A Feira de S. Miguel, em Olhão é uma das mais carismáticas do Algarve e abre a temporada anual deste tipo de eventos na região, realizando-se de 28 de setembro a 1 de outubro, no estacionamento em frente à GNR, na zona ribeirinha da cidade. A organização é da responsabilidade de uma empresa de eventos de Olhão, a CR20, e conta com o apoio do Município.
A feira olhanense apresentará os habituais espaços de diversão para miúdos e graúdos, vários stands reservados à restauração e uma zona comercial. No recinto não faltarão também as deliciosas farturas, pipocas, pão com chouriço e demais sabores característicos deste ambiente festivo.
A Feira de Olhão já se realiza há mais de 130 anos, tendo o seu auge acontecido na década de 60 do século passado até aos anos 90. Terá sido a partir de 1968 que lhe foi atribuída a designação de Feira de S. Miguel. A tradição mantém-se, para gáudio de todos os olhanenses e de quem acompanha as várias feiras que se realizam no Algarve.



A Altimetria Associação Desportiva inaugurou a sua sede/escola, no dia 22 de setembro, no Parque Ribeirinho de Faro, uma zona de excelência com a Ria Formosa no horizonte e que oferece todas as condições para a dinamização das suas atividades, nomeadamente o BTT. A associação nasceu em outubro de 2011 e, desde então, tem organizado diversos passeios de bicicleta e formado dezenas de jovens, dos três aos 13 anos, que depois participam nas provas regionais e nacionais da chancela da Federação Portuguesa de Ciclismo. “Temos alguns atletas mais velhos a competir em maratonas (XCM), enquanto os mais novos andam no cross-country (XCO), a vertente olímpica do BTT e à qual a Federação tem dado maior enfoque”, referiu o presidente da Direção, Nuno Guerreiro.


A principal fonte de receitas da associação é o evento «24h Estádio do Algarve», que dá nome à equipa da Altimetria nos campeonatos regional e nacional, para além dos contributos, como é óbvio, dos cerca de 300 associados e dos pais dos alunos das escolinhas de BTT. Quanto à nova sede, Nuno Guerreiro garante ser a concretização de um sonho. “Não foi fácil encontrar um espaço que se adequasse às nossas necessidades, porque não pretendíamos uma sede com um café ou um bar onde as pessoas se limitassem a reunir. A vontade sempre foi ter uma sede/escola onde os miúdos pudessem aprender a andar de bicicleta, a que se somou um ginásio e uma loja de reparação de bicicletas”, frisou o dirigente.
O sonho concretizou-se através da cedência, por um período de 20 anos, deste terreno pela Câmara Municipal de Faro, com o edifício a surgir pela mão dos próprios membros da Altimetria e com a ajuda de apoios camarários ao associativismo. “Os custos rondaram sensivelmente os 30 mil euros, mas utilizamos materiais recicláveis, desde os contentores marítimos até à madeira de uma casa que existia aqui no local. Despesas com mão-de-obra especializada não houve, foi tudo feito graças ao conhecimento dos sócios, daí o investimento ter ficado mais em conta”, enaltece Nuno Guerreiro, acrescentando que os objetivos passam por continuar a desenvolver o BTT e o trail running, outra modalidade da Altimetria, para além de cativar mais associados e alunos. “Temos professores especializados e acho que fazemos um trabalho que muito satisfaz quem cá está”.


A cerimónia de inauguração da Sede/Escola da Altimetria contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, que confirmou que este equipamento começou a ser «pensado» ainda em 2015, mas houve que cumprir vários trâmites burocráticos antes da obra avançar para o terreno. “Foi preciso muita perseverança para se chegar a este magnífico resultado e tenho a certeza de que a associação vai alcançar os objetivos a que se propõe. As atividades que a Altimetria desenvolve com os mais jovens são fundamentais para a sua formação, mas este equipamento vai trazer também mais vida ao Parque Ribeirinho de Faro”, destacou o autarca.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina 

No âmbito das medidas preventivas a adotar pela Câmara Municipal de Loulé através dos seu Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) contra o flagelo que são os incêndios florestais, e na sequência da reunião de trabalho promovida por este serviço com os representantes das associações e clubes de caça do Concelho, Guarda Nacional Republicana e Corpo de Bombeiros, foi decidido pela Autarquia avançar com  o programa de apoio à  beneficiação de rede viária rural e florestal, de forma a garantir a circulação de veículos de combate e vigilância. Os trabalhos a executar foram validados após a realização de visitas conjuntas com as entidades e os clubes e associações de caça aos locais a intervencionar, inventariando os caminhos prioritários que necessitam de intervenção.
O programa atribui um apoio financeiro pela Autarquia às associações e clubes de caça para fazer face às despesas das intervenções definidas. Até à data aderiram 19 clubes e associações, prevendo-se que sejam executados 310 quilómetros de caminhos rurais e florestais no Concelho de Loulé. Ainda no âmbito da defesa da floreta contra incêndios, a Câmara Municipal de Loulé também estabeleceu protocolos com as associações e clubes de caça do Concelho para aquisição de um kit de primeira intervenção para incêndios florestais, reconhecendo que estas entidades constituem um parceiro de excelência na área da Proteção Civil, nomeadamente  na prevenção, dissuasão, alarme e gestão do território florestal deste concelho.  

A Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António acolheu, no dia 24 de setembro, um passeio pela natureza com o objetivo de assinalar as Jornadas Europeias do Património Cultural. A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Castro Marim, reuniu cerca de 50 pessoas num percurso de seis quilómetros.
Descobrir ou redescobrir os segredos e os encantos das salinas de Castro Marim, com a colaboração do salineiro Reinaldo Faísca, foi um dos momentos altos deste passeio. Os participantes puderam comparar uma salina industrial, de grandes dimensões, onde o braço do homem foi substituído pelas máquinas, com uma artesanal, de pequenos talhos, onde o sal é recolhido manualmente. A iniciativa contou com a colaboração do fotógrafo Agostinho Gomes, apaixonado pela avifauna da região do Baixo Guadiana, observável na exposição de fotografia sobre Património Natural, patente na sede da Reserva Natural, realizada em parceria com os fotógrafos Hugo Esteves e José Carlota.
As Jornadas Europeias do Património Cultural foram este ano subordinadas ao tema «Património e Natureza», promovendo a importância da relação entre as pessoas, as comunidades, os lugares e a sua História, mostrando como o património e a natureza se cruzam nas suas diferentes expressões - mais urbanas ou mais rurais - e para a necessidade de preservar e valorizar esta relação, fundamental para a qualidade da vida, para a qualificação do território e para o reforço de identidades. A Caminhada pela Natureza foi uma iniciativa da Câmara Municipal de Castro Marim e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, com a colaboração do Centro de Marcha e Corrida de Vila Real de Santo António, do fotógrafo Agostinho Gomes e do salineiro Reinaldo Faísca. 


No dia 4 de outubro, pelas 18h30, a Biblioteca Sophia de Melo Breyner Andresen, em Loulé, recebe a apresentação de «Escrytos – Crónicas e Ensaios sobre Cultura Contemporânea», de Paulo Pires, numa sessão integrada na rubrica «Livros Abertos».
Paulo Pires reuniu nesta compilação crónicas e ensaios sobre cultura contemporânea publicados inicialmente em jornais, suplementos, revistas e websites de âmbito cultural entre janeiro de 2013 e abril de 2017. Os textos escolhidos abordam questões ligadas à Gestão, Programação e Mediação Culturais, Artes Performativas, Estudos Artísticos, Literatura e Leitura/Bibliotecas, integrando ainda reflexões, quer sobre alguns projetos específicos que o autor desenvolveu, a esses níveis, em contexto profissional, quer em torno de temáticas sociológicas e educacionais. São textos inacabados, abertos e de questionamento crítico, que resultam de uma necessidade pessoal (e profissional) de reflexão e de produzir pensamento, vários deles cruzando-se com perspetivas sociológicas e não poucas vezes temperados pelo sal da poesia.
Paulo Pires nasceu em Faro, em 1977, mas as suas raízes familiares e afetivas estão entre o barrocal e a serra, em São Brás de Alportel. Com formação superior nas áreas das Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses), Música e Arquivística, ao longo do seu percurso tem aprofundado, pela reflexão crítica e prática profissional, os campos dos Estudos Artísticos e Sociologia da Cultura. Atualmente é programador em artes performativas na Câmara Municipal de Loulé. Esta obra é uma edição da Editora Arranha-Céus (Lisboa) e contou com o apoio do Município de São Brás de Alportel. A apresentação fica a cargo de Ana Isabel Soares.

