arrancam este domingo, dia 4, pelas 11h, com a procissão desde a Ermida de Nossa Senhora da Conceição (em frente ao Castelo de Loulé) até à Igreja Matriz. É aí que, às 11h30, haverá uma Eucaristia Dominical. Nos dias 5, 6 e 7, pelas 21h, haverá um Tríduo. É também no dia 8 que acontece o momento mais importante da Festa, com a Eucaristia Solene, a partir das 15h, na Igreja Matriz, e a procissão em direção à Ermida, a partir das 16h.

Em virtude da previsão de condições meteorológicas adversas, a Câmara Municipal de Loulé informa que o espetáculo do Avô Cantigas, agendado para este sábado, 3 de dezembro, pelas 16h, na Praça D. Afonso III, irá realizar-se no Mercado Municipal de Loulé. A entrada é livre.
Com mais de 30 anos de carreira, o Avô Cantigas volta a Loulé para presentear miúdos e graúdos de muitas gerações que viveram a sua infância com as músicas deste artista. «A Cantiga do Avô Cantigas», «Fungagá da Bicharada» ou «Fantasminha Brincalhão» são exemplos de um reportório que vai dos grandes clássicos aos sucessos mais recentes e que marcarão presença neste espetáculo familiar.
Entretanto, e também devido à previsão de chuva para a noite de hoje, a Câmara Municipal de Loulé adiou a realização do evento White Friday, para o dia 7 de dezembro, quarta-feira. Nesta noite os preços das lojas vão cair como a neve na cidade. Entre as 19h e as 23h, o centro da cidade vai cobrir-se de branco e, ao mesmo tempo, quem por ali passar poderá fazer compras nas lojas do comércio local com descontos.
A última sessão de 2016 do «ALGARVE PELO CALEIDOSCÓPIO: ciclo de divulgação artística» realiza-se a 9 de dezembro, pelas 21h30, e levará à Igreja Matriz de São Bartolomeu de Messines o Grupo Coral de Lagos. Ao todo foram nove as sessões que levaram às diversas freguesias do concelho de Silves (à exceção de Silves e Armação de Pêra, que contam com uma programação regular durante todo o ano) a vida, as tradições, a cultura e o imaginário do Algarve. Conceitos estético-musicais muito distintos, a troca de experiências e a (re)descoberta de outras músicas, estilos, ritmos e posturas em placo, permitiram não apenas a descentralização cultural, mas ainda que músicos e público alargassem horizontes e beneficiassem, por assim dizer, de um tipo de formação informal, sobre aquilo que de mais genuíno tem a região algarvia, sobre todas as curiosidades e saberes das populações locais.
O Grupo Coral de Lagos nasceu, em 1976, sob a orientação do Maestro José Maria Pedrosa e teve a sua estreia oficial a 10 de junho de 1977, com a realização do I Festival de Coros do Algarve. Desde esta data, tem atuado por todo o país e no estrangeiro, participando em vários encontros corais e outros acontecimentos culturais. A atividade de maior relevo continua a ser a organização do Festival de Coros do Algarve, uma realização anual que ocupa já um lugar de grande destaque entre as manifestações culturais da região e tem trazido ao Algarve alguns dos mais conceituados agrupamentos corais nacionais e estrangeiros.
Entre os vários maestros que já conheceu e os vários países e festivais por onde já passou, o Grupo Coral de Lagos gravou e editou, em 2000, um CD de música coral intitulado «Terra Morena». Em julho de 2007, já sob a direção da atual Maestrina, Vera Batista, participou no I Festival de Canto Popular e Folclórico, em Itália (I Castelli Incantati), sendo um dos 10 coros escolhidos para o Concerto de Encerramento, que teve lugar no Teatro Quirino, em Roma, no dia 7 de julho desse ano. O Grupo Coral de Lagos conta com cerca de 35 elementos.
Cerca de 1500 pessoas assistiram aos 10 concertos de música para órgão que, durante o final de outubro e todo o mês de novembro, animaram várias igrejas de Faro, Portimão, Boliqueime e Tavira. Os organistas Nuno Alexandrino, João Paulo Janeiro, Rafael Reis, Tiago Ferreira e Tadeu Filipe foram os protagonistas desta edição do Festival de Órgão do Algarve, juntamente com Filipa Oliveira e o Coral Adágio.
Depois de oito anos de festival na cidade de Faro, nesta primeira edição do evento estendida à região foi possível conquistar público novo para usufruir de música para órgão, cativar munícipes para a preservação de instrumentos que são património, divulgar música portuguesa e erudita e espalhar pelo Algarve o entusiamo pelos órgãos históricos. As igrejas, quase sempre cheias, mostraram-no bem. Falta assim, segundo a Associação Cultural Música XXI, apenas um pequeno passo para que algum organista tome a ousadia de se fixar no Algarve e reinicie a escola deste instrumento na região. 
O Festival de Órgão do Algarve 2016 contou com os apoios da Direção Regional de Cultura do Algarve e dos Municípios de Faro, Loulé, Tavira e Portimão, com o apoio à divulgação da Região de Turismo do Algarve e com os parceiros Antena 2, Sul Informação, Rua FM e Hotel Faro. Teve a parceria da Ordem do Carmo e Cabido da Sé de Faro, Paróquias de Portimão, Boliqueime e Tavira e Misericórdia de Tavira. Foi organizado pela Associação Cultural Música XXI.