Na sequência do trabalho que tem vindo a desenvolver com a comunidade educativa na área da educação para o património, o Museu Municipal de Olhão – Compromisso Marítimo propõe às escolas, do pré-escolar ao 12.º ano, três projetos especiais para os anos letivos 2017/2018 e 2018/2019.
O primeiro projeto chama-se «As casas da Barreta e do Levante» e será desenvolvido durante dois anos letivos com turmas a partir do 3.º ano. O intuito é dar a conhecer em pormenor o centro histórico de Olhão e o valor patrimonial do conjunto edificado. Trata-se de um conjunto de casas que foram sendo construídas a partir do séc. XVIII, e que sucessivamente foram sendo alvo de diversas campanhas de obras, até se tornarem nas casas que conhecemos hoje como casas cubistas. O projeto contempla trabalho de pesquisa entre a escola e a comunidade, saídas de campo, visitas ao Museu, oficinas e uma exposição final.
A segunda proposta intitula-se «Olhar a Arte» e será desenvolvida durante um ano letivo. Está aberta à comunidade educativa a partir do pré-escolar e ao público em geral. Durante várias sessões de 30 minutos pretende-se explorar novos olhares sobre os objetos artísticos que existem no Museu.
Por último, o projeto «O Jogo do Moinho» destina-se a turmas do 3.º e 4.º anos e é uma parceria com a Rede de Museus do Algarve, estrutura informal constituída por museus e outras instituições culturais existentes no Algarve. Trata-se de um jogo de tabuleiro, de estratégia, entre dois jogadores, com o objetivo de colocar três peças em linha. Durante o ano letivo haverá diversas sessões, quer no Museu Municipal de Olhão, quer na sala de aula, ou noutros museus da Rede de Museus do Algarve que estejam a desenvolver o projeto.



O Município de Loulé, preocupado com as questões ambientalmente mais relevantes, procedeu à aquisição de três veículos elétricos (ligeiros de mercadorias) e de dois postos de abastecimento para veículos elétricos, dando assim um claro contributo para a descarbonização do setor dos transportes, melhoria da qualidade do ar, redução de ruído e desaceleração do processo de alterações climáticas. As viaturas a concurso são para dar resposta a tarefas no âmbito dos serviços urbanos e ambientais da Autarquia, tendo em paralelo procedido ao abate de quatro viaturas, com mais de duzentos mil quilómetros cada e entre os 20 e 31 anos de serviço.
Estas aquisições são realizadas no âmbito de uma candidatura apresentada pelo Município de Loulé ao Fundo Ambiental e que tem por finalidade apoiar políticas ambientais para a prossecução dos objetivos do desenvolvimento sustentável, contribuindo para o cumprimento dos objetivos e compromissos nacionais e internacionais, designadamente os relativos às alterações climáticas, aos recursos hídricos, aos resíduos e à conservação da natureza e biodiversidade, vendo assim aprovada a sua candidatura, cujo contrato foi assinado no dia 23 de maio do corrente ano.
Ricardo Melo Gouveia e Filipe Lima fizeram história no 11.º Portugal Masters, ao partilharem entre si o 5.º lugar, a melhor classificação de sempre de portugueses no mais importante torneio de golfe de território nacional. Lima (com voltas de 69, 66, 68 e 67) e Melo Gouveia (com rondas de 69, 67, 69 e 65) totalizaram 270 pancadas, 14 abaixo do Par, ficando a seis do campeão, o dinamarquês Lucas Bjerregaaard, que adicionou cartões de 66, 65, 68 e 65 e conquistou em Vilamoura o primeiro título da sua carreira no European Tour, a primeira divisão europeia.
De uma assentada, Bjerregaard embolsou 333 mil e 330 euros e ascendeu do 114.º ao 47.º lugar da Corrida para o Dubai, garantindo virtualmente que irá continuar no European Tour, passando a lutar pela qualificação para o DP World Tour Championship, no Dubai. Esse era o principal objetivo dos dois atletas olímpicos portugueses, para o qual seria necessário um top-3, mas este 5.º lugar, ainda assim, valeu 77 mil e 400 euros a cada um. Em relação à Corrida para o Dubai, Ricardo Melo Gouveia melhorou de 133.º para 114.º, enquanto Lima subiu de 176.º para 145.º.


Faltam agora quatro torneios até ao final da época regular do European Tour e os dois portugueses precisam entrar no top-100 da Corrida para o Dubai para prosseguirem no European Tour na próxima temporada. Há outra hipótese, que consiste em ficarem no top-10 da Access List, um ranking que só conta os eventos que não integram a Rolex Series. Nessa hierarquia, Melo Gouveia deu um salto para 13.º e Lima para 25.º.
Certo é que o recorde nacional de 16.º classificado de Ricardo Santos no Portugal Masters de 2012 foi pulverizado e, no caso de Ricardo Melo Gouveia, ainda se pensou na hipótese de chegar à vitória, quando andou algum tempo no segundo lugar, por duas vezes distintas durante a última volta. Quando acabou a sua prova, era o líder na clubhouse, algo de inédito na prova para um português.
Para o Turismo de Portugal, os números de afluência, as transmissões televisivas para todo o Mundo, a promoção do golfe no Algarve em particular e no país em geral, os prémios sistemáticos de melhor destino turístico de golfe, são os fatores determinantes do sucesso do torneio. No entanto, o 5.º lugar de Lima e Melo Gouveia são considerados igualmente como uma enorme alavanca para o golfe ser encarado como desporto e não apenas como uma atividade económica. 

Filipe Lima e Ricardo Melo Gouveia continuam a fazer história no 11.º Portugal Masters e 2017 marca a primeira vez que dois portugueses partem para a última volta no top-20. Após a terceira volta, Lima estava no grupo de cinco jogadores dos 12.º classificados e Melo Gouveia encontrava-se empatado com 12 participantes no 20.º posto.
Ambos prosseguem um belo trajeto de só jogarem abaixo do Par, com o português residente em França a apresentar 203 pancadas, 10 abaixo do Par do Dom Pedro Victoria Golf Course, após cartões de 69, 66 e 68. Por sua vez, o algarvio que vive em Inglaterra totaliza 205 pancadas, oito abaixo do Par do percurso desenhado por Arnold Palmer em Vilamoura, depois de rondas de 69, 67 e 69. O líder do torneio do European Tour de dois milhões de euros em prémios monetários é o dinamarquês Lucas Bjerregaard (199 pancadas, 14 abaixo do Par).
Filipe Lima esteve perto de conseguir a melhor classificação de sempre de um português aos 54 buracos e poderia estar bem metido na luta pelo título, pela isenção de dois anos no European Tour e pelo cheque de 333 mil e 330 euros destinado ao vencedor. Depois de um eagle no buraco 17 – o ex-libris do campo –, o campeão nacional viu-se no grupo dos 4.º classificados com apenas um buraco pela frente, mas um chip e dois putts custaram-lhe um bogey e a descida para a 12.ª posição. Mesmo assim, à entrada do derradeiro dia, Lima estava a apenas quatro pancadas do líder. 

No dia 29 de setembro, pelas 21h30, a Orquestra Gulbenkian dá um Concerto no Auditório Municipal de Lagoa, fazendo parte do programa obras de Wolfgang Amadeus Mozart como Concerto para Clarinete e Orquestra em Lá maior, K. 622; Allegro; Adagio; Rondo: Allegro. De Ludwig van Beethoven serão interpretadas a Sinfonia n.º 4, em Si bemol maior, op. 60, Adagio – Allegro Vivace, Adagio, Allegro Vivace e Allegro ma non troppo.
A Orquestra Gulbenkian foi fundada, em 1962, como Orquestra de Câmara Gulbenkian, sendo inicialmente constituída por 12 músicos. Atualmente tem 66 instrumentistas, número que pode ser aumentado pontualmente, de acordo com os programas executados e que lhe permite interpretar um amplo repertório, desde o período clássico à música contemporânea. Todas as temporadas, a Orquestra realiza no Grande Auditório da Gulbenkian, em Lisboa, uma série regular de concertos em colaboração com alguns dos mais reputados maestros e solistas, atuando também em diversos pontos do País.
Ao longo de mais de meio século anos distinguiu-se também em muitas das principais salas de concertos da Europa, Ásia, África e Américas, tendo gravado vários discos que receberam importantes prémios internacionais. Em 2002-2003 e 2012-2013 Lawrence Foster foi o seu Diretor Artístico e Maestro Titular; Claudio Scimone, Maestro Titular entre 1979 e 1986, foi nomeado Maestro Honorário em 1987; Joana Carneiro é Maestrina Convidada desde 2006-2007; Susanna Mälkki é a Maestrina Convidada Principal e Paul McCreesh é Maestro Principal desde 2013-2014.


A ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve anda em digressão com «História do Cerco de Lisboa», em coprodução com a Companhia de Teatro de Almada, Companhia de Teatro de Braga e Teatro dos Aloés, com encenação de Ignacio García e Dramaturgia de José Gabriel Antuñano. Depois da estreia no Festival Internacional de Teatro de Almada, marcará presença nos Recreios da Amadora, Braga e Almada com destino a Faro, onde vai estar em cena, no Teatro Lethes de 7 a 12 de novembro.
«História do Cerco de Lisboa» é uma adaptação do romance homónimo de José Saramago. No ponto de partida encontra-se um ato de rebeldia criativa: o revisor Raimundo Silva escreve um «não» nas provas de um livro de História onde se afirmava que, em 1147, os cruzados tinham ajudado os portugueses na conquista de Lisboa aos mouros. O transtorno causado na editora por este ato «inexplicável» serve de pretexto para que a gestora Maria Sara lance um desafio ao revisor: a escrita de um romance no qual a ficção se imponha à verdade histórica, isto é, no qual D. Afonso Henriques conquiste Lisboa sem a ajuda dos cruzados.
A peça tem como intérpretes Ana Bustorff, Elsa Valentim, João Farraia, Jorge Silva, José Peixoto, Luís Vicente, Pedro Walter, Rui Madeira e Tânia Silva, com cenografia de José Manuel Castanheira, assistido por Pedro Silva e pelos estagiários Filipe Fernandes, Francisca Castro, Inês Carrillo, Maria Luís e Sofia Lacerda. A música é de Ignacio García, com figurinos de Ana Paula Rocha, luz de Guilherme Frazão e som de Miguel Laureano.

A empresa Onyria Palmares Beach & Golf Resort foi, pela sexta vez consecutiva, a grande vencedora do Publituris Portugal Travel Awards 2017, na categoria de melhor campo de golfe do País, premiando não apenas a excelência dos campos de golfe, mas igualmente a sua localização única e a beleza paisagística e ambiental. O facto merece ser ressalvado, por um lado, pela importância que este produto assume na diversificação e valorização da oferta turística e, por outro, pela afirmação de Lagos como um destino turístico de eleição e uma marca de referência, tanto em termos nacionais, como internacionais, para os praticantes desta modalidade e visitantes em geral.
A cerimónia de entrega de prémios teve lugar no dia 21 de setembro e atribuiu 21 distinções a empresas, instituições e personalidades do Turismo Nacional. Este prémio, considerado o mais prestigiado a nível nacional, e que o grupo Onyria Palmares & Golfe Resort vence de forma consecutiva desde o primeiro ano completo de operação, em 2012, surge também no seguimento do reconhecimento internacional que o campo tem tido ao longo dos últimos anos, com destaque para o 21.º lugar em termos da Europa Continental pela «Golf World» e o Top 3 em Portugal pela Golf Digest e pela «Todays Golfer». Vem reforçar ainda o posicionamento do grupo que, em 2013, venceu o prémio «Golf Tourism Supllier of the Year», atribuído pela prestigiada IAGTO – The global golf tourism organization.

A «Rota dos Monumentos - Ciclo de Ensaios Abertos» vai ser inaugurada nos Monumentos Megalíticos de Alcalar, no dia 29 de setembro, às 10h30, pela Orquestra de Percussão da Academia de Música de Lagos/Conservatório de Portimão, com a Direção Artística de Vasco Ramalho. A iniciativa é promovida pela Academia de Música de Lagos, em parceria com o Museu Municipal de Portimão e a Direção Regional de Cultura do Algarve, e integra as comemorações das Jornadas Europeias do Património.
Os Monumentos Megalíticos de Alcalar inspirarão a Orquestra de Percussão da Academia de Música de Lagos/Conservatório de Portimão às sonoridades antigas dos ritmos, com a apresentação de temas da tradição oral de inspiração portuguesa e africana, fazendo jus ao espírito do lugar. Para além dos inúmeros instrumentos de percussão, será dado destaque à timbila, instrumento tradicional africano, da família das marimbas. O concerto, de entrada gratuita, é para maiores de três anos e terá a presença de alunos das várias escolas do Concelho de Portimão.
A «Rota dos Monumentos» pretende contribuir para a dinamização cultural de alguns dos mais importantes monumentos da região, afetos à Direção Regional de Cultura, como as  Ruínas Romanas de Milreu, Monumentos Megalíticos de Alcalar e os Castelos de Aljezur,  Loulé e Paderne, dando a conhecer a vitalidade dos jovens músicos da região, que compõem alguns dos agrupamentos orquestrais mais emblemáticos, tais como a Orquestra de Percussão, Orquestra de Sopros  Nova Filarmonia, Orquestra de Sopros do Algarve, Orquestra Clássica da Academia e Orquestra de Acordeões. A 1.ª edição do ciclo de ensaios abertos irá decorrer entre setembro de 2017 e junho 2018 e é um projeto cofinanciado pelo Fundo da União Europeia CRESC ALGARVE 2020 – Programa Operacional Regional do Algarve, com o apoio dos Municípios de acolhimento e da Direção Regional de Cultura do Algarve.

No dia 28 de setembro realiza-se, em Paderne, o workshop «Apoio às Atividades Económicas de Base Local», nas instalações da Junta de Freguesia, a partir das 14h, numa iniciativa da responsabilidade da Associação In Loco em parceria com o IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação e a Câmara Municipal de Albufeira.
O workshop insere-se no âmbito da estratégia da Associação In Loco destinada a promover o desenvolvimento local do interior rural do Algarve, nomeadamente no Plano de Ação denominado «INFOAGRI – Informação Agrícola no ALGARVE CENTRAL», que tem por objetivo disseminar informação (técnica, económica e organizacional) relativa aos setores agrícola, agroalimentar e florestal, como forma de fortalecer o setor primário e secundário e qualificar as explorações agrícolas e atividades económicas de base local. Com a realização das várias ações que integram o Plano, a In Loco pretende capacitar tecnicamente os agricultores e empresários, sensibilizar e informar sobre práticas agrícolas respeitadoras do ambiente, qualificar o desempenho dos agricultores, melhorar a eficiência das explorações a nível ambiental e económico, reforçar a cooperação e associação entre produtores e entidades locais com vista a facilitar o acesso à informação para apoiar a instalação e funcionamento das explorações e valorizar as atividades, produções agrícolas e transformação dos produtos locais.
O programa abordará o Licenciamento das Unidades de Produção e Transformação, nomeadamente no que se refere ao enquadramento legal da atividade (SIR – Sistema da Indústria Responsável); Licenciamento de Unidades de Produção e Transformação/Atividades Económicas; Requisitos para a Construção e Instalação; Licenciamento de Atividades Agroindustriais; e Requisitos Técnicos de Instalação e Exploração – Segurança Alimentar. Integra igualmente, a partir das 16h15, o Dia de Atendimento Descentralizado, em que uma equipa do IAPMEI irá responder às dúvidas dos empresários e dos empreendedores na área do licenciamento industrial e apoios financeiros, entre outras questões.