A Baixa de Faro voltou a encher para assistir à tradicional chegada do Pai Natal, no dia 26 de novembro, com mais de cinco mil pessoas a aproveitarem o primeiro sábado deste período natalício, que decorrerá até 7 de janeiro de 2017, para percorrer esta zona da cidade e assistir aos espetáculos de animação, workshops, música, entre outras manifestações artísticas. A «Aventura de Natal» é dinamizada pela Câmara Municipal de Faro com o forte apoio e colaboração da Associação Comércio da Baixa de Faro, da Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), da Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AIHSA), Associação de Designers do Sul, assim como das empresas municipais FAGAR e Ambifaro.
A autarquia farense endereçou igualmente uma palavra de agradecimento ao Fórum Algarve, que ofereceu ao Mercado Municipal toda a decoração e iluminação de Natal, utilizada em anos anteriores naquela superfície comercial, contribuindo assim para que aquele espaço fosse também um motivo de atração para os farenses e para quem visita a capital algarvia. Com um investimento total de 200 mil euros nesta programação, cerca de 92 mil dos quais em iluminação e decoração de Natal, a autarquia continua a apostar na revitalização da atividade económica da cidade, criando motivos e momentos diferenciadores que contribuem para que o concelho cresça todos os dias e se vá tornando cada vez mais atrativo para todos os que ali habitam e para quem o visita.

A partir das 14h do dia 3 de dezembro arranca, na freguesia da Guia, concelho de Albufeira, o Mercado de Natal, evento que integra o Programa «Guia Natal». O Mercado de Natal vai acompanhar as figuras do Presépio de Rua, percorrendo a Rua General Humberto Delgado e a Rua 25 de Abril, no centro da povoação.  
Cerca de 50 expositores, entre produtores e associações locais, serão o alvo da atenção dos muitos visitantes que são esperados neste fim-de-semana, através das suas peças de artesanato, brinquedos, bugigangas, decorações de Natal e, naturalmente, a gastronomia da região, nomeadamente os doces típicos da quadra. O Mercado de Natal funciona entre as 14h e as 21h, e conta com um programa de animação itinerante que irá estar em permanência durante todo o evento. Paralelamente, o destque vai para alguns projetos culturais locais que também marcarão presença. Um dos destaques vai para a Bandinha Popular da Sociedade Musical e Recreio Popular de Paderne que atua em ambos os dias, entre as 15h e as 16h30.  
No domingo, na Igreja Matriz da Guia, a partir das 19h30, o Conservatório de Albufeira marcará presença no Concerto de Encerramento, que incluirá o Duo de Guitarra e Violino composto por Savva Pereverzev (Violino) e Petr Pereverzev (Guitarra). Tudo isto estará associado ao Presépio de Rua, composto por um conjunto de figuras em grandes dimensões que representam diversas cenas históricas ligadas ao nascimento de Jesus: a Anunciação do Anjo a Maria, a Natividade, personagens como o Rei Herodes e os Reis Magos entre outras figuras que costumam povoar os presépios de Natal.   

No próximo dia 3 de dezembro, pelas 21h30, o Cine-Teatro Louletano recebe a banda Led On – The Led Zeppelin Attitude Band, projeto/coletivo que reúne prestigiados nomes do panorama musical nacional numa contagiante homenagem aos Led Zeppelin. Um elenco de luxo, composto por Paulo Ramos na voz, Mário Delgado na guitarra, Manuel Paulo nos teclados, Zé Nabo no baixo e Alexandre Frazão na bateria, vai pisar o palco do Cine-Teatro para revisitar os grandes êxitos da mítica banda britânica: «Whole lotta love», «Heartbreaker», «Black Dog» e tantos outros, numa dose extasiante do mais puro rock’n roll.
O concerto tem a duração aproximada de 90 minutos, dirige-se a maiores de 12 anos e o bilhete tem um custo associado por pessoa de 10 euros, passando para 8 euros no caso dos maiores de 65 e menores de 30 anos. O Cartão de Amigo é aplicável a este evento.