A Piscina Municipal de Castro Marim, que tem estado encerrada para obras de melhoramento, deverá reabrir em meados de outubro. Recorde-se que, em resultado de uma anormalidade registada nas análises periódicas, e em vez de tratar exclusivamente do extermínio da bactéria identificada, a autarquia optou por aproveitar o momento para fazer diversas intervenções, nomeadamente colmatar algumas debilidades construtivas e problemas que surgiram com o uso cada vez mais frequente das instalações. Foram então realizadas obras nos sistemas de tratamento da água e ar; remodelação do sistema de chuveiros e lava-pés; substituição de madeiras e outros trabalhos de carpintaria; melhoria de pavimentos; pinturas interiores e exteriores; desinfeção total de condutas e arranque da maquinaria.
A Piscina Municipal de Castro Marim foi concluída em novembro de 1997, com o objetivo de apoiar as escolas do concelho no ensino e desenvolvimento da natação. Esta instalação, coberta, tem como base um tanque com 166,6 metros quadrados (16,6 metros de comprimento e 10 metros de largura), dois balneários masculinos e femininos, balneário para técnicos e sala de espera e receção. Para além da utilização escolar e do público em geral, a piscina conta ainda com o funcionamento da Escola de Natação, promovida pela autarquia, o­nde se desenvolvem as classes de Adaptação ao Meio Aquático, Aprendizagem e Hidroginástica. 


O Algarve foi a grande vencedora da 14.ª edição dos Publituris Portugal Travel Awards, ao arrecadar cinco distinções. A Região de Turismo do Algarve foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, a Melhor Região de Turismo Nacional e três unidades hoteleiras e um campo de golfe também foram distinguidos naquele que é um dos mais importantes prémios do setor.
Esta foi a a quinta vez que a entidade de turismo do Algarve recebeu este prestigiado galardão, que se destina a premiar as melhores empresas, instituições, serviços e profissionais do turismo. “É com emoção e orgulho que recebemos, mais uma vez, o galardão de Melhor Região de Turismo de Portugal. Agradeço a todos os que contribuíram para tornar possível a atribuição deste prémio, incluindo, naturalmente, todas as entidades privadas e públicas que operam no setor. Gostaria de dar uma felicitação especial às unidades algarvias premiadas e ao Onyria Palmares, que são um exemplo da excelência da oferta turística da região”, afirmou Desidério Silva, Presidente da RTA, durante a cerimónia promovida pelo Publituris. “Esta é ainda uma oportunidade para consciencializar os profissionais do setor e chamar a atenção do Governo para a importância do papel das regiões de turismo em Portugal, para a qualificação dos destinos e a cooperação de todas as entidades, de modo a potenciar a atividade turística e o desenvolvimento sustentável das regiões”, acrescentou.
O Prémio de Melhor Hotel Resort foi entregue ao Vila Vita Parc Resort & Spa; o de Melhor Hotel de Praia ao Martinhal Sagres Beach Family Resort Hotel; e o de Melhor Hotel de Três Estrelas ao Dom José Beach. O Algarve ainda foi distinguido na categoria de Melhor Campo de Golfe, entregue ao Onyria Palmares em Lagos, pelo segundo ano consecutivo. A entrega dos prémios da Publituris decorreu, no dia 21 de setembro, no Bom Sucesso Resort, em Óbidos, com a presença de governantes e personalidades do setor, entre os quais a Secretária de Estado do Turismo e o presidente do Turismo de Portugal, bem como de representantes de associações e empresários.

Ricardo Melo Gouveia e Filipe Lima foram os únicos portugueses a passarem o cut no 11.º Portugal Masters, qualificando-se, deste modo, para o fim-de-semana. Dos 144 jogadores que estavam à partida, só 75 irão lutar pelo título do torneio do European Tour de dois milhões de euros em prémios monetários e os dois atletas olímpicos estão bem posicionados. De facto, ambos figuram no top-20, depois de uma segunda volta parecida, em que sentiram dificuldades nos primeiros nove buracos do Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, mas depois arrasaram nos segundos nove buracos.
Filipe Lima é o melhor português, no grupo dos 14.º classificados, com 135 pancadas, sete abaixo do Par, após voltas de 69 e 66. Na sexta-feira só houve dez jogadores da elite europeia a conseguirem fazer melhor do que o português residente em França, incluindo o novo líder da prova, o italiano Nino Bertasio, que leva duas voltas de 65 pancadas, para um total de 130, 12 abaixo do Par.
Bertasio dispõe de uma pancada de vantagem sobre o escocês Marc Warren (67+64). A melhor volta do torneio foi o 63 (-8) do sul-africano Thomas Aiken, que está empatado com Melo Gouveia em 19.º.


E se Filipe Lima cumpriu os últimos nove buracos do dia em cinco pancadas abaixo do Par, Melo Gouveia fez exatamente o mesmo para uma volta de 67 (-4) a juntar à de 69 (-2) da véspera, para um agregado de 136 (-6). Filipe Lima (o único português a passar este ano os cuts do Open de Portugal@Morgado Golf Resort e no Portugal Masters) e Ricardo Melo Gouveia podem atacar agora o recorde nacional de Ricardo Santos no Portugal Masters, quando foi 16.º em 2012.
No dia 22 hoje houve nove mil e 149 espectadores, a segunda melhor sexta-feira de sempre do torneio, depois de, no dia anterior, as sete mil e 439 entradas constituírem um recorde a uma quinta-feira. No dia do Pro-Am entraram três mil e 237.

Dois atletas de Lagoa estiveram em destaque no 9.º Campeonato Mundial Muzenza de Capoeira disputado em Fortaleza, no Brasil, com Filipe Barros a vencer a categoria de Graduados e Ricardo Castro a ficar em segundo lugar na categoria de Monitores. Volvidas algumas semanas, o Algarve Informativo acompanhou o início de mais um ano de aulas do Grupo Muzenza Portugal do Mestre Burguês e também saiu do treino de sorriso nos lábios.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

A capoeira mistura arte marcial, desporto, cultura popular e música, tendo sido desenvolvida no Brasil por descendentes de escravos africanos. É conhecida pelos seus golpes e movimentos ágeis e complexos, que utilizam sobretudo chutos e rasteiras, a par de cabeçadas, joelhadas, cotoveladas e acrobacias em solo ou aéreas. Tudo isto se encontra noutras artes marciais, mas uma característica que distingue a capoeira é a musicalidade. De facto, os seus praticantes aprendem não apenas a lutar e a jogar, mas também a tocar os instrumentos típicos e a cantar.
Outra imagem de marca desta arte marcial é a «roda», um círculo de capoeiristas com uma bateria musical em que a capoeira é jogada, tocada e cantada. No seu interior, para além do jogo, divertimento e espetáculo, os capoeiristas aplicam o que aprenderam durante os treinos, enquanto os colegas vão cantando e batendo palmas ao ritmo do berimbau. O jogo entre os dois capoeiristas termina ao comando do tocador de berimbau ou quando outro capoeirista da roda «compra o jogo», ou seja, se «infiltra» entre os dois e dá início a um novo jogo com um deles.
Continuando a perfilar as diferenças em relação às outras artes marciais, o objetivo na roda da capoeira não é colocar o adversário em nocaute, mas sim derrubá-lo sem que ele seja golpeado, de preferência com uma rasteira. Quando o jogo é feito entre um capoeirista mais experiente e um novato, o primeiro opta por mostrar a sua superioridade «marcando» o golpe no adversário, isto é, bloqueando o golpe antes de este ser completamente executado. Quando o jogo é feito entre dois capoeiristas experientes, os movimentos são realizados a uma velocidade alucinante e proporcionam um verdadeiro espetáculo visual, conforme assistimos num jogo entre o Monitor RC (Ricardo Castro) e o Graduado Galho (Filipe Barros), numa aula do Grupo Muzenza Portugal do Mestre Burguês no Pavilhão Municipal de Albufeira.
Enquanto os alunos iam mostrando os seus dotes ao som do berimbau, o Professor Pena falou em mais de meio milhar de praticantes de capoeira somente do Grupo Muzenza no Algarve, que recebem os seus ensinamentos de 10 professores, cada um com três ou quatro núcleos espalhados por diversas cidades. “Aqui não há cintos, mas sim cordas, havendo cerca de 23 graduações até se atingir o patamar mais elevado. Começam por ser Alunos, ao fim de oito anos podem chegar a Graduado, seguindo-se Monitor, Instrutor, Professor (3 graus), Contramestre (3 graus) e Mestre (5 graus)”, explicou o coordenador do Grupo Muzenza Algarve. “As pessoas procuram a capoeira não pelas graduações, mas pela sua musicalidade e filosofia. Queremos trabalhar com alegria e felicidade e o convívio é muito forte na capoeira, dentro e fora dos treinos, já que organizamos várias viagens ao Brasil e por toda a Europa”.