Dando continuidade às obras de requalificação urbana na vila de Aljezur, já se iniciaram os trabalhos na Rua das Figueiras, que passam pela remodelação das redes de distribuição de energia elétrica em baixa tensão e de iluminação pública. O objetivo é alterar a rede de tipo aérea para subterrânea. Os trabalhos foram contratualizados pelo valor de 44 mil e 231,50 euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.
Na sequência desta empreitada, também já se encontram adjudicados os trabalhos para calcetamento da referida rua, incluindo a execução de caleira e pendentes para escoamento das águas à superfície. Os trabalhos foram adjudicados pelo valor de cinco mil e 600 euros, acrescido de IVA.
A empresa municipal Ambiolhão promove, no início de dezembro, mais uma Campanha de Desinfestação Geral contra ratos e baratas. Os trabalhos estendem-se a todo o concelho e decorrem até dia 10 do corrente mês.
Esta é mais uma das ações de desinfestação que a Ambiolhão promove periodicamente para controlo de pragas urbanas, e incide principalmente sobre a rede de coletores públicos e locais de deposição de resíduos urbanos. Até 7 de dezembro, os trabalhos decorrem na freguesia de Olhão. No dia 8 de dezembro será a vez da Fuseta, dia 9 de Moncarapacho e, finalmente, no dia 10 de dezembro, das freguesias de Quelfes e Pechão.
A Ambiolhão apela aos proprietários de espaços comerciais e responsáveis por empresas de condomínios para que coordenem a desinfestação dos seus respetivos espaços nos mesmos períodos, de modo a melhorar a eficácia dos tratamentos, quer das áreas privadas, quer das públicas. Estas ações de desratização e desbaratização são levadas a cabo por uma empresa devidamente licenciada e credenciada para o efeito, sempre sob a coordenação da equipa técnica da empresa municipal. 
Todos os produtos e técnicas a utilizar nas intervenções atendem sempre às recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde, e os produtos em causa estão devidamente homologados no nosso País, constando da «Lista dos Produtos Fitofarmacêuticos com Venda Autorizada». São utilizados pesticidas biológicos, de forma a não comprometer pessoas, animais e organismos aquáticos.

As «Leituras Viajantes», iniciativa da Câmara Municipal de Silves, dinamizada pelo Sector de Ação Social (que teve início no passado mês de fevereiro), conclui o ano com três sessões, que terão lugar nos dias 5, 12 e 19 de dezembro. Levar livros e alguma distração aos idosos abrangidos pelo «Projeto Assistência 24 – Helpphone» tem sido o mote deste projeto, recebendo os utentes em suas casas propostas de leitura selecionadas e que proporcionem a estas pessoas a possibilidade de viajar através das histórias, reforçando-se o desenvolvimento da mente, da autoestima e autoimagem destes idosos, propostas essas que são feitas pelos técnicos da Biblioteca Municipal de Silves.
Este projeto, que procura minorar situações de isolamento e de baixa autoestima, surgiu na sequência do «Programa +Próximus» e tem vindo a proporcionar momentos de convívio e de partilha entre idosos e técnicos da autarquia.

Carlos Silva e Sousa recebeu, no dia 30 de novembro, dois representantes da Embaixada da República Popular da China em Lisboa, que se encontravam de visita à região. O encontro entre o presidente do Município de Albufeira e Tao Wan e Ding Wenzheng, respetivamente primeiro Secretário, Chefe da Seção Consular, e primeiro Secretário da Embaixada da República Popular da China em Lisboa, decorreu na sequência de um pedido de audiência por parte da Embaixada, que aproveitou a deslocação daqueles responsáveis a Albufeira para apresentar cumprimentos ao edil albufeirense e solicitar o apoio da autarquia na criação de uma escola de mandarim na região.
Tao Wan, que deu provas de dominar de forma exemplar a língua de Camões, referiu que já existe uma escola em Lisboa e duas no norte de Portugal, verificando-se a necessidade de completar a cobertura do ensino de mandarim no sul do País. “A comunidade chinesa no Algarve já manifestou por várias vezes a necessidade de avançar com o projeto junto da Embaixada, agora só temos que encontrar um espaço adequado e para isso precisamos do apoio da Câmara Municipal de Albufeira”, sublinhou.
Carlos Silva e Sousa acolheu com bastante agrado a ideia e disponibilizou-se para tomar as diligências necessárias à concretização do projeto. “A comunidade chinesa no Algarve já tem uma expressão significativa e, no caso de Albufeira, em particular, está bem integrada e é muito bem vista pela população. Por outro lado, o nosso concelho goza de uma excelente centralidade, pelo que faz todo o sentido que a futura escola de mandarim seja em Albufeira”, referiu, ao mesmo tempo que enfatizava a necessidades das comunidades de imigrantes manterem ligação à cultura e língua de origem.
Tao Wan comprometeu-se a transmitir ao Embaixador o convite de Carlos Silva e Sousa para visitar o Concelho, bem como manifestar-lhe o interesse do autarca em estreitar laços com a China, país com que Portugal mantém relações comerciais e de amizade há mais de cinco séculos. Destacou ainda o enorme potencial que representam os turistas chineses para o nosso País. “Em 2015, mais de 150 mil chineses visitaram Portugal, sendo que atualmente há cerca de 120 milhões de cidadãos chineses a viajar pelo mundo. No próximo ano, há ainda a considerar a abertura da primeira linha aérea direta entre a China e Portugal”, lembrou, motivos mais que suficientes para apostar nesta colaboração bilateral. 