Quatro anos depois do lançamento do EP «Mopho», o quinteto de músicos algarvios regressou em grande estilo com o primeiro longa duração de originais, intitulado «Estranho em Mim». Um som potente, mas também harmonioso, onde as guitarras, a bateria, o baixo e os teclados se misturam num equilíbrio perfeito, conforme se comprovou, ao vivo, no concerto dado na Associação Recreativa e Cultural de Músicos de Faro, no dia 15 de setembro.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

«Estranho em Mim» marcou o regresso dos Mopho aos estúdios, quatro anos após o lançamento do EP homónimo de estreia. Mais maduros e conscientes do que pretendem no universo musical, Ricardo Rosa (guitarra e teclados), Ruben Azevedo (bateria), Pedro Bandeira (voz), André Gomes (baixo) e Paulo Duarte (guitarra) surgem com um disco que representa o rock português no seu melhor nível, como ficou bem patente no concerto de apresentação que deram na Associação Recreativa e Cultural de Músicos de Faro, no passado dia 15 de setembro.
Terminada a atuação, verdadeiramente explosiva e cativante, Ricardo Rosa recordou que os primeiros temas da banda foram criados em 2010, com o EP a ser gravado em 2013 e, finalmente, «Estranho em Mim», em 2017, colocado no mercado pela editora «Last Man Standing». “A nossa história começou com o Pedro Bandeira, que juntou alguns amigos para fazer algo novo, e com qualidade, no panorama musical algarvio. Claro que isso é mais fácil de dizer do que fazer, porque temos as nossas vidas familiares e profissionais, o que obriga a uma grande vontade e jogo de cintura para arranjar tempo para os ensaios e concertos”, admitiu o guitarrista.
Originais cantados em português é o que se encontra no repertório dos Mopho, numa sonoridade com várias influências mas onde sobressaem as do rock norte-americano, com fortes guitarradas, um baixo omnipresente e as orquestrações e programações a acrescentarem uma maior sofisticação. “É o estilo que nos chega mais facilmente aos ouvidos, através das rádios e do you tube, e que persiste na nossa memória coletiva. Um rock americano, elétrico, mas também melancólico e cantado em português”, descreveu, em poucas palavras, Ricardo Rosa, confessando que tem uma certa dificuldade em tocar algo que seja demasiado alegre. “A minha quinta parte do processo criativo é muito dark e emocional, daí a presença das teclas, dos violinos, dos coros, ambiências que ajudam a compor um cenário obscuro onde me sinto mais confortável”.
Parte musical que é composta em conjunto pelos cinco elementos, ao passo que as líricas são da responsabilidade do vocalista, Pedro Bandeira. “Ele pensa no tema e faz a letra do início ao fim. As canções falam de amores e desamores, dificuldades, vitórias e derrotas, pelo que qualquer pessoa se pode identificar com as nossas músicas”, acredita Ricardo Rosa, garantindo que cantar na língua materna sempre foi a opção dos Mopho. “Ainda muito devagar, mas o português está a ganhar terreno e a conquistar o seu espaço, mesmo além-fronteiras”, afirmou.
Devagar foi, igualmente, a produção de «Estranho em Mim», não por causa de dificuldades em reunir os cinco elementos para ensaiar, mas pela ida para estúdio, onde tudo tem que ser feito com maior rigor e cuidado. “É algo mais intenso e demorado, desde a fase da pré-produção à captação, mistura e pós-produção. Até termos o disco físico na mão leva sempre mais tempo do que aquilo que imaginamos. E quando as pessoas são perfeccionistas como é o meu caso, que não descansam enquanto não estiver tudo correto, o processo torna-se ainda mais lento. Fazer um disco numa de improviso é fácil, mas essa não é a filosofia dos Mopho. A música é matemática: temos que estabelecer a harmonia entre as guitarras; os teclados pretendem reproduzir fielmente o trabalho de um ensamble de violinos, o que obriga a dividi-los entre baixos, médios e agudos; há que definir onde entram os coros e os pianos e que tipo de pianos se utiliza. Foram quase dois anos para gravar o disco”, relata Ricardo Rosa.

A Associação Igualmente Diferentes surgiu para auxiliar os portadores de deficiência que não conseguem obter apoio das instituições já existentes na região, com o intuito de os ajudar na sua inserção na sociedade e no meio profissional e de lhes proporcionar melhor qualidade de vida. Depois de meter a «máquina a trabalhar» e de plantar sementes, 2018 afigura-se como um ano muito movimentado, conforme nos contaram Ricardo Monteiro e Ana Sofia Bexiga, presidente e vice-presidente, respetivamente, da associação.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

No início desta história está um sonho, de Ricardo Monteiro, que depois, com o seu entusiasmo e força de viver, contagiou outros, e assim nasceu a Associação Igualmente Diferentes, a 28 de dezembro de 2016. Portador de paralisia cerebral, o algarvio ficou sete anos numa cadeira de rodas e só há alguns meses é que recuperou a capacidade de andar pelos seus próprios meios. Nesse período, sentiu, na pele, a falta de apoio a quem tem alguma deficiência física, mental ou cognitiva, uma vez que as instituições existentes no Algarve não conseguem dar resposta a todos os pedidos de auxílio. “Estão completamente cheias e não têm capacidade para ajudar aqueles que não são seus utentes. Há muita gente fechada em casa, sem conseguir ir à escola, frequentar uma associação, praticar desporto, ir à praia ou desfrutar de qualquer atividade de lazer”, observa Ricardo Monteiro, presidente da Associação Igualmente Diferentes.
Falta de respostas nota-se também no campo das terapias, sabendo-se que estes homens e mulheres de todas as idades têm necessidade de fazer fisioterapia a vida inteira. “Há várias clínicas dedicadas aos problemas do dia-a-dia, mas não abundam os centros orientados para tratamentos mais especializados. Os que existem são bastante caros e é impossível para alguém que tem uma reforma de 300 euros suportar esses custos, na ordem dos milhares de euros mensais”, prossegue o entrevistado.
Do sonho ao nascimento da associação propriamente dita houve que cumprir, primeiro, os trâmites legais do costume, a criação de estatutos, dos corpos sociais e de uma equipa multidisciplinar com fisioterapeuta, terapeuta da fala, terapeuta ocupacional, psicóloga, educadora social, farmacêutica, assistente social, totalizando 14 elementos de várias áreas. “O grande constrangimento, como se adivinha, é que todos temos vidas profissionais um bocadinho agitadas, mas conseguimos alcançar os objetivos a que nos tínhamos proposto para este ano zero. Tem sido um ano de semear, de dar a conhecer a associação, de fazer candidaturas a apoios do Instituto Português do Desporto e Juventude, nomeadamente no âmbito do programa «Desporto para Todos», mas também da «Geração Z», que culminou na reativação do farol na Ilha do Farol”, conta a vice-presidente Ana Sofia Bexiga.