«Meia Praia» é o espetáculo de dança contemporânea que será levado a cabo, no dia 3 de dezembro, às 21h30, no Teatro Mascarenhas Gregório, e que conta com criação e interpretação de Thora Jorge e Sara Palácios.
«Estória por entre estórias de corpos, de matéria, de vidas de morte. Pés a calcar a areia deixam as redes largadas uma e outra vez. Numa neblina de entranhas surgem rostos calejados. Estorias... uma e outra vez» - esta é a descrição deste espetáculo, que levará os espetadores (maiores de seis anos) a uma viagem sensorial, através do movimento, dos sons e das luzes. Os bilhetes terão um custo de sete euros para o público em geral e de cinco euros para os maiores de 65 anos e para as crianças até os 11 anos.

Vários presépios, de tipos diferentes e construídos em vários materiais, animarão espaços no concelho de Silves. Em São Marcos da Serra, de 3 de dezembro e 11 de janeiro, um presépio tradicional em cortiça, da artesã Alzira Cabrita poderá ser visitado no edifício da junta de freguesia. Mais de uma dezena as peças, desde a adoração do menino à chegada dos Reis Magos, passando pela representação de monumentos e cenas do quotidiano, integram este exemplo da arte em cortiça, que foi doado à Casa-Museu João de Deus há mais de uma década, tendo as suas peças sido alvo de restauro por Horácio Campos Trindade, antigo colaborador do Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês (equipamentos atualmente encerrados). A inauguração da mostra encontra-se agendada para dia 3 de dezembro, pelas 16h.
Nos vários Polos de Educação ao Longo da Vida também serão armados presépios, realizados pelos utentes destes espaços da autarquia. Em Tunes, a inauguração será pelas 15h do dia 5 de dezembro; em S. Marcos da Serra a inauguração será a 6 de dezembro, também às 15h e, em São Bartolomeu de Messines a abertura terá lugar dia 7 de dezembro, igualmente às 15h. Ainda em Messines, mas no Museu do Traje e das Tradições e entre os dias 9 de dezembro e 10 de janeiro, serão visitáveis presépios tradicionais, entre os quais um presépio tradicional algarvio. O espaço estará aberto entre as 9h e as 13h e as 14h e as 17h.
Realiza-se esta sexta-feira, 2 de dezembro, pelas 18h, na Sala Polivalente do Museu Municipal de Loulé, a performance «Filhos do Fogo de Deus – Crónicas de uma história de opressão racial». Conceito desenvolvido pelo Padre António Vieira, a performance permite trazer para o diálogo atual questões ainda hoje problemáticas que se relacionam com os direitos humanos e sociais e com a convivência entre povos de diferentes origens.
Esta é uma performance em formato de sessão de narração oral num ambiente sonoro, que junta uma seleção de temas musicais a textos históricos selecionados a partir de monografias, dissertações, inquéritos, relatos e outros documentos da pesquisa histórica de Robert Edgard Conrad «Children of God's Fire. A Documentary History of Black Slavery in Brazil». Os temas musicais cantados falam da escravidão. Os documentos históricos serão transformados em monólogos e diálogos, sem recurso a metáforas, e serão contados por dois atores: um negro, Mário Spencer, e um branco, Thomas Bakk, sublinhados por música incidental (composições contemporâneas para esculturas sonoras, de Victor Gama). O roteiro e direção são de Tela Leão.
Pretende-se, no final da sessão, promover uma conversa e troca de impressões com o público, aproveitando não apenas para discutir os efeitos que ainda persistem na relação entre os descendentes de africanos e os brancos europeus ou seus descendentes, que geraram e nutriram o racismo, como também os casos de práticas de escravização que ainda persistem no século XXI, que usam outras técnicas, abusam de diferentes etnias, e servem outros mercados. A iniciativa insere-se nas manifestações no âmbito da década dedicada pelas Nações Unidas aos afrodescendentes – «People of African Descent: recognition, justice and development».