José Júlio Brito, mais conhecido por «Peregrino Algarvio», foi homenageado na segunda edição da Gala do Desporto de Vila Real de Santo António, após a sua honrosa participação na meia maratona do Campeonato da Europa de Atletismo Master. E, de facto, 2017 tem sido um ano em grande para este quarentão que começou a fazer longas peregrinações e travessias para comungar com o seu «Eu» interior e que, depois, descobriu uma aptidão natural para o atletismo.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Foi por via das longas travessias e peregrinações que José Júlio Brito, de 41 anos, ficou conhecido do grande público, precisamente como «Peregrino Algarvio», algo que continua a fazer regularmente nos seus períodos de férias. A novidade, de há uns meses a esta parte, é que os fins-de-semana passaram a estar dedicados ao atletismo, uma forma de manter o equilíbrio e de ter novos desafios no dia-a-dia. “Começou por ser uma maneira de me preparar fisicamente para as travessias, sem qualquer intuito competitivo, apenas me preocupava em chegar ao fim das provas. Entretanto, num Caminho de Santiago, um amigo espanhol chamou-me a atenção para o facto de possuir a estrutura física adequada para encarar o atletismo com maior seriedade”, recorda.
Sem ter qualquer treinador ou preparador físico, mas com a «pulga atrás da orelha», José Júlio decidiu inscrever-se numa prova na vizinha Espanha, um trail de 55 quilómetros, e terminou em 10.º lugar da classificação geral. Depressa surgiu o convite do Clube Recreativo Alturense para defender as suas cores em corridas de corta-mato e de pista ao ar livre e o desafio foi prontamente aceite. “Os treinos são exigentes, mas eu gosto de ser exigente comigo próprio e estou nas competições a tentar o meu melhor, não a pensar nos outros atletas. Se conseguir ficar à frente deles, ótimo, caso contrário, é sinal de que tenho que trabalhar mais para alcançar os meus objetivos”, indica, à conversa em Vila Real de Santo António.
O certo é que, em sete meses, obteve sete pódios, em corta-mato, provas de pista e meias-maratonas, sinal de que, de facto, nasceu para o atletismo. “Passei a levar tudo isto mais a sério e a estabelecer metas mais audazes. Em algumas provas compito na geral, noutras no escalão Masters, a partir dos 35 anos. Fiz o Campeonato Nacional de Pista ao Ar Livre e o Campeonato Europeu, para além dos campeonatos regionais da Associação de Atletismo do Algarve”, conta José Júlio Brito, lembrando que a sua estreia no atletismo foi uma vitória nos mil metros, surpreendendo a todos pelo tempo alcançado. “Foi uma prova muito violenta e rápida e 2’50’’ equivale a andar perto dos 22 km/hora”.
Depois disso, obteve a Medalha de Bronze no Circuito Provincial de Gran Fondo de Huelva e a Medalha de Prata no coletivo da competição dos 10 quilómetros do Campeonato Europeu de Atletismo Masters, realizado em Vila Real de Santo António, ambos em 2016. Em 2017, tornou-se Campeão Regional de Veteranos nos cinco mil metros de Pista ao Ar Livre; foi o 4.º melhor atleta na sua primeira participação no Campeonato Nacional de Veteranos, na distância dos cinco mil metros de Pista ao Ar Livre; foi 12.º no Campeonato Europeu de Atletismo Masters, uma meia-maratona disputada na Dinamarca; e venceu a Corrida do Coração, em Vilamoura, e a Corrida de São João de Degola, na Manta Rota, as duas de 10 quilómetros.

O CBMR, ou Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve, lançou uma plataforma internacional de comunicação dedicada à ciência na área da saúde e biomedicina e o objetivo é bem simples: aproximar o público da ciência e do conhecimento científico, transmitindo ao cidadão comum as novidades mais recentes numa linguagem acessível e com base em estudos fidedignos.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Dulcineia Dias e Isa Mestre

O Centro de Investigação em Biomedicina (CBMR), da Universidade do Algarve, acaba de criar uma plataforma internacional de comunicação de ciência na área da Saúde e da Biomedicina com o intuito de transportar para o grande público os conhecimentos que vão sendo produzidos nestas importantes matérias. Notícias e conteúdos que são, na sua maioria, relacionados com a área de atuação do próprio centro, localizado no polo das Gambelas da UAlg, mas também produzidos por diversos parceiros, nacionais e internacionais, que rapidamente viram o mérito do projeto. São disso exemplo o SciComm, o ITQB - Instituto de Tecnologia Química e Biológica, a Real Academia Mexicana de Ciência (México), o Instituto de Investigación Biomédica de A Coruña (Espanha), a University of Prague (República Checa), a Aarhus University (Dinamarca), a Western Illinois University (EUA), o Centro de Ciência Viva do Algarve e o BioISI - Universidade de Lisboa.
Pretendendo consolidar-se como uma referência no campo da comunicação de ciência, a plataforma vai disponibilizar um conjunto de recursos que visam ajudar os investigadores a comunicar o seu trabalho, garantindo o alargamento e a difusão dos conteúdos por eles criados. Do mesmo modo, vai estar aberta à participação de todos aqueles que para ela queiram contribuir, através do envio de materiais (notícias, artigos científicos, investigações em curso, etc.), que depois ficarão online em http://scienceplatformpt.cbmr.ualg.pt/.
Por detrás da plataforma está Isa Mestre, gestora de comunicação do CBMR, que depressa se apercebeu das dificuldades do cidadão comum em compreender, ou mesmo ter conhecimento, do que os cientistas andavam a fazer no interior dos seus laboratórios e dos centros de investigação. “Havia a necessidade de encontrar uma plataforma comum de entendimento, de diálogo, que permitisse transferir a linguagem científica para a sociedade civil e mostrar a importância daquilo que aqui fazemos, ainda mais numa fase em que os centros de investigação atravessam algumas dificuldades do ponto de vista financeiro. O que estes investigadores estão a fazer terá, certamente, um impacto nas nossas vidas, seja no curto ou no médio e longo prazo”, justifica Isa Mestre.
Tornar a ciência mais acessível ao público em geral é a grande meta da nova plataforma, algo que não sucedia, até à data, sobretudo pela falta de disponibilidade de tempo dos próprios investigadores em efetuar essa comunicação. “Estão a desenvolver as suas investigações e a dar aulas, o que os impede de realizar essa tarefa acrescida de forma eficiente, até porque a sua linguagem é muito específica e técnica. Deste modo, estabelecemos um ponto de contato que permite aos investigadores explicar-nos aquilo que estão a fazer e, depois, nós transferimos essa informação para o exterior. Os investigadores não têm, de facto, tempo para produzir notas de imprensa ou para traduzir o seu jargão científico para linguagem comum, limitando-se a fazer apresentações em palestras ou eventos científicos, o que é manifestamente insuficiente”, considera Isa Mestre.

Vídeo de apresentação disponível em: https://youtu.be/xPDf4QB2r0c

Celebra-se, a 27 de setembro, mais um Dia Internacional do Turismo, este ano subordinado ao tema do «Turismo Sustentável como instrumento de desenvolvimento!», e a Câmara Municipal de Albufeira associa-se às empresas EVA Transportes, Douro Acima e Turistrem com o objetivo de promover a mobilidade como outro dos fatores de desenvolvimento turístico. Assim, residentes e visitantes poderão deslocar-se pela cidade sem pagar bilhete durante todo o dia no Giro e no autocarro Sightseeing, entre as 9h e as 13h. No mesmo horário, as crianças até aos 11 anos podem viajar gratuitamente no Comboio Turístico.
Quem quiser conhecer um pouco mais da história do concelho pode aproveitar os transportes gratuitos para visitar o Museu Municipal de Arqueologia, na zona antiga da cidade, que tem patente a exposição temporária «Urban Sketchers Paderne». A mostra revela os desenhos realizados pelo coletivo de autores resultantes de uma visita à Aldeia e Castelo de Paderne. Durante a manhã serão também distribuídos flores e postais alusivos ao concelho aos visitantes e residentes que se encontrarem a circular por Albufeira.


Em Portimão, a Associação Turismo de Portimão vai promover um passeio guiado pelo Percurso Natural «Praia do Vau – Ponta João d’Arens», bem como uma mostra de doçaria regional e conventual e uma demonstração de artes rurais e de pesca, ambas no Posto de Turismo Municipal de Portimão. Os interessados em participar no passeio deverão efetuar, até ao dia 26 de setembro, uma inscrição prévia no Posto de Turismo Municipal, situado no edifício do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão ou através do email info@visitportimão.com. O ponto de encontro é o estacionamento da Praia do Vau e o passeio tem início às 9h30.
O Posto de Turismo Municipal abrirá, como habitualmente, para acolher os muitos visitantes que por esta altura escolhem Portimão como destino turístico. Das 9h30 às 13h30, a Associação Turismo de Portimão oferece ainda a oportunidade de degustação de doçaria regional e conventual, e assistir ao vivo a demonstrações rurais e de pesca. Estas iniciativas contam com o apoio do membro da ATP «Casa da Isabel» e do Museu de Portimão. Para os que gostam de emoção e adrenalina, o Autódromo Internacional do Algarve oferece 25 por cento de desconto em todos os alugueres individuais de karts acima dos cinco minutos.

O CIMAV – Clube Internacional da Marina de Vilamoura tem novos corpos sociais para o período de 2017-2021, sendo presidido por João Luís Nunes Mexia. Da Direção fazem também parte António Pedro Pontes, Isolete Correia, em representação da Marina de Vilamoura, Manuel Vital, João Mota Gomes, João Nuno Mendes e Pedro Miguel Bouzon.
A Assembleia Geral é presidida pela Garvetur, representada por Reinaldo Teixeira, e conta ainda com Carlos Marques Gonçalves e João Ramires Fernandes. João Pinto Galvão assume as funções de presidente do Conselho Fiscal, que integra ainda Paulo Tavares Milhinhos e Maduenne Conde.
O Clube Internacional da Marina de Vilamoura é uma referência na vela nacional, tendo sido criado em 1975, um ano após a inauguração da Marina de Vilamoura. A Direção que agora assume funções tem como objetivo propiciar aos seus velejadores as melhores condições para a prática de Vela ao mais alto nível, potenciando e aproveitando as excelentes condições existentes para este desporto. 

Faleceu João Maria Larguito Claro, distinto médico que desempenhou um papel de relevada importância na história do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, da saúde no Algarve e da Medicina em Portugal, constituindo-se como uma referência nacional e do Serviço Público na área da Dermatologia e da Telemedicina.
Homem de causas e de convicções, era «nos seus doentes» que concentrava toda a sua energia, profissionalismo e dedicação, tendo sido um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da especialidade de Dermatologia no Hospital de Faro, onde durante vários anos desempenhou diversos cargos de gestão de topo, foi Diretor Clínico e onde contribuiu para a formação de dezenas de jovens médicos. Desempenhou, simultaneamente, um imprescindível papel na acessibilidade de todos os cidadãos aos cuidados de saúde na especialidade de Dermatologia na Região, tendo sido pioneiro na introdução da aplicação da Teledermatologia junto dos Centros de Saúde no Algarve, facto que lhe valeu a distinção com Medalha de Ouro do Ministério da Saúde.
João Maria Larguito Claro tinha sido recentemente homenageado pela Câmara Municipal de Faro com a Medalha de Mérito Grau Ouro, por ocasião dos festejos do Dia da Cidade, a 7 de setembro.

 

Ricardo Melo Gouveia, Filipe Lima e Hugo Santos juntaram-se aos 87 jogadores que iniciaram, no dia 21 de setembro, o 11.º Portugal Masters com uma primeira volta abaixo do Par-71 do Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura. O N. º1 português, Ricardo Melo Gouveia, chegou mesmo a andar a três pancadas abaixo do Par, quando faltavam apenas quatro buracos para terminar a jornada, mas o final de prova algo irregular, com bogey-birdie-bogey-Par, fê-lo ficar no grupo dos 41.º classificados, no qual figura igualmente o campeão nacional Filipe Lima.
O caso de Lima foi bem diferente, na medida em que nem começou bem, mas acabou em grande, com três birdies nos últimos seis buracos e por pouco não fazia outro, com um put espetacular no buraco 9 que ficou a escassos centímetros de entrar. Os dois atletas olímpicos portugueses receberam da Federação Portuguesa de Golfe os seus diplomas atribuídos pelo Comité Olímpico Português pela presença no Rio 2016, fazendo companhia a famosos como o espanhol José Maria Olazábal e o escocês Paul Lawrie (campeões de Majors), o escocês Russell Knox (vencedor de um World Golf Championships), os antigos campeões do Portugal Masters Shane Lowry (Irlanda) e Tom Lewis (Inglaterra), e estrelas da Ryder Cup como Nicolas Colsaerts e Thomas Pieters.
Também os resultados de Hugo Santos de 70 pancadas (-1), em 69.º empatado, e de Miguel Gaspar de 71 (Par), em 88.º empatado, devem ser saudados como proezas pessoais e qualquer um deles pode sonhar com uma passagem inédita do cut nesta sexta-feira. Os restantes jogadores portugueses obtiveram as seguintes classificações e resultados: 111.º Tomás Silva, Vítor Lopes e Tomás Melo Gouveia com 73 (+2); 130.º João Carlota com 74 (+3); 137.º Pedro Figueiredo com 75 (+4); 140.º Tomás Bessa com 76 (+5); 142.º João Ramos com 77 (+6); 143.º Tiago Cruz com 78 (+7); e 144.º Tiago Rodrigues com 79 (+8).
A classificação é liderada pelo holandês Joost Luiten e pelo sul-africano George Coetzee, com 64 pancadas, sete pancadas abaixo do Par, sendo perseguidos por cinco jogadores a uma pancada de distância: o italiano Nino Bertasio, o francês Grégory Havret, o australiano Jason Scrivener, o inglês Callum Shinkwin e o chinês Ashun Wu. Quanto ao campeão em título, o irlandês Padraig Harrington, começou bem, com 67 (-4), empatado em 16.º. Pelo contrário, o campeão do Masters do Augusta National do ano passado, o inglês Danny Willett, entrou com o pé esquerdo e só aparece no grupo dos 88.º classificados, com 71 (Par).

«Lojas com História» é o nome da publicação lançada pela Câmara Municipal de Silves no seu portal, num levantamento dos estabelecimentos mais antigos do concelho que continuam a exercer a sua atividade, alguns com portas abertas desde o século XIX ou inícios do século XX, seguindo metodologias que os tempos modernos fizeram cair em desuso e que são atualmente um «Museu Vivo». Ao todo, são uma dezena e meia de estabelecimentos comerciais que poderão ser conhecidos nesta edição e que abarcam vários tipos de atividade comercial onde se incluem a relojoaria, retrosaria, mercearia, sapataria, bazar, papelaria, pronto-a-vestir e padaria.
Longevidade reconhecida (lojas com mais de 25 anos de atividade), significado histórico e comercial, existência de oficinas e/ou produção própria, produto identitário e/ou existência de marca (s) própria (s), mobiliário e iluminação, utensílios e/ou matérias-primas e elementos documentais foram os critérios adotados pelo Município na seleção de cada uma das lojas incluídas nesta publicação. Este lançamento integra a programação específica das Jornadas Europeias do Património em Silves, que decorre nos dias 22 e 23 de setembro no concelho.

Lagos foi considerada, pela prestigiada revista National Geographic, como uma das 20 melhores cidades do mundo para a prática do surf, numa lista que integra cidades como Hossegur (França), Tel Aviv (Israel), Bukit, Bali (Indonésia), Maresias (Brasil), Waikiki (Hawaii), Margaret River (Austrália), São Sebastian (País Basco), St. Barthelemy (Caraíbas), entre outras. “Abençoada com as ondas de oeste e sul”, segundo esta publicação, a justificação da escolha assenta na diversão de procurar as melhores ondas e onde Lagos e o Algarve se apresentam como pólos de animação constante durante o Verão.
O município de Lagos tem sido e continua a ser ponto de encontro entre as suas origens e o progresso, acolhendo visitantes das mais variadas proveniências, quer seja pelas suas praias de sonho, pela cultura, património, gastronomia e tradições. Lagos e o Algarve são referidos como locais que atraem todo o tipo de surfistas, desde aqueles mais sociais que procuram relacionar-se com outras pessoas, beber uma cerveja e surfar um pouco, mas acima de tudo desfrutar de todo o ambiente existente na cidade, até aos outros que procuram usufruir do surf e retirar total proveito das ondas.
A National Geographic aconselha igualmente uma visita a outra localidade das «Terras do Infante», mais concretamente à vila de Sagres, no município da Vila do Bispo, e a experimentarem a gastronomia local, em particular o peixe fresco com batatas e salada. Apesar de existirem outras localidades e regiões que têm obtido grande destaque nesta modalidade, esta distinção num meio de comunicação internacional com esta visibilidade é um prémio e o reconhecimento pela aposta que Lagos, o Algarve e os restantes municípios têm feito na diversificação e valorização desta região enquanto destino turístico de excelência. 
O Teatro Municipal Mascarenhas Gregório, em Silves, recebe, no dia 24 de setembro, às 16h30, a peça de teatro «Aguarela», mais uma encenação incluída na edição dos «Dias Al Teatro», ciclo promovido pela companhia residente deste espaço cultural especialmente dedicado aos mais novos e aos pais.
«Aguarela» é uma história sem palavras, mas que, durante 40 minutos, mostra ao público como juntos somos melhores e capazes de coisas incríveis. Este espetáculo lúdico e didático destina-se a um público maior de três anos de idade e recorre à música tocada ao vivo e às brincadeiras de dois personagens que fazem uma viagem pelas emoções associadas às cores do espectro do Arco-íris, para guiar quem o vir numa viagem divertida em torno de várias experiências da Física associadas às teorias da cor de Newton.
A Direção de atores é de Diogo Duro e de António Bexiga, que também interpretam os personagens desta história. O projeto é financiado pelo Ministério da Cultura / Direção Geral das Artes e conta com o apoio da Câmara Municipal de Silves.

No dia 1 de outubro inicia-se um novo ano hidrológico, sendo habitual assistir-se, nesta mudança de estação, a períodos de ocorrência de precipitação mais intensa e prolongada, o que poderá desencadear situações de emergência que afetam a normalidade da vida da população face aos potenciais impactos nas pessoas, no seu património e no ambiente. Neste sentido, o município de Portimão principiou, no dia 19 de setembro, à execução da regularização do regime hidrológico das linhas de água da área rural do concelho, em particular na freguesia da Mexilhoeira Grande.
Esta ação, inserida no âmbito da Medida 8.1.4. «Restabelecimento da floresta afetada por agentes bióticos e abióticos ou por acontecimentos catastróficos»/PDR 2020, surge na sequência do incêndio que afetou os concelhos de Portimão e de Monchique no ano passado (incêndio da Foia), tendo-se procedido à identificação das intervenções necessárias à estabilização dos ecossistemas afetados e à remoção do material ardido. Ainda neste âmbito, e para que se proceda à recuperação do potencial produtivo, tendo em vista a reposição e sustentabilidade dos valores ecológicos afetados, o município de Portimão irá proceder à recuperação das infraestruturas danificadas (rede viária), em particular na área afetada pelo incêndio.
Com o aproximar do início do ano hidrológico, período em que importa estar preparado para prevenir a precipitação que marca o Outono com a adoção de medidas de prevenção e autoproteção, esta medida enquadra-se nos trabalhos de antecipação que incluem, além da limpeza e desobstrução das linhas de água, o desentupimento e desassoreamento das sarjetas, sumidouros, valetas e esgotos que constituem o sistema de drenagem do município, bem como a sinalização de situações de instabilidade de taludes e perda de consistência dos solos. Por isso mesmo, no dia 21 de setembro, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Portimão emitiu já um comunicado técnico-operacional a todos os Agentes de Proteção Civil locais e Entidades Cooperantes com competências neste âmbito, de forma a promover uma efetiva ação preventiva face a situações meteorológicas adversas que assolem o território municipal, estando ainda prevista a disseminação, até ao final de setembro, de avisos com recomendações para a população.

A Câmara Municipal de Silves assinala mais um Dia Mundial do Turismo, a 27 de setembro, com um programa específico. Ao longo do dia, o Grupo Duo Fole’Percussion estará em diferentes pontos da cidade, procurando atrair os visitantes que receberão brindes alusivos à cidade e às marcas que identificam o território. O grupo atuará, às 10h, no Castelo de Silves, seguindo-se, uma hora depois, a Praça do Município (junto ao quiosque da Rota do Vinho). A partir das 12h vai percorrer algumas ruas pedonais da cidade, nomeadamente a Rua Elias Garcia e a Rua João Estevão, culminando, pelas 13h, no Mercado Municipal. Também será distribuído um postal a todos os visitantes que passem pelo Castelo de Silves, pelo Centro de Interpretação do Património Islâmico (Largo do Município), pelo Torreão, Museu de Arqueologia e Posto de Turismo de Silves.
Recorde-se que a Organização das Nações Unidas proclamou 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, reconhecendo, desse modo, o grande potencial da indústria do turismo, que responde por cerca de 10 por cento da atividade económica mundial e que contribui para diminuição da pobreza e promoção da compreensão mútua e do diálogo intercultural, para não falar da preservação do património e do desenvolvimento das indústrias culturais. O Turismo contribui para os três pilares da sustentabilidade – económica, social e ambiental, sendo que o alerta deste ano, trazido pela temática da sustentabilidade visa precisamente chamar a atenção para a necessidade de se promover ações e produtos que promovam a dignidade do ser humano, que promovam a preservação do meio ambiente bem como a melhor apreciação dos valores inerentes às diferentes culturas e que gerem uma consciência da importância de manter esta atividade ligada áquilo que são os valores essenciais, como o respeito, a paz, a criatividade/inovação.

Em São Brás de Alportel, o Centro Explicativo da Calçadinha vai ser o epicentro das atividades das Jornadas Europeias do Património, com o convite para «Uma viagem ao tempo dos romanos», marcada para dia 23 de setembro, a partir das 15h. O convite é dirigido a toda a população e o programa conta com atividades para as famílias, como é o caso de aventuras, passeio de burro, momentos de dança, ateliers de ciências, histórias e petiscos históricos.
O programa das Jornadas contempla também um convite especial para domingo, 24 de setembro, concretamente um novo destino do Ciclo de Passeios Natureza, este ano dedicado à Dieta Mediterrânica. Assim, em tempo de vindimas, o passeio leva-nos por vinhas e adegas são-brasenses, à descoberta de um dos mais poderosos reis da Dieta Mediterrânica, com uma história milenar, que interessa conhecer. Sob o tema «Um Néctar dos Deuses, à nossa mesa», o passeio vai ser guiado pelos especialistas Teresa Sofia Sancho e Gilmar Brito.


Na reabertura de mais um ano letivo, o Serviço Educativo e de Divulgação (SED) da Biblioteca Municipal Lídia Jorge, Museu Municipal de Arqueologia e Arquivo Histórico de Albufeira retoma as atividades dirigidas ao público escolar. Visitas orientadas ao Museu, Biblioteca Municipal, zona antiga da cidade e ao Castelo de Paderne, a «Hora do Conto», «Peça a Peça», «Descobre…Depressa!!», «Caça ao Património», «Oficina do Escrivão», «A Minha Árvore Genealógica» e «Ciclo de Recitais» são algumas das iniciativas à disposição de todos os estabelecimentos de ensino do concelho.
O SED, que disponibiliza um programa adequado aos vários níveis de ensino e respetivas faixas etárias, tem por objetivo estabelecer a ligação entre o património e o valor intrínseco que este representa no concelho de Albufeira, mas também, de forma mais lata e abrangente, promover a aquisição de competências ao nível da formação cívica e de cidadania. Os mais pequeninos são convidados a estabelecer o primeiro contacto com os referidos equipamentos culturais, a conhecer os vários espaços, o seu funcionamento e regras, a descobrir de forma lúdica e pedagógica os momentos mais marcantes da história da terra onde nasceram ou residem e a descobrir o património concelhio nas suas diversas vertentes.
Para além das atividades propostas, existe ainda a possibilidade de desenvolver projetos e iniciativas «à medida» das necessidades de cada grupo. As atividades decorrem de segunda a sexta-feira e devem ser previamente marcadas, preferencialmente com 15 dias de antecedência.

No fim-de-semana de 30 de setembro e 1 de outubro realiza-se o Eurobirdwatch e Portimão lança o convite aos amantes da natureza para um passeio de observação de aves na Ria de Alvor, durante a manhã de sábado, na companhia do biólogo da Câmara Municipal de Portimão. Será uma ocasião privilegiada para observar as aves, com um guia especializado nas espécies que nidificam na Europa do norte e central e que nesta época do ano se dirigem às terras mais quentes de África, elegendo o rico ecossistema da Ria de Alvor para descansar e reabastecer, antes de prosseguirem viagem para sul.
O Eurobirdwatch é uma iniciativa coordenada pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) desde 1999 e que este ano conta com a participação de 26 entidades, entre empresas, organizações não governamentais, áreas protegidas e municípios. É promovido pela BirdLife International desde 1993, sendo o intuito da 24.ª edição sensibilizar as pessoas para a migração das aves e para os perigos que estas enfrentam nas viagens rumo a porto seguro.
A participação neste passeio outonal é gratuita, mas de inscrição obrigatória até às 12h do dia 29 de setembro, junto do Departamento de Ambiente da autarquia, através do telefone 282 480 412 ou email daes@cm-portimao.pt, e é limitada a 20 participantes. O ponto de encontro está marcado para o parque de estacionamento da Quinta da Rocha, a partir das 9h30, de onde os participantes partirão à descoberta de uma zona de elevado interesse ecológico e natural. Para esta caminhada ao longo do açude poente da Quinta da Rocha, com cerca de duas horas e meia de duração, é aconselhável o uso de vestuário e calçado confortáveis, proteção solar, binóculos e água.